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Viagens-pelo-Mundo

9/07/2008

TURISMO ESPECIAL



AS CASAS DE MASSAGENS
DE SALVADOR DA BAHIA

A componente sexual é hoje em dia uma parte importantíssima da oferta turística e há mesmo certos países que fazem uma propaganda enorme dessa variante do turismo, como é o caso da Tailândia. Em relação ao Brasil, nós desconhecíamos qualquer propaganda nesse sentido. Quando iniciámos a nossa viagem de dezoito dias a esse país imenso apenas sabíamos que o Brasil, como qualquer país civilizado que se preze, tem nas suas cidades as suas casas de strip tease, as suas boites, os seus cabarets e as suas zonas de bordéis e de casas de massagens.
No segundo dia da nossa estadia em Salvador da Bahia, a primeira cidade do nosso périplo brasileiro, depois de visitarmos o seu importante centro histórico na parte da manhã, resolvemos ir à praia na parte da tarde e por isso mesmo perguntámos ao porteiro do nosso hotel qual seria a praia mais adequada para passarmos umas horas à beira mar, dado que Salvador tem inúmeras praias e dado que nós pretendíamos uma praia que não ficasse muito longe do hotel, pois teríamos que nos deslocar de táxi.
O porteiro do hotel sugeriu-nos que fôssemos à praia da Barra e como nós tivéssemos concordado com a sua sugestão não só nos chamou um táxi como combinou logo com o taxista o preço que teríamos que pagar. Uma vez dentro do táxi, o taxista, que era um indivíduo de raça negra com cerca de cinquenta anos, começou por nos dizer que a praia da Barra era uma praia poluída, frequentada por gays e por lésbicas, e que por todos esses motivos nos desaconselhava essa praia.
Na opinião desse taxista, devíamos ir para uma praia muito mais distante, pois as praias dentro do perímetro da cidade de Salvador estavam todas poluídas, devido a nelas desembocarem os esgotos. Mas nós desconfiámos que ele nos dava este conselho para nos cobrar uma viagem mais longa e consequentemente dissemos-lhe para seguir para a praia que o porteiro do hotel nos tinha aconselhado.
No entanto, passados alguns instantes, o taxista voltou à carga, já não para nos aconselhar uma praia melhor, mas para nos sugerir uma outra opção. E então começou a falar-nos de uma casa de massagens que conhecia, chamada Relax, com garotas muito jovens e muito bonitas. E ainda acrescentou que essa opção seria muito melhor do que a da praia da Barra e além disso seria muito mais quente.
Embora as praias de Salvador sejam quentíssimas, como pudemos comprovar nos dias seguintes, pois até apanhámos um escaldão nas costas,
acreditámos piamente na afirmação do taxista e nessa conformidade logo nos apressámos a perguntar-lhe qual o preço que teríamos que pagar por um programa com uma dessas garotas da Relax, ao que ele nos informou que o preço era de cento e cinquenta reais, mais ou menos cinquenta euros, por um programa de uma hora.
Entretanto, nós lembrámo-nos de repente que só levávamos o dinheiro suficiente para a ida à praia e para o respectivo regresso e logo explicámos ao taxista essa situação, acrescentando que, em consequência, a visita à casa de massagens estava fora de questão. Mas o taxista logo nos ripostou que isso não tinha nenhuma importância, pois ele adiantaria os cento e cinquenta reais e nós pagar-lhe-íamos essa quantia quando chegássemos ao hotel.
Com tais argumentos e com tanta confiança em nós da parte de uma pessoa que não nos conhecia de lado nenhum, não tivemos outro remédio se não ir à Relax. E aliás ainda fomos, com o mesmo motorista, no penúltimo dia da nossa estadia em Salvador, a outra casa de massagens, um tanto ou quanto semelhante à Relax, mas mais sofisticada, com um pouco mais de luxo e com camas redondas, o que dá muito jeito para as massagens e para o resto. Razão tinha Leonardo da Vinci quando dizia que a esfera era a figura geométrica mais perfeita.
Claro que nós fomos a essas casas de Salvador principalmente por motivos jornalísticos, com a finalidade de conhecer a realidade actual da oferta turística sexual brasileira. E a verdade é que não ficámos desiludidos com a amostra que nos foi dada na cidade de Salvador. Com efeito, as duas casas que visitámos são duas casas limpas e agradáveis, com um aspecto muito melhor do que o dos nossos bordéis, com estacionamento privativo e com gerentes muito competentes que nos receberam muito amavelmente e nos apresentaram às garotas.
Quanto às garotas, elas portam-se como garotas e não como prostitutas, exibindo muito discretamente os seus encantos diante de nós. Escusado será dizer que a maioria das miúdas são realmente muito belas, são garotas de calendário, como dizem os brasileiros, e que os programas são muito bons, consistindo em primeiro lugar em tomar um banho de chuveiro com a moça escolhida. Depois do banho de chuveiro a menina faz-nos uma massagem completa, que dura mais ou menos quarenta minutos, e o programa prossegue com os beijos e carícias que antecedem o coito e termina com a relação sexual propriamente dita.
O programa é de uma hora e nós podemos garantir aos nossos leitores que se trata de uma hora inolvidável. Com garotas destas até um velho de duzentos anos teria erecção. No próximo artigo, continuaremos a falar do turismo sexual em outras cidades e regiões do Brasil que também visitámos.

UMA GAROTA CABOCLA
NO MEIO DA FLORESTA AMAZÓNICA

O avião começou a descer e nós começámos a ver ao longe uma cidade e um aeroporto no meio de uma imensa floresta. Depois de termos estado cinco dias em Salvador da Bahia e três dias em Brasília, eis que finalmente tínhamos chegado à antiga capital da borracha, à mítica cidade da Amazónia, à celebérrima Manaus do teatro de ópera no meio da selva.
Quando finalmente fizemos o city tour de Manaus, uma cidade equatorial com temperaturas médias acima dos quarenta graus, depois de termos visitado o seu lindo teatro de ópera e os seus bairros residenciais da era colonial, o nosso guia mostrou-nos uma área imensa a que chamou muito apropriadamente o putódromo, na qual se encontram os bordéis, as casas de massagens, as casas de «strip tease», os bares com miúdas de engate e outras casas do género.
E o nosso guia logo nos disse que em Manaus a maior parte das garotas de programa são caboclas ou cafuzas, isto é, filhas de índio e de branca ou filhas de índio e de negra (e vice-versa). E ainda acrescentou que essas meninas eram quentíssimas, proporcionando aos felizardos que fizessem amor com elas uma experiência sexual absolutamente inesquecível.
Embora Manaus não seja uma cidade muito grande em termos brasileiros, pois tem apenas cerca de um milhão e quinhentos mil habitantes, a verdade é que ocupa uma grande extensão de terreno, pois não tem prédios muito altos. E como se deu a circunstância do hotel em que ficámos hospedados, o Hotel Tropical Manaus, ficar a cerca de vinte e três quilómetros do centro da cidade, não tivemos qualquer possibilidade de ir ao putódromo de Manaus, pois isso seria muito caro. E além disso, no dia seguinte teríamos que partir para um hotel no meio da floresta amazónica.
No segundo dia da nossa estadia no hotel no meio da floresta, em conversa com uma pessoa que tínhamos conhecido há pouco tempo no hotel, lamentámo-nos de não ter ido ao «putódromo» de Manaus e confessámos-lhe a nossa frustração por não ter tido uma experiência sexual com uma moça cabocla. E perguntámos-lhe se não seria possível irmos nessa noite ao «putódromo», ao que o nosso interlocutor nos respondeu que isso era muito complicado e muito dispendioso, pois implicava uma viagem de barco e uma longa viagem de táxi.
Enfim, conformados e resignados, lá comunicámos ao nosso amigo que o encontro por nós pretendido com uma garota cabocla estava fora de questão. Mas depois de uma breve hesitação o nosso interlocutor ripostou-nos que talvez nos arranjasse uma menina com sangue índio; e logo a seguir, via telemóvel, contactou com uma garota, que nos apresentou no dia seguinte e que nós discretamente levámos para o nosso apartamento.
O preço combinado foi de cem reais, mais ou menos trinta e três euros, para um programa de uma hora. Depois de entrarmos no nosso apartamento, convidámos a menina cabocla a tomar um banho de chuveiro, pois já sabíamos que no Brasil, um país quentíssimo, é sempre assim: começa-se com um banho partilhado. A menina já tinha mais de vinte anos, mas era muito infantil, muito engraçada, brincou muito connosco e nós ficámos deliciados com tão encantador prefácio.
Após o refrescante prolegómeno, avançámos para as fases seguintes e aí pudemos comprovar tudo o que o nosso guia de Manaus nos tinha dito acerca das garotas caboclas: que têm uma língua áspera, agressiva e ao mesmo tempo meiga e doce e que não a usam somente para falar; e que durante todo o relacionamento sexual, incluindo a fase inicial e a fase intermédia, abraçam o parceiro como se quisessem entrar por ele adentro e cravam-lhe as unhas nas costas e mesmo mais abaixo como se pretendessem lancetá-lo todo.
A garota cabocla com quem estivemos a fazer amor, e não Gabriela, a do cravo e canela, é para nós o símbolo sexual da nação brasileira. Com efeito, a figura criada pelo genial romancista Jorge Amado é apenas uma bela mulata e portanto não tem o sangue dos autóctones que em mil e quinhentos, em Porto Seguro, assistiram ao desembarque de Pedro Álvares Cabral.
Na verdade, nós só tivemos a intensa sensação de possuir o Brasil profundo da história e da lenda depois de toda a nossa intensa odisseia sexual com a garota cabocla na cama dura de um hotel em plena selva. A nossa estadia na floresta amazónica não estaria completa sem esse contacto profundo com as origens da nação brasileira. A pequena índia que nós tivemos nos braços é no fundo o grande ícone deste imenso país.
Depois de toda esta nossa intensa odisseia pelas veredas mais esconsas do corpo animal de uma vibrante indígena e pelos lugares mais recônditos da grande Amazónia, nada mais nos restava do que regressar ao Brasil turístico e civilizado das grandes cidades. Mas o Brasil de betão e de cimento não vale nada quando comparado com o Brasil do Rio Negro e do Rio Amazonas, com o Brasil das cobras e dos jacarés, com o Brasil dos abismos insondáveis da floresta, com o Brasil dos caminhos índios da selva.


TURISMO CULTURAL E SEXUAL EM SÃO PAULO
QUADROS E GAROTAS PARA TODOS OS GOSTOS

São Paulo, cidade fundada pelo padre jesuíta José Anchieta, deve o seu nome ao facto de a primeira missa realizada no seu núcleo territorial inicial pelo Padre Paiva ter tido lugar no dia 25 de Janeiro de 1554, dia dedicado ao apóstolo Paulo no calendário cristão. São Paulo é uma cidade enorme e nós logo nos apercebemos disso quando o avião que nos transportou iniciou a sua descida rumo ao aeroporto internacional de Guarulhos.
Depois de termos passado quatro dias em plena selva amazónica, eis que nós nos aproximávamos de uma outra selva, a selva urbana de betão e de cimento da maior cidade do Brasil e da terceira maior cidade do mundo. Mas São Paulo não é a cidade feia que toda a gente diz que é, sem a conhecer. É verdade que tem grandes avenidas, a maior das quais tem cerca de doze quilómetros, e muito trânsito automóvel, como é natural.
Mas tem também, em compensação, muitos espaços verdes, entre os quais cumpre destacar o Parque de Ibirapuera, que é um parque enorme, com vários lugares para a prática de diversos desportos e com dois edifícios de índole cultural importantíssimos: a OCA e o MAM (Museu de Arte Moderna), duas construções destinadas a exposições de artes plásticas.
Destes dois belíssimos espaços culturais, cumpre destacar a OCA, que é um edifício branco em forma de meia esfera, embora anguloso no cimo. Nesta moderna e sugestiva construção, projectada por Óscar Niemeyer, vimos uma fabulosa exposição de Pablo Picasso, com cento e vinte e seis telas, desenhos, cerâmicas e esculturas, que vieram propositadamente do Museu Picasso, de Paris, em oito aviões.
Não muito longe destes museus e do Parque de Ibirapuera, fica o MASP (Museu de Arte de São Paulo), que é o maior e mais importante museu de artes plásticas do Brasil. Basta subir cinco ou seis blocos na Avenida Brigadeiro Luís António e virar à esquerda na Avenida Paulista.
Percorridos cerca de quatrocentos metros nesta última avenida, logo deparamos com um imponente edifício em forma de paralelepípedo de vidro, que parece suspenso no ar, mas que na realidade está apoiado em quatro colunas vermelhas.
O MASP funciona precisamente dentro deste paralelepípedo e nós visitámos durante quatro horas todo o museu, contemplando embevecido o seu valioso acervo, com as suas colecções de arte brasileira, de arte italiana, de arte da Península Ibérica, de arte do centro e do norte da Europa e de arte francesa, incluindo a Escola de Paris.
Claro que nestas colecções estão representados os melhores pintores a nível mundial, tais como Portinari, Botticelli, Rafael, El Greco, Velazquez, Goya, Picasso, Manet, Degas, Renoir, Van Gogh, etc. É curioso que na colecção da Península Ibérica também se encontram alguns artistas portugueses, tais como Malhoa, Columbano e Teixeira Lopes.
Mas São Paulo não é só a capital cultural do Brasil. É também a sua capital financeira e gastronómica. E no que respeita ao turismo sexual é de longe a cidade mais evoluída do Brasil. Tem uma área enorme reservada a casas de massagens e a bares de engate e tem bordéis em todos os bairros da cidade. Se no entanto o turista não quiser sair de casa, pode arranjar uma garota no próprio hotel onde estiver instalado.
Basta pedir na recepção do hotel a revista Magazine, a qual traz, entre outros assuntos, dezenas de fotografias de garotas. O cliente só tem que escolher uma delas e solicitar pelo telefone à recepção do hotel que a contacte e que posteriormente a introduza no seu apartamento. E ainda há esquemas especiais de acompanhantes para executivos ou para quem pretenda uma menina a tempo inteiro durante toda a estadia.
Em São Paulo, nós jantámos sempre no mesmo restaurante, um pequeno restaurante situado mesmo em frente do nosso hotel, o Pestana São Paulo, um excelente hotel no centro da cidade, perto da Avenida Paulista e dos museus de arte. Acabámos por conhecer diversas pessoas, entre as quais o nosso colega advogado brasileiro Dr. João Batista Lopes Júnior, que nos arranjou maneira de irmos à formosa cidade de Santos, sem dúvida a cidade brasileira mais bela a seguir ao Rio de Janeiro.
E assim, no dia seguinte, levantámo-nos às cinco e meia da manhã, saímos do hotel às sete, depois tomámos o metro até ao terminal de ónibus em Jabaquara e aí metemo-nos num autocarro para Santos, onde passámos um dia maravilhoso nas praias de São Vicente e onde também fizemos um city tour de duas horas por toda a cidade, incluindo o seu porto, que é o maior porto da América Latina. E este passeio custou-nos apenas cerca de sessenta reais (vinte euros), incluindo o almoço, o que é uma autêntica pechincha.
São Paulo foi a cidade onde encontrámos os preços mais baixos em todo o Brasil. Não pagámos mais de dez reais (três euros) pelas refeições que lá consumimos e comemos muitos pratos substanciais, incluindo a célebre feijoada à brasileira. Convém, no entanto, acrescentar que nas nossas idas ao estrangeiro nós só costumamos entrar nos restaurantes onde vemos gente humilde, pois é onde normalmente se come barato.
Com os seus preços convidativos, com a sua activa vida cultural e com a sua excelente oferta sexual, São Paulo é uma cidade que faz a felicidade de um homem culto e apreciador dos prazeres da vida. Como nos dizia um amigo brasileiro que conhecemos nesta cidade maravilhosa, um cara sai de São Paulo com as duas cabeças satisfeitas.

UM BORDEL NA CIDADE DE SÃO PAULO


Nas nossas deslocações ao estrangeiro, quando permanecemos vários dias numa cidade é nosso costume frequentarmos os mesmos sítios, por exemplo cafés e restaurantes, sempre que somos bem servidos aquando da primeira visita. É que a tendência é para sermos igualmente bem servidos nas vezes seguintes, devido ao facto de entretanto nos termos tornado cliente desses estabelecimentos.
E assim, após a chegada a São Paulo, vindo de Manaus, e após o transporte do aeroporto para a unidade hoteleira onde ficámos instalado e depois de tomarmos um duche reparador, já era um bocado tarde, cerca das 21 horas, na altura em que descemos no elevador para o átrio do hotel, de maneira que perguntámos na recepção onde podíamos encontrar um restaurante que nos servisse uma refeição leve.
Nem de propósito, quase em frente do Hotel Pestana São Paulo situa-se uma «lanchonete» e foi para aí que o porteiro do hotel nos encaminhou. Em boa hora o fez, pois a comida que lá se consome é excelente e barata, as pessoas são muito simpáticas e o ambiente é muito agradável. Passámos portanto a jantar todos os dias nessa «lanchonete» e no segundo dia em que lá fomos já falávamos com os outros clientes e com o dono da mesma.
Acontece que no terceiro dia da nossa estadia em São Paulo, quando nos dispúnhamos, após o jantar, a dar uma volta pela Avenida Brigadeiro Luís António e pela Avenida Paulista, o dono do restaurante, o André, veio ter connosco, a fim de nos avisar de que no dia seguinte, sexta-feira santa, o seu estabelecimento estaria fechado. Mas nós dissemos-lhe que não havia problema, pois no dia seguinte rumaríamos para o Rio de Janeiro.
Perguntou-nos então qual a terra onde residíamos em Portugal, pois a sogra dele era portuguesa, quais as cidades brasileiras que já tínhamos visitado, etc., etc., e nós falámos-lhe então detalhadamente da viagem que estávamos a fazer através da enorme nação brasileira, dos sítios onde já tínhamos estado, das nossas impressões sobre a comida, os hotéis, o clima e as mulheres; e claro também lhe referimos que já tínhamos tido excelentes experiências sexuais com moças brasileiras em Salvador (duas vezes) e na floresta da Amazónia.
Foi então que o nosso interlocutor nos disse que também deveríamos ter uma experiência semelhante em São Paulo, que além de ser a maior cidade brasileira e a terceira maior cidade do mundo era, segundo ele, a cidade brasileira com maior oferta sexual. Aliás, nós já tínhamos chegado a essa conclusão, pois o nosso guia turístico, aquando do nosso «city tour», já nos tinha mostrado a enorme zona das casas de strip tease, dos bares de engate e dos bordéis; no entanto, infelizmente, essa zona ficava muito longe do sítio onde estávamos.
Mas o dono do restaurante logo nos disse que isso não era motivo para uma nossa possível abstinência, pois havia um bordel a cerca de cem metros, na Rua Padre Manuel da Nóbrega. E logo acrescentou que se tratava de um bordel sério, honesto e seguro e ainda por cima bastante barato, com o preço de cinquenta reais, mais ou menos dezasseis euros, por um programa de uma hora.
Dado que era quase meia-noite, nós hesitámos, mas como o preço era convidativo e o dono do restaurante, o André, se dispôs a acompanhar-nos, lá nos decidimos a ir ao bordel paulista da Rua Padre Manuel da Nóbrega. O bordel não demorou a aparecer, pois situava-se realmente muito perto. Depois de entrarmos, o André apresentou-nos a gerente, que em seguida nos apresentou as meninas, apenas quatro, pois as restantes estavam a trabalhar.
Das meninas que a gerente nos apresentou nós só simpatizámos com uma delas, a Raquel, realmente uma moço loira muito bonita. E nesta conformidade, dissemos à gerente que escolhíamos a Raquel. Mas para nosso grande espanto, passados alguns instantes a Raquel veio dizer-nos que não estava a trabalhar. Mas nós ripostámos-lhe imediatamente: «como é possível, minha querida, que não estejas a trabalhar se ainda agora nos foste apresentada?»
Trata-se de um equívoco, disse-nos ela. Perante tal resposta, nós preparámo-nos para sair, mas quando já íamos perto da porta a Raquel veio ter outra vez connosco e disse-nos que afinal sempre estava a trabalhar. E acrescentou que estava disposta a alinhar se nós estivéssemos de acordo em ir com ela e também com uma amiga dela, a Júlia, que por sinal era uma loira igualmente bonita.
Mas nós receámos que esse programa, um «menu à trois», fosse muito caro e perguntámos às duas qual o preço que teríamos que pagar. E o preço que nos foi pedido foi de quarenta reais, ainda mais barato do que o preço que o dono do restaurante nos tinha referido. Escusado será dizer que passámos uma noite maravilhosa, com as duas meninas a alternarem-se nos carinhos e a acariciarem-se também uma à outra.
Claro que as moças eram meias lésbicas, mas proporcionaram-nos uns momentos tão agradáveis e a relação sexual propriamente dita que tivemos com as duas foi tão excitante que o mínimo que podemos dizer é que elas também gostaram muito de nós. E foi assim que num bordel em São Paulo, na companhia de duas loiras cintilantes, passámos uma noite de oiro. Pelos vistos, no Brasil não é só nas igrejas com altares de talha doirada que há curtições doiradas.

UM BORDEL DE LUXO NO RIO DE JANEIRO

O Rio de Janeiro é considerada a mais bela cidade do mundo e por isso quando desembarcámos no seu aeroporto só pensávamos em fruir os seus sítios turisticamente mais badalados. E assim, logo à chegada ao hotel onde nos hospedámos, situado em Copacabana, ficámos logo encantados com a Avenida Atlântica, com os excelentes prédios que a emolduram e com a maravilhosa praia, num conjunto de uma amplidão e de uma largueza de vistas que só alguns morros aqui e além interrompem, erguendo os seus túrgidos seios para o céu.
E depois de jantarmos numa esplanada quase em frente do nosso hotel, andámos a passear à beira-mar, sorvendo o ar marítimo e observando, deliciado, o ondulado desenho do passeio, da autoria do célebre arquitecto paisagista brasileiro Burle Marx. O primeiro dia foi muito bom, pois Copacabana é um autêntico paraíso, mas o segundo dia ainda foi melhor, pois andámos em visita guiada por quase toda a cidade do Rio de Janeiro, detendo-nos algum tempo nos seus lugares mais conhecidos, tais como o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor do Morro do Corcovado, o Sambódromo, o Estádio de Maracanhã e a Catedral do Rio de Janeiro.
E andámos por todos estes sítios sempre com os olhos arregalados, pois a cidade do Rio é encantadora em todo o seu enorme perímetro citadino, inclusivamente nas suas ruas mais antigas, como é o caso da Rua do Ouvidor, por onde tivemos que passar, vindos da Praça Cinelândia e da Avenida Rio Branco, a caminho da mais antiga biblioteca da cidade, o Real Gabinete Português de Leitura, situado numa rua, a Rua Camões, que cheira intensamente a Portugal.
Com todas estas voltas e reviravoltas nos primeiros dois dias e ainda com a visita à cidade de Petrópolis e às ilhas tropicais nos dois dias seguintes e também com algumas incursões à praia de Copacabana, nós não pensávamos nessa altura em ir a uma casa de sexo, embora nos nossos passeios pela cidade maravilhosa nos tivéssemos cruzado com algumas garotas aparentemente fáceis de abordar, garotas de programa, como dizem os brasileiros.
Mas precisamente na nossa viagem às ilhas tropicais, o nosso guia falou-nos de três casas requintadas, estilo bordéis de luxo, onde as garotas eram escolhidas a dedo e eram portanto todas lindíssimas, garotas de calendário, acrescentamos nós, que é a expressão com que no Brasil se designam as garotas mais giras. Era como se todas essas moças entrassem nesses templos do amor através de rigorosíssimos concursos de beleza.
Dessas três luxuosas mansões do amor, duas, o Centaurus e o Solarium, ficavam muito longe do nosso hotel, pelo que pusemos logo de parte a hipótese de as visitarmos, mas uma delas, o Monte Carlo, ficava a cerca de seiscentos metros, numa das ruas transversais da Avenida Atlântica. Claro que não resistimos a visitar uma dessas casas; e assim, no penúltimo dia da nossa estadia no Rio de Janeiro, num fim de tarde quente, húmido e tropical, dirigimo-nos para a Rua Hilário de Gouveia, onde se situa o Monte Carlo.
Quando chegámos à porta da entrada, os seguranças disseram-nos que nos devíamos dirigir ao primeiro andar. Aí, duas jovens e amáveis recepcionistas, informaram-nos sobre o preço que teríamos que pagar, duzentos reais, um preço realmente exorbitante em termos brasileiros, e informaram-nos ainda que teríamos que nos despir, deixar a nossa roupa guardada num cacifo e depois vestir um roupão, fornecido pela casa, numa sala ao lado.
Embora tivéssemos achado tudo isso um bocado estranho, lá nos despimos e lá enfiámos o roupão e em seguida fomos para um salão enorme, uma espécie de cabaret, com bar, com mesas e cadeiras e com música ambiente, onde cerca de cinquenta moças em biquini aguardavam os clientes.
Havia muitos homens no enorme salão, dos quais uns procuravam engatar uma garota, outros namoriscavam com um par ocasional nos bancos do bar ou nas mesas, outros bebericavam, outros dançavam na pista de dança; e era um espectáculo estranho e insólito, pois todos envergavam um roupão, tal como nós aliás também envergávamos, de maneira que não havia distinções no traje, nem distinções de classe, éramos todos iguais na busca do prazer como, em princípio, somos todos iguais perante Deus.
Claro que a maior parte das moças que cirandavam à nossa volta era irrecusável e uma era mesmo tão bela que até nos doeram os olhos quando a contemplámos pela primeira vez. Foi precisamente essa que abordámos e foi com ela que fomos para uma suite de luxo.
E a moça era tão ingénua, tão verde, tão terna, tão carinhosa e ao mesmo tempo tão perversa, tão sedutora e tão sabedora das mil artimanhas do amor que tivemos a sensação de que estávamos a possuir uma deusa grega de fino mármore ou então uma dessas Vénus de Giorgione ou de Ticiano de que gostamos tanto. E foi assim que nós no Rio de Janeiro, cujos museus de belas artes não valem nada, encontrámos a arte suprema, na figura de uma jovem prostituta carioca, num bordel de luxo em Copacabana.


TURISMO E PRAZER NA NOVA CHINA

Quando decidimos visitar a China nós não pensávamos em ter relações sexuais durante a nossa visita. É que a China de Mao Tsé-Tung, da revolução cultural e do massacre de Tiananmen não nos parecia um país compatível com a liberdade sexual que é uma característica fundamental dos países livres do mundo.
Mas essa China rígida, fechada, severa e ditatorial que levávamos na cabeça já não existe. A China que nós visitámos é uma nação que abandonou há alguns anos o modelo falhado e ancilosado do marxismo, na sua versão maoista, e que caminha, embora lentamente, para a democracia. Hoje os chineses mais ricos podem comprar carros e andares de luxo, podem optar por universidades e por hospitais privados e podem deslocar-se livremente no país ou saírem para o estrangeiro.
Quanto ao mundo do trabalho, a máxima marxista de salário igual para trabalho igual já não se aplica na China. Os trabalhadores são remunerados segundo as suas qualificações. Um bom executivo pode ganhar muitas vezes mais do que um trabalhador normal. Isto quer dizer que os altos salários e a ostentação da riqueza já não são sinais negativos, importados do imperialismo e do capitalismo, pois a China assume-se hoje como um país de economia de mercado.
É certo que o mausoléu de Mao Tsé-Tung ainda ocupa um lugar destacado na Praça Tiananmen e continua inclusivamente a ser visitado por milhares de pessoas. É certo também que a maior parte do dinheiro em papel que circula na China traz a efígie do fundador da república popular. Mas isto é apenas folclore. A China hoje nada tem a ver com a China de um passado recente.
As suas grandes cidades, como é o caso de Pequim e de Cantão, lembram, respectivamente, Los Angeles e Nova Iorque. Quanto a Changai, lembra Nova Iorque e tem mesmo ruas na sua «down town» que são um festival de luz à noite e que portanto evocam instintivamente a Broadway. Mas quando penetramos no bairro antigo de Changai temos a sensação de recuar no tempo e de chegar à Changai dos filmes antigos passados na grande metrópole chinesa.
É como se de repente saíssemos da grande cidade do presente e transpuséssemos os umbrais do Oriente mais profundo. Com as suas ruas estreitas, com os seus prédios de cornijas salientes polvilhando as ruas com os seus tons vermelhos e acastanhados, e com um jardim tipicamente chinês no seu interior, o bairro antigo de Changai é muito belo porque é totalmente oriental.
Mas regressemos a Pequim. Foi aí, no segundo dia da nossa estadia na China, que nós tivemos a primeira experiência da China moderna. Durante a manhã visitámos um dos maiores, dos mais belos e dos mais perfeitos complexos urbanísticos do mundo, a chamada «Cidade proibida», hoje transformada em museu; e também percorremos o imponente e monumental espaço da Praça Tiananmen, a maior praça do mundo. Durante a tarde, passeámos a pé e de barco pelas áleas frondosas e pelo refrescante lago do Palácio de Verão dos imperadores de antanho.
À noite saímos do hotel, jantámos e demos uma volta pela larga e monumental avenida onde se situa o hotel. A certa altura ouvimos gritar «Sir, Sir, Sir», voltámo-nos e era efectivamente connosco que duas jovens chinesas queriam falar. As duas jovens eram prostitutas e queriam fazer amor connosco, mas nós não sabíamos «where e how much».
Quanto ao preço, acabámos por chegar a acordo. Quanto ao lugar, a chinesa que foi afinal connosco perguntou-nos qual o hotel em que estávamos hospedados; e como o hotel era ali muito perto, disse-nos logo que era no nosso hotel que iríamos fazer amor. «No problem», disse-nos ela. E realmente não houve problema nenhum: a garota foi connosco, atravessámos a zona da recepção, entrámos juntos no elevador e chegámos finalmente ao nosso apartamento. Depois seguiu-se a tal noite oriental que nós ansiávamos saborear há muitos anos.
Em Changai voltou-nos a apetecer estar com uma garota, mas aí o nosso apetite já era mais sofisticado, pois tínhamos alinhado entretanto em duas excelentes sessões de massagens não sexuais. E convém desde já esclarecer os leitores que a massagem não sexual, embora não termine em cópula, pode ser tão estimulante como a massagem sexual. Isso depende obviamente da menina que faz a massagem e da pessoa que é massajada.
Em Changai apeteceu-nos portanto uma sessão que incluísse a massagem sexual e a cópula. E assim, depois de cearmos, saímos do hotel à noite à espera de encontrarmos uma garota na rua que pudéssemos abordar, como tinha acontecido em Pequim. Mas o hotel de Changai não ficava no centro da cidade e na rua em frente do hotel não se via quase ninguém.
Mas de repente apareceu-nos um sujeito chinês, daqueles que angariam turistas para o sexo perto da entrada dos hotéis, que nos perguntou se nós estávamos interessados em «sexual massages and fuck». Ora, nem de propósito, era isso mesmo que procurávamos. Nós então perguntámos-lhe se era longe o lugar das massagens. Disse-nos que esse lugar era uma «big house, very near», mas que tínhamos que tomar um táxi.
Lá chamámos um táxi e realmente passado pouco tempo estávamos num grande edifício com meninas à porta e com muito bom aspecto. E foi uma coisa realmente maravilhosa. É que a moça que escolhemos era realmente muito jovem e muito bonita e embora não percebesse uma palavra de inglês e nós só soubéssemos duas palavras em chinês, a verdade é que travámos um diálogo intenso, com muito linguado à mistura.
A seguir a Changai visitámos Guilin, Cantão e Hong Kong. Mas em Cantão só estivemos umas horas e já sabíamos que o sexo em Hong Kong era muito caro. Foi portanto em Guilin que tivemos o último encontro amoroso na China. Guilin é uma cidade pequena, com seiscentos mil habitantes, mas é uma cidade muito simpática e muito bonita. Tem um rio maravilhoso, o Rio Li, e tem colinas lindíssimas a pontuarem a paisagem.
É a cidade verde da China, pois as colinas que a rodeiam são todas verdejantes. É um paraíso para os ambientalistas e também para os turistas, pois as pessoas são muito amáveis e o passeio no Rio Li é um passeio fabuloso. E quanto a sexo, também Guilin é uma cidade amorosa. A menina chinesa que nos calhou na nossa última noite de amor na China era tão doce, tão fresca e tão harmoniosa como a cidade de Guilin.
O seu corpo tinha o mesmo cheiro que as verdejantes colinas de Guilin e o seu suor tinha o mesmo sabor que as águas do Rio Li. Em Guilin, uma cidade feita para agradar aos turistas, encontrámos uma moça que parecia criada e educada para nos agradar a nós. E é esta a China onde fizemos turismo e onde fizemos amor e onde nos sentimos extraordinariamente felizes, a nova China das mil e uma noites e das mil e uma liberdades.
Viseu, 2 de Agosto de 2004

TURISMO SEXUAL NO SUDESTE ASIÁTICO

O nosso avião aterrou no aeroporto de Saigão relativamente tarde, seriam umas oito da noite, já não nos lembramos bem. Mas só chegámos ao hotel onde ficámos instalados, o «Saigon New World Hotel», às dez horas, porque ficámos retidos no aeroporto mais de uma hora, dado que não levávamos o visto de entrada no Vietname.
Estávamos de tal maneira stressados com a viagem de avião, com a demora na resolução dos problemas relacionados com o visto e também com o «transfer» do aeroporto para o hotel que resolvemos dar uma volta, a fim de descontrair e de apalpar o pulso à cidade. Havia muito pouca gente na rua, pois entretanto já eram onze da noite quando saímos do hotel.
A rua por onde deambulámos situa-se mesmo no centro de Saigão, mas nós ainda não sabíamos, pois não conhecíamos a cidade. Claro que não pensávamos encontrar nenhuma garota de engate, pois o Vietname é uma república comunista e a guia local, a Tam, tinha-nos dito que em Saigão não havia prostituição.
A realidade, porém, encarregar-se-ia de desmentir a afirmação da guia e o ambiente de rígida moralidade sexual normalmente associado aos regimes comunistas. Com efeito, ainda não tínhamos andado mais de duzentos metros quando vimos um indivíduo de motorizada aproximar-se de nós, subir o passeio e convidar-nos, em inglês, para irmos a uma casa de «massages and fuck».
«Bum, bum! Fuck, fuck?» insistia ele, enquanto batia com a palma da mão contra o lado direito do punho esquerdo. Mas nós não gostámos da cara do angariador de clientes para as massagens sexuais e para o coito e dissemos-lhe redondamente que não. Continuámos o nosso passeio e não foi preciso caminhar muitos metros para nos aparecerem um rapaz e uma rapariga, que não teriam mais de catorze, quinze anos, cada um em sua motorizada.
Também galgaram o passeio e também nos convidaram a ir com eles. O jovem e a jovem até eram muito simpáticos e a nós até nos apeteceu ir com os moços e fazer amor com a garota, que era realmente uma moça vietnamita muito bonita.
Mas a verdade é que já tínhamos tido duas relações sexuais demoradas, impecáveis e bem conseguidas, no espaço de apenas quatro dias, nas duas cidades que anteriormente tínhamos visitado, e tivemos inclusivamente medo de não estarmos à altura das circunstâncias, pois embora estejamos em boa forma, já temos sessenta e seis anos de idade.
Com efeito, quando chegámos a Bangkok, que foi a primeira etapa da nossa longa viagem pelo sudeste asiático, perguntámos logo ao guia local qual o sítio melhor para um programa completo de massagens tailandesas. E ele, que se chamava Bom e que era realmente um bom guia, logo se apressou a chamar um táxi e acompanhou-nos a uma casa de massagens por ele escolhida.
Era uma casa de massagens enorme, com uma ampla sala de entrada, onde os clientes se sentavam e onde podiam apreciar, através de um vidro, cerca de trinta garotas sentadas numa bancada descomunal. O preço não era tão barato como nós julgávamos, mas as garotas eram bonitas; e nós lá nos resolvemos a escolher uma, que além de bonita, tinha um sorriso tailandês irresistível e era muito simpática.
O nosso programa de massagens sexuais foi um programa de cerca de duas horas e incluiu massagens as mais variadas possíveis, com as mãos, com as mamas e também com o corpo todo, primeiro numa banheira, depois em cima de uma lona e finalmente numa cama, com abraços, beijos, linguado, mais outras massagens e com o «bum, bum, fuck, fuck» para terminar.
No dia seguinte, voámos para Siem Reap, no norte do Cambodja, com a finalidade de visitarmos a antiga capital do país, Angkor, mudada há quinhentos anos para Phnom Penh, devido a invasões, e gradualmente abandonada, com os seus palácios e com os seus templos em ruínas a serem devorados por uma selva luxuriante implacável.
À noite, o guia local veio buscar-nos ao hotel onde ficámos instalados, o Hotel Pansea Angkor, e levou-nos na sua motorizada para Siem Reap, que fica a uns três quilómetros de distância do hotel. Siem Reap é a cidade que serve de apoio a Angkor e por isso mesmo aposta fortemente no turismo.
Não obstante ter actualmente apenas sessenta mil habitantes, a verdade é que já tem cinco hotéis de cinco estrelas, muitos cafés e muitos restaurantes, um razoável aeroporto e várias casas de massagens, uma das quais ainda é maior do que a casa que visitámos em Bangkok.
Mal entrámos na casa de massagens, deparámos com cerca de quarenta miúdas, sentadas numa bancada, todas com um número atribuído, como nos concursos de beleza, de maneira que nós podíamos escolher «the girl number seven or the girl number thirty» ou uma garota com outro número qualquer. A escolha não era fácil, pois havia muitas miúdas giríssimas, mas nós finalmente optámos pela «girl number five», uma miúda cambodjana realmente «very nice and very pretty».
O programa foi de duas horas, tal como em Bangkok, mas foi todo executado na cama, com massagens manuais, lambidelas, apalpões, beijos na boca, linguado e finalmente o «bum, bum, fuck, fuck». A miúda chamava-se Lina e nós ainda hoje conservamos na boca o sabor do seu corpo jovem de adolescente em flor.
Como dizíamos no princípio deste texto, devido a estas duas relações amorosas num curto espaço de quatro dias, quando chegámos a Saigão íamos completamente secos e por isso resolvemos fazer amor apenas no quarto dia da nossa estadia no Vietname. Foram muitas as pessoas, entre garotas, angariadores e chulos, que nos propuseram programas sexuais nas nossas deambulações nocturnas por essa cidade do pecado tão estimulante como é na realidade Saigão, que nesse aspecto não deve ser muito diferente da Saigão do tempo da guerra do Vietname, mas nós já tínhamos tomado a nossa decisão.
Já tínhamos decidido com quem íamos, pois simpatizámos logo à primeira vista com um jovem condutor de riquexó que desde o primeiro dia ia ter connosco ao restaurante barato onde costumávamos jantar para nos propor um programa sexual com uma garota muito linda e muito jovem. Nós dissemos-lhe várias vezes que só alinharíamos no último dia da nossa estadia.
E assim foi. Na nossa última noite em Saigão, tal como tínhamos combinado, fomos no riquexó com o moço em busca da miúda, que vinha noutro riquexó ao nosso encontro e que logo saltou para o nosso riquexó e se sentou ao nosso colo. A miúda era realmente muito jovem e muito linda e agradou-nos muito.
O moço parou o riquexó à porta de um hotel de engates e nós lá fomos para o quarto, onde passámos uma noite maravilhosa, com muito sexo e com muito amor. E a miúda vietnamita era realmente muito ingénua, muito criança e muito simpática. No dia seguinte, quando saímos do hotel para o aeroporto de Saigão, rumo a Singapura, só nos lembrávamos desta moça, da sua beleza, da sua delicadeza, da sua cortesia, desta moça cujo nome não sabemos, mas não importa, porque ela simboliza para nós esta nação e esta cidade que nós amamos muito.
Viseu, 14 de Novembro de 2004

ENCONTROS AMOROSOS
NA CIDADE DO MÉXICO
E NA CIDADE DE HAVANA

Depois de um curto voo entre o Porto e Madrid e de um longo e demorado voo entre a cidade de Madrid e a cidade do México, em dois aviões da Ibéria, lá desembarcámos no aeroporto da maior cidade do mundo. Íamos à procura das raízes pré-colombianas da civilização mexicana e íamos também à procura de garotas mexicanas, numa associação entre a cultura e o sexo, que nós procuramos cultivar em todas as nossas viagens através do mundo inteiro.
Após muitas vicissitudes, que incluíram uma conversa com o nosso guia local, um motorista de táxi por ele arranjado e ainda uma complicada viagem para conseguir encontrar uma casa de meninas não muito longe da Zona Rosa, o bairro do nosso hotel, situado no centro da cidade, conseguimos enfim deparar com uma casa de sexo e lá fomos com uma garota mexicana para o quarto.
Mas a garota, que era alta, magra, elegante e bonita e que portanto correspondia em pleno ao tipo de garota de que nós gostamos, dificultou ao máximo a nossa relação. Primeiro começou por nos dizer que o tempo por ela gasto a despir-se, a embelezar-se e a tratar da higiene prévia ao acto sexual também contava para a meia hora previamente combinada. No entanto, depois ainda foi pior, pois a miúda, que até parecia lésbica, não queria que lhe tocássemos.
Mas a essa exigência, estranha e descabida, nós logo lhe ripostámos, em bom português, que nesse aspecto linguístico é igual ao espanhol, “mas querida, como é que queres que eu te coma sem te tocar”
. E para evitar mais problemas, logo a ameaçámos de a obrigar a restituir-nos o dinheiro previamente pago (quinhentos pesos), se daí em diante não colaborasse minimamente connosco.
Enfim, a partir desse momento a jovem prostituta melhorou bastante a sua prestação sexual, embora continuasse a murmurar, mas agora apenas entre dentes: “não me toques, não me toques, não me toques”. Enfim, a relação acabou por ser saborosa, mas a verdade é que custou muito caro, custou setecentos pesos, dos quais duzentos pesos foram pagos ao motorista de táxi.
Depois de uma semana no México, voámos para Cuba, onde passámos três dias em Havana e sete dias numa praia de Varadero, que fica a 145 quilómetros da capital de Cuba. Contrariamente ao que nos tinha acontecido no México, em Cuba correu tudo muito bem no que respeita ao aspecto sexual. E também correu tudo muito bem no que respeita ao trabalho para o bronze, pois bastaram os sete dias que passámos na praia do Hotel Meliá Varadero para ficarmos com um bronzeado sensacional.
Quanto ao sexo propriamente dito, podemos desde já dizer que em Havana pusemos à prova a nossa virilidade com inteiro êxito, pois batemos todos os recordes no que respeita às nossas performances sexuais. Com efeito, tivemos três relações sexuais em três dias, sem nenhuma nega nem nenhum falhanço, numa prova cabal de que ainda estamos em plena forma.
Mas as garotas eram todas muito giras e eram todas muito simpáticas e isso tem muita importância. Para ser um Casanova e um super-macho, não basta beber muitos ovos crus por dia. E nós em Havana, apesar de termos comido apenas alguns ovos escalfados ao pequeno-almoço, fomos um Casanova e um super-macho, como passamos em seguida a contar.
E assim, logo no dia da nossa chegada a Havana, perguntámos ao porteiro do Hotel Tryp Habana Libre, onde ficámos hospedado, qual o sítio mais conveniente da cidade para ir nessa primeira noite da nossa estadia na capital de Cuba. E o porteiro logo nos disse que o melhor sítio era o Malecon, a marginal junto à baía de Havana, pois era aí que tinham lugar as mais animadas festividades do Carnaval cubano, que tinha o seu início nesse mesmo dia.
Nós ficámos bastante surpreendidos, uma vez que o Carnaval em Portugal já tinha sido celebrado há cerca de um mês, mas o porteiro explicou-nos que o Carnaval cubano era diferente, pois em Cuba o Carnaval não dependia da Páscoa, já que em Cuba nem sequer se comemorava a Páscoa. E assim, agradavelmente surpreendidos com este Carnaval fora do tempo, lá fomos para a baía de Havana.
Mas como ainda não tínhamos jantado, parámos, como é nosso costume, em frente a um restaurante barato, que tinha um enorme letreiro com a ementa logo à entrada. Escolhemos rapidamente um dos pratos do nosso agrado, o “pollo a la plancha” (frango grelhado) e perguntámos a uma moça cubana mulata, que nós julgávamos ser uma empregada do restaurante, quais eram os acompanhamentos do prato que tínhamos escolhido, ao que ela nos ripostou perguntando-nos de imediato: “que acompanhamentos, queres que te acompanhe?”, ao que nós respondemos que essa hipótese sem dúvida nos agradaria, mas que primeiro queríamos comer o frango.
A verdade é que quando saímos, depois de bem jantado, ela ainda estava à porta do restaurante, obviamente à nossa espera, e nessa altura foi a nossa vez de irmos com a moça e de nos servirmos do último acompanhamento, o acompanhamento feminino do “pollo a la plancha”. E tudo terminou numa hora e meia de amor em que valeu tudo, incluindo longos e salivados beijos na boca, com sabor, da nossa parte, ao prato do nosso jantar: o “pollo a la plancha”.
No segundo dia da nossa estadia em Havana, depois do city tour e de um passeio pelas ruas à volta do hotel, jantámos no mesmo sítio da véspera e fomos outra vez ao Malecon, desta vez para ver o desfile do Carnaval cubano, que tinha lugar nesse dia. Mas assim que chegámos ao Malecon, apareceu-nos uma negra cubana muito bonita e muito simpática, a Julianela, com quem fomos de imediato tomar uns drinks e com quem fomos a seguir para um quarto alugado.
E foi assim por esta razão muito forte que não chegámos a ver o desfile de Carnaval, mas a verdade é que o Carnaval que celebrámos com a garota na cama foi ainda mais autêntico do que o Carnaval da rua, pois a palavra Carnaval está ligada, na sua etimologia, ao pecado da carne (carnevale, carne levare). E nós praticámos esse pecado muitas vezes nessa noite, em que valeu tudo, mesmo tudo, menos tirar olhos.
No terceiro dia da nossa estadia na capital de Cuba, fomos pela última vez à marginal da baía de Havana, ao Malecon, onde as garotas abundam e portanto nesse lugar Havana é muito mais bela. E nesta conformidade, logo que chegámos ao Malecon, encontrámos dois jovens, mas desta vez do sexo masculino, que nos cumprimentaram, que nos falaram e que nos disseram que conheciam várias miúdas, que nos podiam apresentar.
Mas nós apressámo-nos a dizer-lhes que tínhamos tido duas relações nos dois dias anteriores e que portanto só se fosse uma garota muito especial é que estávamos dispostos a alinhar, pois só assim a relação poderia resultar. E realmente eles apresentaram-nos uma rapariga mulata de pele castanha clara, muito nova, muito inocente e muito bela, realmente uma garota de encher o olho e de levantar o sexo mesmo a um gajo morto há muitos dias, de maneira que nós lá fomos com ela e ela chamava-se Diana e nós estivemos mais de uma hora com ela, com a princesa cubana Diana, enfim foi o coroar com chave de ouro do ciclo das nossas conquistas amorosas em Havana.
Foi realmente uma noite inolvidável, que incluiu beijos e linguado com o sabor a água de rosas da perfumada boca de uma adolescente cubana em flor, enfim foi a cereja em cima do bolo, enfim em Havana tinham-nos dito na agência de viagens que o melhor sítio da cidade era La Habana Vieja, que até é património da humanidade, mas nós pensamos que o melhor sítio em Havana é o Malecon, com as suas garotas sempre disponíveis, e que portanto o Malecon é que, em nossa opinião, devia ser considerado património da humanidade.
Viseu, 18 de Março de 2005

UM CITY TOUR, UM GUIA E O SEU IRMÃO
E UM ENCONTRO AMOROSO
COM UMA GAROTA NEGRA EM DAKAR

Aproveitámos o fim-de-semana prolongado da Páscoa para visitar Dakar, capital do Senegal, indo pela primeira vez a um continente onde nunca tínhamos estado. Mas não foi uma primeira escolha. Fomos a Dakar pela simples razão de que não conseguimos ir para todos os outros destinos, na Europa e no norte de África, que igualmente tentámos. A época da Páscoa é realmente uma época em que toda a gente viaja e é, portanto, uma época muito má para quem, como nós, decidiu à última hora sair de Portugal.
O voo entre Lisboa e Dakar foi efectuado a horas tardias, já de madrugada, e ainda por cima saímos do aeroporto da Portela com uma hora de atraso. Em consequência de tudo isto, quando chegámos ao aeroporto de Dakar já eram cinco horas. Acabámos por nos deitar às sete horas da manhã, mas às nove horas já estávamos acordados, com a ajuda do eficiente serviço de despertar do hotel onde ficámos alojados.
Depois de um refrescante banho de chuveiro e de um substancial pequeno-almoço, saímos para dar um passeio nas imediações do hotel, com a intenção de tomar o pulso à cidade onde há pouco tempo tínhamos arribado. Fomos por uma rua muito cheia, muito barulhenta, muito comprida e muito degradada, no fim da qual se situa um dos lugares mais conhecidos de Dakar, a carismática Praça da Independência.
Tivemos que caminhar quase sempre pelo meio da rua, a desviarmo-nos dos automóveis e os automóveis a desviarem-se de nós, pois pelos passeios, cheios de vendedores ambulantes e de carros estacionados, era impossível circular. Mas, enfim, lá chegámos à Praça da Independência. A Praça da Independência não é bem uma praça, mais parece uma avenida, por sinal muito larga, mas chama-se efectivamente Praça da Independência.
Aliás nós só soubemos que se chamava Praça da Independência muitas horas depois, quando na parte da tarde fizemos o city tour de Dakar. Foi nessa altura que entrou o Abdu, o nosso guia em Dakar. E desde já informamos os nossos leitores que o Abdu, além de guia, é também chulo; e que, além de guia e de chulo, é também mentiroso e desonesto.
Chegámos a todas estas conclusões depois dele nos apresentar uma preta muito nova e muito bonita, a Auá. Mas não apressemos as coisas. Primeiro começámos por pedir um guia na recepção do nosso hotel e o Abdu foi o guia que o hotel nos apresentou. Foi uma péssima escolha, pois o Abdu, para além das suas insuficiências culturais, fez connosco o city tour quase todo a caminhar. E assim tivemos que percorrer grande parte de uma cidade de dois milhões de habitantes sempre a dar às pernas, somente tendo utilizado o serviço de um táxi num curto trajecto urbano.
Claro que quando chegámos ao fim do city tour estávamos estoirados e cheios de sede e por isso foi com grande prazer que aceitámos o convite do Abdu para bebermos uns refrescos, que nós, aliás, tivemos que pagar. E foi aqui, na mesa da esplanada ao ar livre onde tomámos umas bebidas, que apareceu um irmão do Abdu, o qual nos disse que o Abdu tinha ainda mais irmãos, nem sabia ao certo quantos, pois o pai deles tinha diversas mulheres, situação que parece que é normal em África.
O city tour já tinha terminado e a nós estava-nos a apetecer ter relações sexuais com uma moça senegalesa negra, pois as bebidas que entretanto tínhamos tomado tiveram o condão de nos restituírem as energias desbaratadas no «pedibus calcantibus» do city tour. Falámos dessa pretensão ao Abdu e ao irmão, que imediatamente nos disseram que nos arranjariam uma garota muito especial, uma estudante, não propriamente das primeiras letras, mas ainda assim muito novinha e muito inocente.
E logo acrescentaram que a miúda não era uma profissional e que portanto nos ia custar um pouco mais caro do que uma prostituta normal. E o preço que nos propuseram foi realmente um preço muito caro, foi um preço de fazer perder o apetite sexual mesmo ao indivíduo mais carente, o que não era obviamente o nosso caso. Para fazermos amor com a tal garota especial teríamos que desembolsar cem euros, nem mais nem menos.
Claro que nós respondemos-lhes que não estávamos interessados em pagar um preço tão exorbitante e propusemos o pagamento de cinquenta euros, chegando depois de uma longa e enfadonha negociação ao preço final de sessenta euros. Depois do jantar, o Abdu e o irmão vieram ter connosco ao hotel e lá fomos os três buscar a miúda a um bar situado na Praça da Independência.
A miúda, que era realmente muito nova e muito bonita, começou logo com exigências. E assim tivemos em primeiro lugar que lhe pagar umas bebidas no bar. E a miúda ainda nos exigiu que a levássemos de táxi para o hotel e ainda por cima o táxi levou um preço exagerado (oito euros) por uma viagem curta de apenas um quilómetro. É evidente que o Abdu, o irmão, o taxista e a miúda estavam todos combinados para nos explorar e o coito estava-nos a sair cada vez mais caro.
Enfim, depois destas vicissitudes todas, entrámos com a miúda no hotel e seguimos para o elevador e depois para o nosso quarto, sem qualquer problema, pois o hotel, como nos tinha explicado o guia, permitia que os seus hóspedes levassem acompanhantes para os seus aposentos. A miúda despiu-se, era realmente uma garota preta muito jovem e muito atraente, deitou-se connosco na cama e deixou-nos fazer tudo o que nós lhe propusemos, mesmo aquilo que algumas garotas não gostam de fazer.
Mas passou uma grande parte do tempo a atazanar-nos os ouvidos com um veemente e insistente pedido. O objectivo desse pedido era que em vez de sessenta euros lhe pagássemos cem euros. Nós respondemo-lhe que o preço tinha sido combinado com o guia e com o irmão do guia e que ela própria tinha dado o seu assentimento ao pagamento de sessenta euros. Mas ela continuava a falar dos cem euros e insistia, insistia e insistia.
Como nós não gostamos de conversas sobre contratos, sobre preços e sobre dinheiro quando estamos a fazer amor, ameaçámo-la imediatamente de a pôr na rua se nos voltasse a falar de todos essas matérias que se prendem com o vil metal. E foi remédio santo. A partir daí a miúda tornou-se mais doce, mais meiga e mais submissa e nós pudemos enfim acabar em beleza o nosso primeiro encontro amoroso no continente africano.
Viseu, 25 de Abril de 2005


TURISMO SEXUAL NO ORIENTE

Na viagem ao oriente que empreendemos em Outubro e Novembro de 2006 nós já sabíamos que iríamos encontrar muitas daquelas garotas que fazem amor sem ser preciso um sujeito preencher uns papéis e casar-se com elas numa cerimónia solene com testemunhas e convidados. Com efeito, já era a quinta vez que íamos ao oriente, já conhecíamos alguns lugares e já sabíamos que nos lugares que conhecíamos iria tudo correr bem e que nos lugares que não conhecíamos não iríamos morrer à fome do ponto de vista sexual. O que era preciso era obter uma informação prévia em relação aos lugares que não conhecíamos, no que concerne ao turismo sexual.
E assim, logo que embarcámos no Aeroporto Sá Carneiro, na cidade do Porto, rumo ao oriente, começámos logo a planificar a nossa viagem do ponto de vista sexual. Já levávamos os planos dos voos, dos aeroportos, dos transfers, dos hotéis e dos city tours. Só faltava planificar os encontros com as garotas orientais. Nós íamos para a Tailândia, para o Vietname, para Macau, para as Filipinas e para a Indonésia e já sabíamos que com maior ou menor dificuldade iríamos engatar garotas em todos esses lugares.
Neste roteiro de vários países e duma região administrativa especial, já conhecíamos a Tailândia, o Vietname e a Indonésia, só Macau e as Filipinas eram desconhecidos para nós. O nosso plano era rentabilizar ao máximo a viagem do ponto de vista sexual, engatando garotas em todos os lugares do nosso percurso.
Nós somos um viajante cuidadoso e não gostamos que nos aconteçam percalços nos voos, nos hotéis, nos transfers e também nos programas com as garotas. Nesta viagem, lamentavelmente, tivemos um percalço no voo Macau-Manila, devido a um erro na marcação do voo por parte da agência de viagens. Mas não tivemos nenhum percalço nos voos do amor.
E assim, na primeira cidade da nossa viagem, na cidade de Patong, na ilha de Phuket, na Tailândia, que visitámos pela terceira vez, já sabíamos que a Casa de Massagens Christine era o melhor sítio para nos divertirmos durante mais de uma hora com garotas tailandesas muito belas e muito simpáticas.
São programas de massagens que têm lugar em banheiras enormes e que incluem massagens com as mãos, com as mamas, com a língua e com o corpo todo. Depois a garota toma um banho de imersão connosco, ensaboa-nos e seca-nos o corpo. Estamos enfim preparados para ir com a garota para a cama, onde tem lugar a relação sexual propriamente dita.
Na Casa de Massagens Cristine é tudo muito bem planificado, não há pressa, as garotas são muito simpáticas e o preço não é demasiado caro. As garotas parecem muito felizes por estarem connosco e nós ficamos igualmente muito felizes por estar com elas. Com efeito, não é muito difícil um homem ser feliz. Nós às vezes é que complicamos as coisas, assinando uns papéis e metendo uma cerimónia de casamento pelo meio. Claro que uma coisa destas, com papéis e cerimónia, não leva ninguém à felicidade.
De Phuket, na Tailândia, voámos para Hanói, no Vietname, onde ficámos no Hotel Fortuna, que é um dos melhores hotéis da capital do Vietname. Assim que chegámos ao hotel, apercebemo-nos de que as ruas à volta do hotel eram sujas e tinham os pavimentos degradados e portanto nem sequer pusemos a hipótese de engatar uma garota nas imediações do hotel. Teríamos que indagar junto do guia quais as hipóteses de ele nos arranjar uma garota ou então teríamos que nos abster de sexo em Hanói. Mas não aconteceu uma coisa nem outra.
Por volta das nove horas da noite, depois de um retemperador banho de chuveiro, dirigimo-nos ao restaurante do loby do hotel para jantar. E logo começámos a ouvir uma música, que nos parecia música ao vivo, mas não se via a origem dessa música. Após a refeição, informámo-nos na recepção do hotel sobre a origem dos sons musicais. E um solícito recepcionista logo nos disse que havia um dancing ali muito perto, na cave do loby do hotel.
Descemos umas escadas e entrámos no dancing. Mal entrámos no dancing, fomos logo rodeados por dezenas de garotas que queriam ir connosco para uma mesa. Mas nós não nos precipitámos. Dissemos às garotas que só queríamos a companhia de uma, escolhemos uma garota e fomos com ela para a mesa. A seguir apareceu uma mulher um pouco menos jovem que nos informou que as grotas pertenciam a uma companhia que as distribuía pelos hotéis de cinco estrelas de Hanói.
E também nos informou que as regras eram as seguintes. Teríamos que pagar trinta e cinco dólares para estar com uma garota no dancing e teríamos que pagar mais sessenta dólares para levarmos a garota para o nosso quarto no hotel. Mas nós dissemos à senhora que controlava as garotas que não estávamos interessados em estar com uma garota no dancing, que só estávamos interessados em estar com uma garota na cama.
E nessa conformidade, dissemos à senhora que só pagaríamos os sessenta dólares concernentes à segunda parte do programa. Mas a senhora disse-nos que não podia fazer isso, que tinha que cumprir as regras, etc., etc. A garota entretanto foi-nos assediando várias vezes. Nós já pressentíamos que engatar a garota era uma questão de tempo e continuámos calmamente no dancing a beber a nossa coca-cola. O tempo foi passando, o dancing foi ficando gradualmente mais vazio e a garota veio finalmente ter connosco e disse que aceitava a nossa proposta.
Após quatro dias em Hanói voámos para Macau, uma antiga colónia portuguesa, onde julgávamos ter algumas dificuldades no que respeita a encontros com garotas. Mas a verdade é que não houve dificuldades nenhumas. Ali mesmo ao lado do nosso hotel, o Holiday Inn, nós reparámos que havia muitas garotas. Era noite, estávamos no centro de Macau, numa rua feericamente iluminada, e vimos que a rua estava cheia de meninas chinesas com o aspecto e a maneira de andar que as prostitutas têm em todo o mundo. Aliás nós nunca vimos tantas prostitutas na rua como nessa rua de Macau.
E foi tiro e queda. Mal saímos do hotel fomos logo abordados por uma rapariga chinesa que nem sequer sabia falar inglês. A garota, que depois nos disse por gestos que era do Tibete, escreveu um preço, quinhentas patacas, numa máquina de calcular. Nós propusemos um preço mais baixo, trezentas patacas, e a moça aceitou.
E lá fomos de mãos dadas com a garota chinesa para o quarto dela, não muito longe dali. Não vamos entrar em pormenores, vamos levantar a cortina apenas um poucochinho e dizer-vos que a bela e escultural moça chinesa cantou durante os preliminares e cantou e gritou durante todo o acto sexual. A moça não sabia inglês, mas sabia cantar e gritar e sabia lindamente fazer o amor.
Na etapa seguinte da nossa viagem, em Manila, nas Filipinas, um angariador de turistas para o sexo veio propor-nos, à saída do nosso hotel, um encontro com uma garota filipina, que ele dizia que era muito jovem e muito bonita, pelo preço de trinta dólares. Nós estávamos com o estômago cheio, pois tínhamos acabado de jantar, mas acabámos por ir ter com a garota, que era realmente muito jovem e muito bonita e que nos soube muito bem. Digamos que depois de um frugal jantar num hotel de cinco estrelas a garota funcionou como uma sobremesa doce e apetitosa.
A última etapa da nossa viagem foi Bali, ma Indonésia, onde já tínhamos estado no ano anterior. Estivemos sete dias num hotel de praia em Kuta e à noite fizemos regularmente as nossas visitas às casas de garotas de Sanur. Nessas casas de Sanur é muito difícil escolher uma garota. É que assim que chegamos aparecem dezenas de garotas, até parece um colégio feminino na hora do recreio. É claro que nós tivemos que as observar uma a uma, tal como se fôssemos membros do júri de um concurso de beleza.
Escusado será dizer que a situação é muito delicada e que as moças recusadas ficam tristes e nós também. Mas a nossa tristeza desaparece quando vamos para o quarto com a moça por nós eleita. No entanto, é sempre aborrecido dizer não a uma garota. Mas por uma estranha coincidência este ano aconteceu irmos com uma garota que tínhamos recusado no ano anterior. Nós não nos lembrávamos, mas a garota lembrava-se. E foi muito bom ver de perto a felicidade e a alegria da garota indonésia. E assim terminou em beleza mais uma viagem pelo oriente fascinante dos nossos sonhos de sexo e de amor

2 Comments:

At fevereiro 15, 2009, Blogger Cida Carvalho said...

Carissímo Antonio,

Amei passar por aqui , Ver lindas obras e igualmente enriquecedor, ler seus comentários poder partilhar de suas lembranças . Isso aqui é um alimento para a alma , Sou Mosaicista e a dois anos fiz uma viagem onde pesquisei mosaicos em cinco paises da Europa e tive a grata oportunidade de visitar muitos museus e galerias ... Viajar definitivamente é como ter filhos ....
Abraços dessa sua admiradora ,
CIda Carvalho - Brasil

 
At setembro 22, 2009, Blogger António Rocha said...

À CIDA CARVALHO

MUITO OBRIGADO PELO SEU COMENTÁRIO.

ANTÓNIO ROCHA

 

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