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Sexta-feira, Agosto 28, 2009

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CRUZEIRO NAS CARAÍBAS

ANTILHAS E GRENADINAS
MAPA DO CRUZEIRO

EM ORANJESTAD, CAPITAL DE ARUBA
NA ILHA DE CURAÇAO

NA ILHA DE CURAÇAO


NA SEAQUARIUM BEACH, NA ILHA DE CURAÇAO

NA SEAQUARIUM BEACH

NA ILHA MARGARITA, COM O NAVIO EM FUNDO

NA ILHA MARGARITA

NA ILHA MARGARITA


NUMA PRAIA DA ILHA MARGARITA

NO PORTO DE SAINT GEORGES, EM GRENADA,
COM O NAVIO OCEAN DREAM E UM VELEIRO


NA ILHA DE GRENADA, COM UMA GRENADINA

NA ILHA DE GRENADA, COM UMA GRENADINA

NA ILHA DE GRENADA


NA ILHA DE GRENADA

NA ILHA DE GRENADA

NA REDUIT BEACH, NA ILHA DE SANTA LÚCIA

NO PORTO DE CASTRIES,
NA ILHA DE SANTA LÚCIA

NA ILHA DE BARBADOS

NA PRAIA DE MALIBU, NA ILHA DE BARBADOS


NO NAVIO OCEAN DREEAM



NO PIANO BAR

NO PIANO BAR


NO PIANO BAR, COM UM DRAG QUEEN

NA FESTA TROPICAL, COM UMA BRASILEIRA

ITINERÁRIO DO CRUZEIRO



UM CRUZEIRO MARAVILHOSO NAS CARAÍBAS

Já viajámos por quase todo o mundo, já visitámos todos os continentes, mas nunca tínhamos feito um cruzeiro no mar. Certamente que a nossa visita ao Egipto incluiu um cruzeiro no Rio Nilo, entre as cidades de Luxor e de Assuão. Também é verdade que fizemos pequenos cruzeiros em alguns dos inúmeros países por onde andámos Mas um cruzeiro num rio é diferente de um cruzeiro no mar.
O cruzeiro de que vos vamos falar neste artigo foi a última viagem que fizemos e teve lugar nas Caraíbas. O ponto de partida foi o porto de Oranjestad, na ilha de Aruba. A ilha de Aruba fica a noroeste da Venezuela. O programa da viagem incluiu a parte aérea entre Madrid e Aruba. A viagem aérea e a viagem marítima foram organizadas pela Pullmantur, um operador turístico muito poderoso, pois possui aviões, navios e autocarros. O avião em que nos deslocámos foi um Boing 747 de dois andares, com capacidade para 400 passageiros. O voo entre Madrid e Aruba demorou um pouco mais de nove horas, devido a algumas trepidações no percurso, causadas por ventos contrários de 180 quilómetros à hora. Chegámos a Aruba ao fim da tarde. À nossa espera no aeroporto de Aruba estavam inúmeros autocarros que rapidamente nos transportaram para o nosso navio, o Ocean Dream. No Ocean Dream viajavam 979 passageiros, dos quais 95 eram portugueses, cerca de dez por cento do total dos passageiros, uma quantidade muito apreciável de gente lusa, o que aliás motivou que os anúncios aos turistas fossem feitos em espanhol, em inglês e também em português. Os tripulantes do navio eram 477, o que dá uma relação de um tripulante para cada dois passageiros. Essa relação não é a ideal, pois os navios mais modernos, com mais automatismos, só precisam de um tripulante para cada três passageiros.
Não obstante não ser um dos navios mais actualizados, o Ocean Dream é um navio enorme, com dez andares e com mais de duzentos metros de comprimento. A sua tonelagem é de 35000 toneladas e sua velocidade máxima é de 19 nós. Tem piscinas, ginásio, restaurantes, bares, tem uma discoteca e um casino e tem ainda uma enorme sala de espectáculos. Entre os bares do navio, nós gostámos particularmente do Piano Bar, um bar muito belo totalmente decorado com teclas de piano.
Quanto às ilhas que visitámos, são todas ilhas tropicais fabulosamente belas. A ilha donde partimos, Aruba, é uma antiga colónia holandesa. Fazia parte das Antilhas. Mas separou-se, sendo actualmente um país independente. Tem belas praias, frequentadas por gente muito rica. No que respeita ao turismo, é uma das ilhas mais caras das Caraíbas, assemelhando-se às Maldivas e a outras paradisíacas ilhas, só ao alcance de algumas bolsas. A primeira ilha onde desembarcámos, Curaçao, também é uma antiga colónia holandesa, mas permanece integrada nas Antilhas, sendo a sua capital, Willenstad, também a capital das Antilhas. A cidade de Willenstad é muito colorida, pois as casas têm cores muito berrantes, onde predominam o verde, o vermelho e o amarelo. Depois da visita panorâmica à ilha e à cidade de Willenstad, fomos a uma praia maravilhosa, a Seaquarium Beach. É uma praia privada, onde se pagam três dólares para entrar. Mas é uma praia muito agradável, com uma areia muito branca e um mar muito calmo, que forma uma piscina natural, onde se pode nadar sempre com pé.
A terceira ilha que visitámos foi a Ilha Margarita, que é território da Venezuela. Como a praia mais próxima ficava muito perto do porto onde o nosso navio atracou, passámos o dia inteiro na praia. Estavam nessa praia muitos venezuelanos jovens, que ficaram muito contentes quando lhes dissemos que a nossa pátria era Portugal. Fizeram muitos elogios a Portugal e enalteceram a amizade entre o presidente venezuelano Hugo Chavez e o primeiro-ministro português, José Sócrates. Entre os jovens venezuelanos, encontrava-se uma moça de cerca de quinze anos, a Andrea, que ficou toda a tarde a conversar connosco na praia e que chorou quando se despediu de nós com um beijo muito carinhoso na nossa face. E quando já ia a alguma distância ainda nos disse: Adios António. Foi um dia muito feliz, passado numa praia maravilhosa, com gente que gosta muito de Portugal e com uma moça que gostou muito de nós.
A ilha por onde andámos a seguir, Grenada, foi uma colónia britânica, mas é actualmente um país independente. É sem dúvida a mais bela de todas as ilhas que nós visitámos. Em Saint George´s, a capital de Grenada, alugámos um táxi pela módica quantia de 20 dólares. O taxista conduziu-nos por toda a ilha e tirou-nos belas fotografias, que estão publicadas no post do cruzeiro do nosso blogue. No verdejante Grand Etang National Park de Grenada conhecemos uma bela garota grenadina, uma menina negra muito linda, com bananas e flores na cabeça. Se convidássemos essa moça a comer connosco num restaurante, não precisávamos de pedir a sobremesa.
Ainda visitámos mais duas ilhas, Santa Lúcia e Barbados. Em Santa Lúcia passámos o dia na praia de Reduit, uma praia enorme com mais de dois quilómetros de largura. Em Barbados percorremos a ilha de manhã e passámos a tarde na praia de Malibu, uma praia maravilhosa, conhecida a nível mundial.
Terminada a nossa visita a Barbados, navegámos durante um dia e meio em direcção a Aruba, a ilha donde tínhamos partido. E assim terminou em beleza o nosso maravilhoso cruzeiro nas Caraíbas.

BERRELHAS TURISMO - VISEU

27 de Março/2009-Partida de Madrid as 13h10 com chegada em Aruba as 16h55

ITINERARIO SAÍDA
Data
Escalas
Chegada
Partida

Sexta –Feira 27 Mar 2009
Oranjestad, Aruba

10:00 PM

Sabado 28 Mar 2009
Willemstad, Curacao
7:00 AM
2:00 PM

Domingo 29 Mar 2009
Margarita Island, Venezuela
11:00 AM
10:00 PM

Segunda-feira 30 Mar 2009
St. George's, Grenada
10:00 AM
6:00 PM

Terça –Feira 31 Mar 2009
Castries, St. Lucia
8:00 AM
6:00 PM

Quarta –Feira 01 Apr 2009
Bridgetown, Barbados
8:00 AM
6:00 PM

Quinta –Feira 02 Apr 2009
Em Navegação

Sexta –Feira 03 Apr 2009
Oranjestad, Aruba
8:00 AM

28 de Março /2009-Partida de Aruba as 17h45 chegada a Madrid as 7h45


Preço - 1200 EUROS

Terça-feira, Agosto 25, 2009

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CRUZEIRO DAS CIDADES BÁLTICAS

O NAVIO ZENITH

O CASINO MONTE CARLO DO NAVIO

O RENDEZ-VOUS LOUNGE DO NAVIO


UM BAR DO NAVIO


ITINERÁRIO DO CRUZEIRO


OS GRANDES ÍCONES DO CRUZEIRO

O NEPTUNO DE GDANSK


A PEQUENA SEREIA DE COPENHAGA


O CRUZEIRO

HELSÍNQUIA


EM HELSÍNQUIA



S. PETERSBURGO



À ENTRADA DO MUSEU HERMITAGE


NO MUSEU HERMITAGE

NO MUSEU COM O GUIA VADIM


NO MUSEU HERMITAGE


NO MUDEU COM O S. SEBASTIÃO DE PERUGINO


NO MUSEU COM A ESTÁTUA DE MIGUEL ÂNGELO
O RAPAZ ACOCORADO


NAS MARGENS DO RIO NEVA
COM O PALÁCIO DE INVERNO AO FUNDO


NAS MARGENS DO RIO NEVA


COM A ESTÁTUA DE PEDRO, O GRANDE


NA CATEDRAL DE S. PEDRO E DE S. PAULO


NA CATEDRAL DA RESSURREIÇÃO


NA CATEDRAL DE SANTO ISAAK

NA CATEDRAL DE SANTO ISAAK


TALIM



NO PORTO DE TALIM, COM O ZENITH


NUM PARQUE EM TALLINN


NUMA IGREJA DE TALIM


COM O GRUPO E A GUIA HELEEN


COM A GUIA HELEEN

NO CENTRO HISTÓRICO



ESTOCOLMO


NO PORTO DE ESTOCOLMO


EM ESTOCOLMO


NUM CRUZEIRO PELOS CANAIS
COM O MUNICÍPIO EM FUNDO


NUM CRUZEIRO PELOS CANAIS
COM O CENTRO HISTÓRICO EM FUNDO



GDANSK


NO CENTRO HISTÓRICO DE GDANSK


NO CENTRO HISTÓRICO CON O MUNICÌPIO


NA IGREJA DE SANTA MARIA

NO PORTO DE GDANSK,
ONDE TRABALHOU LECH WALESA


NO PORTO DE GDANSK



COPENHAGA





NO CENTRO HISTÓRICO DE COPENHAGA


NUM CRUZEIRO PELOS CANAIS


NO PARQUE DE ATRACÇÕES TIVOLI


NO TIVOLI



CRUZEIRO DAS CIDADES BÁLTICAS
(PRIMEIRA PARTE)

Já andámos por quase todo o mundo e já viajámos por todos os continentes com excepção da Antártida. Temos privilegiado o continente americano e o continente asiático e podemos afirmar com grande orgulho que já conhecemos a maior parte das nações desses continentes.
No que concerne ao nosso continente, o continente europeu, temos viajado muito pouco e apenas visitámos seis países, a Espanha, a França, a Grã-Bretanha, a Holanda, Itália e a Turquia. Este esquema de viagens obedeceu ao propósito de reservar as viagens para destinos mais próximos para mais tarde, para quando fôssemos mais velho, o que infelizmente, com setenta anos, é já hoje o nosso caso, embora graças a Deus ainda estejamos em forma.
Nesta conformidade, resolvemos fazer uma viagem de cruzeiro no Mar Báltico, em que visitámos algumas cidades europeias que ainda não conhecíamos. Como gostámos muito do cruzeiro da Pullmantur que fizemos em Abril nas Caraíbas decidimos voltar a utilizar os serviços desse prestigiado operador turístico, mas desta vez navegámos no Mar Báltico num navio muito maior e mais potente do que o Ocean Dream, o navio das Caraíbas. Trata-se de um navio, o Zenith, com 207 metros de comprimento e 29 metros de largura, com onze andares, com bares restaurantes, piscinas, jacuzzis, casino, etc. Na viagem que fizemos, o Zenith transportava 1630 passageiros, dos quais apenas onze éramos portugueses. O número de tripulantes era de 670, o que representa uma relação óptima de um tripulante para três passageiros.
A parte aérea da viagem começou em Madrid, num avião da Pullmantur com destino a Helsínquia. No aeroporto da capital da Finlândia tínhamos à nossa espera vários autocarros, que nos transportaram para o nosso navio, que se encontrava ancorado no porto de Helsínquia. O cruzeiro propriamente dito começou portanto em Helsínquia. Navegámos primeiramente rumo a S. Petersburgo, onde o navio esteve atracado durante dois dias e onde tivemos oportunidade de visitar a antiga capital da Rússia. Com efeito, S. Petersburgo foi a capital da Rússia desde o reinado do czar Pedro, o Grande, que foi o seu fundador no início do século XXVIII, até à revolução comunista de 1917.
No primeiro dia em que estivemos em S. Petersburgo passámos quase todo o tempo no Museu Hermitage, que é um dos maiores museus do mundo. Instalado nalgumas dependências do Palácio de Inverno, o Museu Hermitage ocupa dez prédios e trezentas e cinquenta e três salas e tem um acervo valiosíssimo de mais de três milhões de obras de arte, que abrange praticamente todas as épocas, estilos e culturas, desde as épocas primitivas, a época clássica, a Idade Média e o Renascimento até à arte contemporânea. Em relação à arte europeia, é de salientar a presença de artistas como Simone Martini, Leonardo da Vinci, Botticelli, Miguel Ângelo, Velázquez, Degas, Renoir, Matisse e Picasso, entre muitos outros. O guia que nos acompanhou, o Vadim, era um jovem russo muito culto, com quem mantivemos uma conversa muito interessante sobre as obras de arte expostas. E quando nos despedimos, em sinal de amizade, o Vadim deu-nos um grande beijo na face, que nós retribuímos com grande emoção. Enfim, foi uma vibrante despedida, com beijos castos e afectuosos, segundo o costume russo.
Nesse primeiro dia em S. Petersburgo ainda visitámos outras dependências do enorme Palácio de Inverno, um edifício realmente monumental, que foi a residência oficial de Catarina II e de todos os czares depois de Pedro, o Grande. E ainda passeámos na Avenida Alexandre Nevsky, um herói russo dos tempos medievais, cujas vitórias na batalha sobre o gelo e noutras célebres batalhas foram justamente enaltecidas num célebre filme épico do genial cineasta russo Sergei Eisenstein. E também deambulámos nas margens do Rio Neva e à beira dos inúmeros canais que fazem de S. Petersburgo a Veneza da Rússia.
No segundo dia da nossa estadia em S. Petersburgo, dedicámos o dia às catedrais da cidade dos czares, tendo visitado as catedrais da Ressurreição, de Santo Isaac e de S. Pedro e S. Paulo. A catedral da Ressurreição, construída pelo czar Alexandre III, é mais russa e a mais bela de todas, com os lindos ícones que povoam o seu interior e com as suas elegantes e monumentais cúpulas com remates em bolbo ou cebola. A segunda catedral que visitámos, a catedral de Santo Isaac, é inspirada na Basílica de S. Pedro do Vaticano, mas é diferente, pois repete a frontaria nos seus quatro lados. Nota-se aí o propósito de Pedro, o Grande, de injectar a arte e a cultura europeia no mundo algo primitivo da Rússia do início do século XVIII.
Quanto à catedral de S. Pedro e S. Paulo, é a mais antiga de todas. Instalada na fortaleza de S. Petersburgo com o mesmo nome, nela se encontram os túmulos de todos os czares russos desde Pedro o Grande até ao czar Nicolau II, que como se sabe foi barbaramente assassinado, juntamente com toda a família real, pelos comunistas, por ordem de Lenine, depois da revolução bolchevique de 1917.
Com a visita à catedral e à fortaleza de S. Pedro e S. Paulo, terminava a nossa visita a S. Petersburgo. Na segunda parte deste artigo, continuaremos a falar de S. Petersburgo e falaremos também de todas as restantes cidades bálticas que visitámos.

CRUZEIRO DAS CIDADES BÁLTICAS
(SEGUNDA PARTE)

Na primeira parte do nosso artigo sobre o cruzeiro das cidades bálticas falámos sobre a viagem e sobre as características do navio, o Zenith. Mas em relação às cidades que visitámos, apenas falámos de S. Petersburgo, que foi sem dúvida a mais rica das cidades bálticas em que estivemos. S. Petersburgo tem inúmeros monumentos muito importantes e por isso tivemos de nos alongar na descrição da cidade. Além do mais, os dois dias que passámos em S. Petersburgo foram dois dias maravilhosos, com um céu limpo esplendorosamente azul e com um sol forte e quente, muito semelhante ao sol que tínhamos deixado em Portugal.
A temperatura durante o dia, a rondar os vinte e cinco graus, deu para andar de manga curta e de calções. E à noite, após o jantar, ficávamos na popa do navio a contemplar as noites claras dessa cidade do norte da Rússia que Dostoiévski tão bem descreveu no seu romance Noites Brancas. Esse romance, o mais romântico de todos os romances de Dostoiévski, passa-se em S. Petersburgo e fala-nos das quatro noites de um sonhador. S. Petersburgo é realmente uma cidade de sonho. Quando o nosso navio começou lentamente a afastar-se do porto dessa cidade dos palácios, das catedrais, dos czares, dos canais e das noites brancas, apossou-se de nós uma grande tristeza, pois os dois dias que tínhamos passado em S. Petersburgo tinham sido dois dias de grande felicidade. Mas o cruzeiro tinha de prosseguir.
E o navio dirigiu-se para Talim, a capital da Estónia. A Estónia é um país que fazia parte da extinta União Soviética, mas hoje é um país independente e até é membro da União Europeia. Nota-se neste país um grande ódio à Rússia comunista, que o ocupou e subjugou durante décadas. Talim é uma cidade relativamente pequena, mas tem um centro histórico muito belo. Nesse centro histórico, gostámos especialmente da praça onde se situa o município e onde também se situa uma velha farmácia, que a guia nos disse ser a farmácia mais antiga do mundo.
A guia que nos acompanhou na visita a Talim, a Heleen, era uma rapariga muito nova, muito simpática e muito bela. Estava sempre muito bem disposta e tinha um riso contagiante. Usava calções muito curtos, à brasileira, que lhe realçavam a beleza das pernas. Era também portanto muito sexy. Os leitores podem ver imagens da Heleen no nosso blogue. À semelhança do que tinha acontecido em S. Petersburgo, em Talim também encontrámos um tempo excelente.
O pior aconteceu na cidade seguinte, em Estocolmo. Aí deparámos com muito frio e com muita chuva. Dadas as circunstâncias climáticas adversas, limitámo-nos a fazer um cruzeiro pelos canais da capital da Suécia, em que percorremos as 14 ilhas em que a cidade se espraia. Estocolmo é uma cidade ecologicamente exemplar, dividida fundamentalmente em três partes, em que a parte urbana ocupa um terço, a parte verde outro terço e os canais ocupam o terço restante.
Estocolmo foi a única cidade em que o tempo atmosférico não nos ajudou. Na cidade que visitámos a seguir, Gdansk, caíram apenas alguns aguaceiros fracos que não prejudicaram a nossa visita. Gdansk situa-se no norte da Polónia e é uma cidade muito relevante, pois tem um porto muito importante. É uma cidade que os alemães ocuparam durante muito tempo dando-lhe o nome de Dantzig. É que a Alemanha é um país interior e Gdansk funcionava como uma abertura para o mar. O guia que nos acompanhou em Gdansk, o Marius, disse-nos que nesta parte da Polónia ocupada primeiramente pela Alemanha e depois pela Rússia há um ódio enorme a esses países.
Em Gdansk visitámos o porto onde Lech Walesa trabalhou como estivador e operário. Posteriormente, Lech Walesa fundou o sindicato livre Solidariedade, que lutou contra o regime polaco de obediência soviética e conseguiu, com a ajuda do papa polaco João Paulo II, instaurar na Polónia um regime democrático. E o operário e sindicalista Lech Walesa foi o primeiro presidente da Polónia livre.
Gdansk, a cidade natal de Lech Walesa, é na realidade apenas uma parte de uma área metropolitana enorme, com cerca de oitocentos mil habitantes. O centro histórico de Gdansk é muito bonito, com as suas casas vetustas alinhadas nas margens do Rio Vístula e dos inúmeros canais que fazem de Gdansk a Veneza da Polónia. Também visitámos a principal igreja de Gdansk, a Igreja de Santa Maria. Contrariamente ao que acontece na Rússia e na Estónia, as igrejas polacas são quase todas católicas. A única excepção é precisamente Gdansk, em que há algumas igrejas protestantes, devido à ocupação alemã de que já falámos.
E o nosso cruzeiro terminou em Copenhaga, a capital da Dinamarca. Copenhaga é uma cidade com muitas ilhas, com muita água e com muitos canais. Começámos por visitar o seu palácio real, que é hoje a sede dos três poderes, executivo, legislativo e judicial. Em seguida fizemos um deslumbrante cruzeiro de uma hora pelos canais da cidade, em que passámos pela pequena sereia, o grande ícone de Copenhaga. Por fim, visitámos o Tivoli, que é o parque de atracções mais antigo do mundo. A nossa guia disse-nos que o cineasta Walt Disney esteve neste parque em 1941 e foi nele que se inspirou para criar a Disneylândia. É realmente um espaço de atracões absolutamente fabuloso, com carrosséis, rodas gigantes, pistas de diversões, cafés, teatros, restaurantes, etc., etc. Terminada a visita ao Tivoli de Copenhaga, regressámos ao navio e no dia seguinte voámos para Madrid, onde apanhámos o autocarro para Portugal. E assim terminava uma viagem culturalmente muito valiosa por algumas cidades maravilhosas do norte da Europa.

AGÊNCIA DE VIAGENS
BERRELHAS TURISMO - VISEU
OPERADOR TURÍSTICO - PULLMANTUR

SERVIÇOS PRÉ-CRUZEIRO

MÊS DE AGOSTO DE 2009

Sábado - 8 Madrid - Embarque 13,10

Sábado - 8 Helsínquia - Chegada 17,30

ITINERÁRIO DO CRUZEIRO

Sábado - 8 - Helsínquia - Embarque 20.30

Domingo - 9 - São Petersburgo - Chegada 11.00

Segunda - 10- São Petersburgo - Saída 19.00


Terça - 11 - Tallin (Estonia) -
09,00 16,00

Quarta - 12 - Estocolmo - 0
7,30 17,00

Quinta - 13 Gdansk
(Polónia) 14,30 20,00

Sexta - 14 - Copenhaga 14,30 20.00

Sábado - 15 - Copenhaga - 14.00 Desembarque. Fim do cruzeiro

SERVIÇOS PÓS-CRUZEIRO
Voo PLM6129

Sábado - 15 - Copenhaga - 18.40

Sábado - 15 - Madrid 22.00

PREÇO DO CRUZEIRO: 2200 EUROS
PREÇO DAS EXCURSÕES
BELEZAS DE S. PETERSBURGO: 69 EUROS
CATEDRAIS DE S. PETERSBURGO: 55 EUROS
O MELHOR DE TALLINN: 47 EUROS
CANAIS DE ESTOCOLMO: 55 EUROS
SENSAÇÕES DE GDANSK: 42 EUROS
O MELHOR DE COPENHAGA: 89 EUROS
TOTAL: 412 EUROS

Domingo, Agosto 23, 2009

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PRÓXIMA VIAGEM: CRUZEIRO DAS CARAÍBAS 2

SANTO DOMINGO (REP. DOMINICANA)

SANTA LÚCIA

MARTINICA


ITINERÁRIO DO CRUZEIRO


NAVIO DO CRUZEIRO: PACIFIC DREAM


Itinerário do Cruzeiro Estrela das Caraíbas

Partida: Santo Domingo (República Dominicana) , Navegación : Santa Lucia , Martinica , Guadalupe , Saint Marteen , Tortola , Santo Domingo


Embarque em Santo Domingo Embarque 20,00 Dom Navegação diverção em Alto Mar 2ªF Santa Lucía 09,00 20,00 3ªF Martinica 08,00 18,00 4ªF Guadalupe 08,00 18,00 5ªF Saint Marteen 08,00 18,00 6ªF Tortola 08,00 14,00 Sáb Santo Domingo 10,00 Fim do cruzeiro.


Navio do cruzeiro: Pacific Dream

Ano de lançamento: 1990
(renovado em 2009)
Capacidade 1.828 passageiros
Tonelagem: 46.811 Toneladas
Bandeira Malta
Comprimento: 208 metros
Largura: 29 metros
Velocidade máxima: 21,4 nós
9 convés de passageiros
Total cabinas: 721
Tripulação: 620 tripulantes

Quinta-feira, Agosto 20, 2009

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VISEU DE ROADRUNNER - THE CITY OF ROADRUNNER

A VERDADEIRA VIAGEM, OU AS VERDADEIRAS DESCOBERTAS, NÃO CONSISTEM EM ENCONTRAR NOVAS PAISAGENS, MAS SIM EM ARRANJAR NOVOS OLHOS.
MARCEL PRUST


IGREJA DA MISERICÓRDIA


PRAÇA DE D. DUARTE - ESTÁTUA DO REI


PRAÇA D. DUARTE


RUA DIREITA



RUA DA PAZ


ROSSIO


ROSSIO

SANTA CRISTINA - BISPO ALVES MARTINS


SANTA CRISTINA


VISEU


Viseu é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Viseu, na Região Centro e subregião de Dão-Lafões, com 68.000 habitantes. É sede de um município com 507,10 km² de área, com 34 freguesias e 98 167 habitantes segundo os últimos dados do INE de 2006. O município é limitado a norte pelo município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste por São Pedro do Sul. Segundo um estudo da DECO de 2007, Viseu é a melhor cidade, entre as 76 do estudo, para se viver em Portugal.Segundo a lenda da cidade, em pleno processo de Reconquista, um membro de um grupo de guerreiros chegado à cidade pelo lado oriental, onde se intersectam os rios Pavia e Dão, perguntou: «Que viso (vejo) eu?». Desta pergunta, nasceria o nome da cidade. No entanto, entre os anos 712 e 1057, intervalo da ocupação árabe, Viseu era conhecida por Castro Vesense — Vesi significado "visigodo".Outra lenda, mais verosímil e referida no brasão da cidade, sugere que teria vivido na região um rei de nome D. Ramiro II (provavelmente Ramiro II de Leão) que, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, por quem se apaixonou. Tal foi a paixão que se apoderou do rei, que este raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria às mãos dos soldados do rei Ramiro.As origens de Viseu remontam à época castreja e, com a Romanização, ganhou grande importância, quiçá devido ao entroncamento de estradas romanas de cuja prova restam apenas os miliários (passíveis de validação pelas inscrições) que se encontram: dois em Reigoso (Oliveira de Frades), outros dois em Benfeitas (Oliveira de Frades), um em Vouzela, dois em Moselos (Campo), um na cidade (na Rua do Arco), outro em Alcafache (Mangualde) e mais dois em Abrunhosa (Mangualde); outros mais existem, mas devido à ausência de inscrições, a origem é duvidosa. Estes miliários alinham-se num eixo que parece corresponder à estrada de Mérida (Espanha), que se intersectaria com a ligação Olissipo-Cale-Bracara, outros dois pólos bastante influentes. Talvez por esse motivo se possa justificar a edificação da estrutura defensiva octogonal, de dois quilómetros de perímetro — a Cava de Viriato.Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região. Depois da ocupação romana da península, seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no séc. VI. No séc. VIII, foi ocupada pelos muçulmanos, como a maioria das povoações ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e muçulmanos. De destacar a morte de D. Afonso V de Galiza e Leão, rei de Leão e Galiza, no cerco a Viseu em 1027 morto por uma flecha oriunda da muralha árabe (cujos vestígios seguem a R. João Mendes, Largo de Santa Cristina e sobem pela R. Formosa). A reconquista definitiva caberia a Fernando Magno, Rei de Leão e Castela depois de assassinar em 1O37 o legítimo Rei Bermudo III (filho de Afonso V) vencedor da batalha de Cesar em 1035 (segundo a crónica dos Godos).Mesmo antes da formação do Condado Portucalense, Viseu foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique que, em 1123 lhe concedem um foral. O segundo foral foi-lhe concedido pelo filho dos condes, D. Afonso Henriques, em 1187, e confirmado por D. Afonso II, em 1217.Já no séc. XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu foi atacada, saqueada, e incendiada pelas tropas de Castela e D. João I mandou erigir um cerco muralhado defensivo — do qual resta pouco mais que a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, para além de escassos troços de muralha — que seriam concluído apenas no reinado de D. Afonso V — motivo pelo qual a estrutura é conhecida pelo nome de muralha afonsina — já com a cidade a crescer para além do perímetro da estrutura defensiva.No séc. XV, Viseu é doada ao Infante D. Henrique, na sequência da concessão do título de Duque de Viseu, cuja estátua, construída em 1960, se encontra na rotunda que dá acesso à rua do mesmo nome.No séc. XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de Viseu, e assiste-se a uma expansão para actual zona central, o Rossio que, em pouco tempo, se tornaria o ponto de encontro da sociedade, e cuja primeira referência data de 1534. É neste século que vive Vasco Fernandes, um importante pintor português cuja obra se encontra espalhada por várias igrejas da região e no Museu Grão Vasco, perto da Sé.No séc. XIX é construído o edifício da Cãmara Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte do comércio e construções medievais.

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

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VISEU CEMITÉRIO DE ARQUITECTOS E OUTROS TEXTOS

MERCADO 2 DE MAIO

MERCADO 2 DE MAIO

PAVILHÃO MULTIUSOS


LAJES DA CAVA DE VIRIATO


LAJES DA CAVA DE VIRIATO

PRAÇA DO ROSSIO


VISEU
CEMITÉRIO DE
ARQUITECTOS

Já tínhamos em Viseu algumas nulidades urbanísticas e arquitectónicas. Em primeiro lugar cumpre referir o novo Mercado 2 de Maio, um espaço cheio de vida que o Arquitecto Siza Vieira transformou num autêntico cemitério sem campas nem sepulturas, isto é, num espaço frio e morto.
Com efeito, o Arquitecto Siza Vieira, em vez de revitalizar o espaço do antigo Mercado 2 de Maio, projectou uma obra medíocre e irrealista, com todas as consequências daí inerentes, tendo nomeadamente causado um imenso prejuízo no que se refere ao aproveitamento para fins comerciais do próprio Mercado 2 de Maio e também das ruas adjacentes. E assim, um mercado que funcionava em pleno no tempo da antiga praça passou a funcionar deficientemente, com algumas lojas com pouca clientela e com algumas tascas e com alguns bares, que só dinamizam o espaço nas noites de Verão. Mas também as ruas contíguas, que eram intensamente comerciais, como era o caso da Rua do Comércio, da Rua Direita e da Rua Formosa, foram paulatinamente perdendo o intenso movimento que as animava em todos os dias úteis da semana. E essa desertificação alargou-se a todo o centro histórico da cidade de Viseu. Por outro lado, o novo Mercado 2 de Maio resultante do projecto de Siza Vieira é um descomunal buraco vazio e nessa medida é um enorme atentado à beleza do espaço urbanístico envolvente, com especial relevo para a Rua do Comércio e para a Rua Formosa, sem dúvida os arruamentos mais belos da cidade de Viseu.
Em segundo lugar cumpre referir o Pavilhão Multiusos, do Arquitecto Manuel Salgado, uma obra pesadona com pouco uso e com pouca utilidade, que mais parece um gigantesco contentor do que uma obra nobre de arquitectura. É aliás uma obra que em nada beneficia o espaço da Feira de São Mateus, onde está inserida. É precisamente o contrário que acontece, pois a Feira de São Mateus, que já não tinha o espaço junto às margens do Rio Pavia, teve de emagrecer ainda mais devido à construção do Pavilhão Multiusos.
Já tínhamos portanto o novo Mercado 2 e Maio e o Pavilhão Multiusos.
Agora temos também a pavimentação do antigo passeio superior da Cava de Viriato, com uma sucessão de lajes separadas por intervalos enormes, conforme se pode ver na imagem que ilustra este texto. O autor de tal disparate, o Arquitecto Gonçalo Byrne, devia ter dado uma volta pelo excelente passeio pedonal junto ao Rio Pavia, pois aí teria encontrado muitas lajes, todas devidamente ajustadas. Bastava ao arquitecto copiar o que aí foi feito para fazer uma obra aceitável no passeio superior da Cava de Viriato. Mas em vez disso o Arquitecto Gonçalo Byrne pôs-se a inventar e fez evidentemente uma grande asneira. O projecto total da Cava de Viriato, que é globalmente muito bom, foi elaborado pelo já referido Arquitecto Gonçalo Byrne, um arquitecto conhecido no país e no estrangeiro. Não se compreende, portanto, que o Arquitecto Gonçalo Byrne tenha projectado para o passeio superior da Cava de Viriato uma sucessão de lajes com intervalos enormes, que são uma autêntica ratoeira e que são consequentemente um perigo para os adultos e para as crianças, que neles podem partir uma perna ou um pé. A não ser que tenha na família médicos ortopedistas, não se compreende que o Arquitecto Gonçalo Byrne tenha feito um projecto destes para o passeio superior da Cava de Viriato. Mas a verdade é que Siza Vieira e Manuel Salgado também projectaram em Viseu obras medíocres que não valem nada.





O NOVO MERCADO 2 DE MAIO

Nas nossas inúmeras deambulações pelas ruas e pelas praças de Viseu, gostamos de nos misturar com o povo e sentir o seu hálito, o seu respirar, o seu suor e o seu perfume barato. E nesses sucessivos actos de amor com as gentes da nossa urbe, procuramos sorver esse panteísmo existencial que Walt Whitman, o célebre poeta norte-americano que Fernando Pessoa e Garcia Lorca tanto amaram, tão bem descreveu nos seus poemas à flor da pele e à flor do sexo.
Nesses enlaces prolongados com a nossa cidade, também procuramos ouvir o que dizem as pessoas, quais as suas opiniões sobre isto ou sobre aquilo, procuramos enfim apalpar e sentir o espírito dos viseenses, os seus anseios, as suas aspirações, ou mais simplesmente, as suas críticas e as suas queixas.
E foi assim que aqui há uns tempos, estando nós a contemplar pela centésima vez o novo Mercado 2 de Maio, umas pessoas nossas conhecidas que passavam na Rua Formosa aproximaram-se de nós e disseram-nos com ar convicto, apontando para o local: Isto parece o cemitério do Prado do Repouso.
No entanto, não escutámos só essa opinião, pois na Rua Formosa passa muita gente e ouvem-se as mais dispares opiniões sobre o sítio em causa, desde os comentários sobre as magnólias que estão a secar ou sobre os estabelecimentos que estão com as portas fechadas ou que só abrem para a Rua do Comércio; ou ainda sobre a iluminação rasteira, que no Mercado 2 de Maio mais parece a luz lúgubre de um filme de terror com cadáveres ao luar em noivados sepulcrais.
Há ainda outras pessoas que não se perdem em divagações cinéfilas e dizem muito sinteticamente que o novo Mercado 2 de Maio é uma autêntica merda. Mas o mais engraçado é que, mais recentemente, íamos nós a subir a Rua Direita, numa manhã de Sábado com muita gente a circular, fomos ultrapassados por umas pessoas que iam a afirmar, alto e bom som, que o Siza Vieira tinha construído um cemitério novo em Viseu.
Escusado será dizer que nós concordamos inteiramente com estas opiniões e também achamos que o novo Mercado 2 de Maio, tal como está, é um espaço morto, um verdadeiro cemitério. Um espaço que, pelos vistos, só serve e mal para nele se realizarem meia dúzia de espectáculos por ano e ainda por cima no sítio errado, pois esse sítio, a antiga Praça do Peixe, além de frio e ventoso, não permite à maior parte dos espectadores uma visão correcta, pois o terreno onde o palco se encontra situado não tem qualquer inclinação.
Numa das poucas noites deste último Verão em que houve animação no novo Mercado 2 de Maio, à saída de um espectáculo que lá tinha tido lugar, uma pessoa nossa amiga, com conhecimentos de arquitectura, perguntou-nos se tínhamos gostado do espectáculo e nós respondemo-lhe que não tínhamos visto espectáculo nenhum, só tínhamos visto umas cabeças a mexerem-se e pouco mais.
A pessoa em questão, que tinha desfrutado o espectáculo nas mesmas condições, também era de opinião que o palco estava no sítio errado e até acrescentou que o sítio mais apropriado para colocar um palco naquele lugar seria na parte de baixo do novo Mercado 2 de Maio, junto ao pórtico principal, com os espectadores virados para a Rua Formosa, pois aí o terreno tem alguma inclinação.
Por tudo isto se vê que a obra foi pensada apressadamente e deficientemente projectada ou então o Arquitecto Siza Vieira não se dignou descer do seu elevado pedestal e tomar em atenção e tentar corrigir este lamentável erro urbanístico. Tal como as coisas estão, com uma animação deficiente durante um curto período e sem qualquer vida durante a maior parte do ano, não seria realmente má ideia transformar todo aquele espaço num cemitério, o que seria facílimo e não subverteria grandemente o projecto de Siza Vieira.
Bastaria edificar uma capela no sítio onde está o palco e substituir as magnólias, outra ideia infeliz do arquitecto, por uns ultra-românticos e funéreos ciprestes, que são árvores mais apropriadas para um cemitério. Transformado em cemitério, o Mercado 2 de Maio teria enfim alguma utilidade. E com esta pequena alteração, viria ao de cima a verdadeira vocação de Siza Vieira, que é projectar espaços mortos.

OBRAS NO PRAÇA DO ROSSIO EM VISEU

As obras que tiveram lugar recentemente na Praça da República, mais conhecida por Rossio, foram objecto de várias críticas, a maior parte das quais desfavoráveis às obras em causa. Apesar de estarmos de acordo com a maior parte dessas críticas desfavoráveis, a nossa opinião não é tão radical e pensamos mesmo que essas obras trouxeram também coisas positivas. Entre essas coisas positivas, há que salientar em primeiro lugar a iluminação do painel de azulejos que limita a praça nos lados sul e leste. Trata-se de um painel de azulejos muito apreciado pelos viseenses e pelos turistas. Assim iluminado, também pode ser visto de noite em todo o esplendor das suas formas e das suas cores.
A outra coisa positiva que as obras recentes no Rossio trouxeram à praça viseense foi a iluminação da Câmara Municipal de Viseu. Situada no lado oeste da praça, o edifício onde funciona a autarquia viseense é um nobre edifício neo-clássico, construído no século XIX, quando o Rossio era um mero logradouro fora das muralhas e se chamava Passeio de D. Fernando. A iluminação frontal e lateral do edifício da Câmara veio dar-lhe à noite outro destaque e outra beleza, especialmente na Primavera e no Verão, em que a Câmara está escondida pelas frondosas árvores, com copas enormes, que povoam o Rossio.
A iluminação do painel de os azulejos e a iluminação da Câmara Municipal são portanto as coisas positivas que as recentes obras trouxeram ao Rossio.
Já em relação aos candeeiros que foram postos no Rossio, não podemos de maneira nenhuma concordar com a sua colocação, pois são muito mais feios do que aqueles que lá estavam. Além de emitirem menos luz que os anteriores, são demasiado altos para uma praça fechada, com muitas árvores e que ainda por cima é relativamente pequena. Com efeito, o Rossio não é a Praça da Concórdia, na cidade de Paris, ou a Praça de Tiananamen, na cidade de Pequim. Nessas praças, que são praças enormes e abertas, teriam pleno cabimento os candeeiros do Rossio e porventura candeeiros até maiores. Mas no Rossio esses candeeiros demasiado altos têm um aspecto verdadeiramente horroroso. Ainda por cima são mais que muitos e têm cinco lâmpadas cada um. Felizmente que durante o dia ninguém os vê, pois estão escondidos pelas árvores. Mas durante a noite são um autêntico desastre. Parecem horrorosos fantasmas a passearem numa praça que era muito bela e que agora, com tais candeeiros, de tornou muito feia.

Terça-feira, Maio 05, 2009

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CINE CLUBE DE VISEU

COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS DO
CINE CLUBE DE VISEU

No 30º aniversário do Cine Clube de Viseu
In the 30º aniversary of the Viseu club of cinema
No 30º aniversário do Cine Clube de Viseu,
com o Ricardo Pais, o Armando e o Alex
No 30º aniversário do Cine Clube de Viseu

O LIVRO CINE CIDADE




A PROPÓSITO DO LIVRO CINE CIDADE


Teve lugar na loja FNAC do Palácio do Gelo, no dia 30 de Novembro de 2008, o lançamento do livro Cine Cidade. Este livro, da autoria de Fernando Giestas, é uma edição do Cine Clube de Viseu e tem como propósito narrar a história dos cinquenta anos do Cine Clube de Viseu. O livro fala dos filmes apresentados pelo Cine Clube, das salas onde esses filmes foram exibidos e fala também dos protagonistas que intervieram na história do Cine Clube.
No capítulo referente aos protagonistas, aparece o Zé Fernandes, que é o grande mentor e ditador do Cine Clube de Viseu, cuja sigla, CCV, também significa Comité Central de Viseu. Embora fosse de recear o pior, apesar de tudo foi com grande espanto que lemos algumas páginas deste livro editado pelo Cine Clube de Viseu. Nessas páginas aparece com algum destaque um professor primário licenciado pela Universidade da Via Rápida de Mangualde, que se chama Joaquim Alexandre, mas que é mais conhecido por Alex.Esse indivíduo é dirigente do Cine Clube de Viseu e foi director do jornal do Cine Clube, Argumento.
Acontece que esse Alex, na qualidade de director do Argumento, censurou e proibiu a publicação de um artigo meu nas páginas do jornal do Cine Clube, porque nesse artigo eu criticava as escolhas do Cine Clube no que concerne à programação de cinema do Auditório Mirita Casimiro, escolhas essas que estavam a desertificar o auditório e que aliás levaram ao encerramento temporário do mesmo.
Agora esse Alex tem o descaramento de dizer no livro Cine Cidade que foi ele o censurado, pois com a sua proibição do meu artigo ele já não teve possibilidade de publicar um desmentido. O que eu digo a esse Alex é que não é conveniente brincar com a liberdade de imprensa, pois a liberdade de imprensa é uma coisa séria e por isso deve ser discutida apenas por gente democrática e não por gente cínica e antidemocrática como é o caso do Alex.
Outra frase que aparece no livro e que merece destaque é do Zé Fernandes e nela esse sinistro dirigente do Cine Clube de Viseu até se gaba de me ter excluído dos corpos gerentes do Cine Clube, dizendo que ou ficava ele ou ficava eu, eu António Rocha, evidentemente.
Mas eu agora digo ao Zé Fernandes que não sou nem nunca fui contra o cinema americano nem contra os Estados Unidos da América e que também não sou nem nunca fui adepto ou simpatizante de meios violentos e sangrentos de combate político.
E que consequentemente trabalhar com o Zé Fernandes no Cine Clube está fora de questão. Pode portanto o Zé Fernandes estar descansado que eu nunca mais voltarei a ser dirigente do Cine Clube de Viseu nem com ele, Zé Fernandes, nem com a gente que o rodeia, gente essa que ele controla e manipula a seu bel-prazer.



UM COMUNICADO REVOLUCIONÁRIO
DO CINE CLUBE DE VISEU

"Comunicado
1º Considerando que:
a) o cinema, neste momento, é um meio importante na movimentação cultural do país e deve, por isso, ser alargado às classes populares até como meio de politização;
b) a Viseu só vem o rebutalho (Sic) mais indigente das fitas produzidas pelo Imperialismo Multinacional, para condicionar o pior gosto do público e manter, de forma concreta, a colonização cultural imperialista;
c) é importante modificar esta situação;
2º O CCV tem procurado contrariar o reaccionarismo dos monopólios distribuidores-exibidores, programando filmes que possam contribuir para a politização da massa associativa e das classes trabalhadoras onde tem levado cinema de 16mm.
3º A recusa do distribuidor do filme "O Couraçado Potemkine" em alugá-lo ao CCV insere-se na estratégia imperialista da estrutura económica do cinema em Portugal.
4º O filme em questão está disponível, pois já correu as salas culturalistas de Lisboa e Porto onde, oportunisticamente, foi apresentado como fruto proibido durante quase meio ano século, mas porque tem (apenas) o valor de mercadoria,e, com tal, deverá render a mais valia (seu fim último e único), só depois da burguesia (provinciana) o ver e pagar (bem) é que o povo o poderá ver e será a última vaca (magra) a ser chupada.
5º OCCV denuncia esta manobra e alerta todos os cineclubistas da necessidade urgente da socialização dos meios de distribuição cinematográfica, criando desde já um circuito paralelo de importação e distribuição de filmes."
Viseu, 22 de Julho de 1974


SOMBRAS E CLARIDADES
NOS CINQUENTA ANOS
DO CINE CLUBE DE VISEU


O Cine Clube de Viseu vai comemorar durante o próximo ano cinquenta anos de existência. Trata-se de uma instituição que foi importante tanto sob o ponto de vista político como sob o ponto de vista cultural. Criado durante a vigência do regime fascista, o Cine Clube de Viseu foi durante os primeiros anos da sua existência uma entidade divulgadora daquilo que na altura se considerava o bom cinema.
É certo que, consultando agora a programação dessa época, se vê que muitos dos filmes exibidos nessa altura não passavam de películas pretensiosas ou de banais mediocridades. Enfim, os critérios de qualidade e os gostos variam conforme as épocas e as circunstâncias sociais e políticas. Mas a principal característica do Cine Clube de Viseu era o facto de ser uma associação de pessoas antifascistas, que assim combatiam, com as armas da cultura, o regime ditatorial português.
Quando entrámos para o Cine Clube de Viseu, ainda no nosso tempo de estudante, não percebíamos nada de cinema. Mas é óbvio que o fizemos porque sabíamos que íamos encontrar nessa associação pessoas democráticas como nós. A nossa opção, como a da maior parte das pessoas que entraram para os cine clubes nessa altura, era um opção principalmente política.
E essas pessoas, que assistiam às sessões do cine clube no Cine Rossio de boa memória, eram antifascistas, mas não eram sequer pessoas revolucionárias, muito longe disso. Eram, pelo contrário, pessoas que pertenciam à chamada alta sociedade viseense e que não abdicavam sequer dos seus lugares marcados nas sessões de cinema comerciais normais. Podemos dizer que era um clube de cinema elitista, formado na sua maioria por doutores, numa altura em que um curso superior tinha um valor que hoje já não tem.
Posteriormente, nós entrámos numa direcção do Cine Clube de Viseu, ainda no tempo da ditadura. Era uma direcção presidida pelo Dr. João Lima, de que faziam parte, entre outros, o Jorge Teixeira, o Dr. Sá Correia e o Humberto Liz. Este último é uma figura importante, pois foi o fundador e o principal impulsionador do cine clube durante muito tempo. Ainda nos lembramos do primeiro filme por nós escolhido e exibido, a fabulosa obra-prima do genial realizador George Cukor, As Girls. Bons tempos, em que o cine clube ainda exibia filmes americanos!
Foi uma sessão muito concorrida, para a qual convidámos o Governador Civil do distrito, o Presidente da Câmara da cidade de Viseu e outras individualidades. Enfim, os tempos ainda eram de ditadura, mas o governo de Marcello Caetano prometia uma abertura que depois não se concretizou. Claro que na altura em que integrámos a direcção do Cine Clube de Viseu nós já percebíamos bastante de cinema, embora não tivéssemos ainda frequentado a Escola Superior de Cinema do Conservatório de Lisboa.
Era aliás uma época propícia à divulgação do bom cinema, com as pessoas fortemente interessadas em filmes polémicos e proibidos de grande qualidade, alguns dos quais a censura aos poucos ia deixando exibir. Efectivamente, com Marcello Caetano a censura tornou-se gradualmente menos repressiva e os cine clubes obviamente também lucraram com o clima de abertura em que então se vivia.
Convém ainda acrescentar que no tempo do fascismo os cine clubes eram dirigidos em moldes democráticos e não nos consta que houvessem expulsões e purgas. Infelizmente, com o advento da liberdade é que as coisas se complicaram no que concerne à democraticidade do funcionamento dos cine clubes.
O processo aliás é fácil de explicar, no que respeita ao Cine Clube de Viseu. Dentre as pessoas de esquerda que formavam o seu núcleo dirigente, as mais moderadas foram banidas ou foram-se afastando. Também foram afastadas pessoas de uma certa esquerda, como foi o caso do Dr. Perfeito Lopes, uma pessoa muito culta, que foi um brilhante presidente durante os anos conturbados do PREC. À divisa antifascista dos tempos da resistência seguiu-se a divisa comunista e, após a derrocada do comunismo, seguiu-se um anti-americanismo feroz e, a nível interno, uma política pidesca de controlo e de censura.
E daí que numa recente entrevista a um jornal local um dirigente do Cine Clube de Viseu se tenha gabado de não exibir filmes de Hollywood nas suas sessões. E daí que o cine clubista Joaquim Alexandre, mais conhecido por Alex, na altura em que era director do jornal do cine clube, o Argumento, nos tenha proibido a publicação de um artigo bastante crítico em relação aos critérios de exibição de filmes no Auditório Mirita Casimiro, critérios esses que por sinal levaram à desertificação da sala e ao fim da colaboração entre o cine clube e a direcção do Centro Cultural Distrital de Viseu, entidade proprietária do Auditório Mirita Casimiro.
Enfim, por termos pretendido exprimir a nossa opinião e exercer consequentemente o nosso direito à liberdade de imprensa no jornal do cine clube, a direcção do cine clube afastou-nos dos cargos que desempenhávamos e posteriormente os dirigentes de então até mudaram as fechaduras para evitar que continuássemos a frequentar a sede. Mas nós não fomos o único cine clubista expulso, houve inúmeros casos de purgas no Cine Clube de Viseu, como foi o caso do João Carvalho, do Jorge Humberto, do Dr. Fernando, do Sousa, do Duarte, do Morim, do Prof. Albuquerque e de muitos outros.
E é assim, com todo este negro passado de ilegalidades, de atropelos à liberdade e de censura que os actuais dirigentes do cine clube pretendem comemorar os cinquenta anos da instituição. Nós até gostaríamos de colaborar, pois amamos muito o Cine Clube de Viseu, mas falam mais alto as humilhações que nos infligiram e o dever de solidariedade para com todos os camaradas cine clubistas injustamente banidos. E é pena que todos estes actos vergonhosos tenham acontecido nesta veneranda instituição, pois o Cine Clube de Viseu já foi um farol e uma luz que nos alumiou e que nos amparou durante os longos anos da tenebrosa noite fascista.

Viseu, 7 de Agosto de 2004

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

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FÓRUM DE VISEU

FÓRUM DE VISEU
FÓRUM DE VISEU

O EXCELENTE FÓRUM DE VISEU
UM MAGNÍFICO ESPAÇO DE CONVÍVIO E DE NEGÓCIOS

No dia 12 do passado mês de Setembro o Fórum de Viseu comemorou o seu terceiro aniversário com um desfile de moda que foi um enorme êxito. Com efeito, essa passagem de modelos, em que estiveram representadas as lojas de moda do Fórum de Viseu, atraiu uma multidão de inúmeros espectadores, a qual encheu completamente o espaço exterior entre os dois edifícios que constituem o Fórum de Viseu. Aliás, estas enchentes acontecem em todos os espectáculos organizados pelo Fórum de Viseu, como é o caso nomeadamente dos concertos de música rock, que têm lugar todos os anos em Agosto. De resto, o Fórum de Viseu atrai sempre muita gente e não só nos dias em que há concertos ou desfiles de moda. Os meses em que o Fórum atrai mais pessoas são os meses de Julho, de Agosto e de Setembro. Nesses meses há muitos turistas e há muitos emigrantes em Viseu e nos núcleos urbanos próximos da cidade. Com efeito, o Fórum de Viseu não é visitado apenas por gente da cidade e do concelho, é também visitado por pessoas que vivem nas cidades e nas vilas à volta de Viseu. Nesta conformidade, é normal vermos no fórum pessoas que vivem nos distritos da Guarda, de Aveiro e de Coimbra e até outras que habitam bem mais longe. E num período que abarca a segunda quinzena de Agosto e os primeiros vinte e um dias de Setembro decorre em Viseu a Feira de S. Mateus, que tem lugar paredes-meias com o fórum. Essa feira centenária atrai imensa gente e muita dessa gente também visita o Fórum de Viseu.
Na altura em que a feira está em plena actividade, quando nos deslocamos a pé para o Palácio do Gelo, há muitos automobilistas que nos abordam e que nos perguntam
onde fica a Feira de S. Mateus e alguns também nos perguntam onde fica o Fórum de Viseu. No dia da etapa da última volta a Portugal em bicicleta que teve a sua chegada a Viseu a cidade foi invadida por uma enorme multidão que nós calculamos em mais de cinquenta mil pessoas. E uma parte substancial dessa multidão também invadiu o Fórum de Viseu, pois o fórum situa-se muito perto do local onde estava instalada a meta, na Avenida da Europa. Com efeito, o fórum beneficia largamente da sua invejável situação no centro da cidade. E não beneficia somente nos meses de Verão, pois nos meses do Outono, do Inverno e da Primavera também têm lugar eventos importantes perto do Fórum de Viseu, por exemplo no Pavilhão Multiusos, que fica no espaço da Feira de S. Mateus. Esse é o caso das semanas académicas, que atraem muita gente ao Pavilhão Multiusos e trazem consequentemente muitas pessoas ao fórum.
E na época do Natal e do ano novo o Fórum de Viseu aparece todos os anos profusamente iluminado, atraindo
os consumidores normais e os compradores de prendas de Natal e atingindo um dos seus melhores períodos de movimento e de negócios.
Mas é nos meses de Verão que o Fórum de Viseu se torna particularmente atraente, pois o seu espaço exterior é muito aprazível nos dias luminosos e calorentos da estação estival. Nós costumamos passar algumas tardes no espaço exterior do fórum. Normalmente sentamo-nos nos bancos de pedra situados em frente das lojas viradas para o Rio Pavia. É um local privilegiado para apreciar o enorme movimento que tem lugar no fórum nos meses de Verão. É também um óptimo ponto de observação para saber quais as lojas do fórum que vendem mais. Basta reparar nos sacos de plástico com compras que as pessoas trazem das lojas para saber quais as lojas que têm maior volume de negócios.
Além disso, esses bancos de pedra têm óptimas vistas, pois o picadeiro exterior do fórum no Verão assemelha-se a uma passerelle da moda, já que se passeiam no local muitas mulheres bonitas, elegantes e bem vestidas que bem poderiam seguir a carreira de modelos, se fosse essa a sua opção. É claro que as lojas do grupo Inditex, com a Zara à cabeça, têm uma grande influência em tudo isto, pois são lojas modernas de vestuário com design sofisticado e nessa medida atraem as pessoas que gostam de vestir bem, de acordo com a moda, que como se sabe muda todos os anos. Mas não são só as lojas do grupo Inditex que trazem gente ao fórum. O fórum tem outras lojas de moda, tem também duas excelentes livrarias, a Bertrand e a Pretexto, e tem ainda outro tipo de lojas. Tem ao todo sessenta e três lojas. Tem também um amplo espaço de restauração, com dezassete restaurantes, tem ainda seis óptimas salas de cinema da Lusomundo e tem finalmente o Feira Nova, que é um excelente supermercado.
Para além de tudo isto, o fórum é um espaço realmente acolhedor, onde as pessoas gostam de ir para passear e para conviver e não só para fazer compras. O Fórum de Viseu continua portanto de vento em popa e nem a inauguração do Palácio do Gelo, que teve lugar em Abril, o afectou grandemente. É certo que o Palácio do Gelo é um centro comercial gigantesco, situado num edifício fabuloso, que é uma autêntica catedral. Tinha, portanto, todas as condições para trazer grandes problemas ao fórum. Mas a verdade é que o Fórum de Viseu se aguentou muito bem. O facto de ter dimensões mais pequenas até parece que o favorece, pois torna-o mais acolhedor. E tem a vantagem de se situar no centro da cidade de Viseu.
PRINCIPAIS LOJAS DO FÓRUM
PISO 0 - SUPERMERCADO PINGO DOCE, ELECTRICK E NEW CODE.
PISO 1 - LOJAS DE MODA ZARA, PULL AND BEAR, BERSHKA, STRADIVARIUS, OYSHO, MASSIMO DUTTI , C& A, ANA SOUSA, SACOOR, THROTTLEMAN, LANIDOR E PERFUMES & COMPANHIA.
PISO 2 - LIVRARIA BERTRAND, LOJAS DE MODA LANIDOR, TOMMY HILFIGER, GIOVANNI GALLI, SALSA, SPORT ZONE, ZIPPY, NATURA E TIFFOSI.

   
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