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Viagens-pelo-Mundo

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

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CURIOSIDADES DE VIAGENS

OS ARRANHA-CÉUS MAIS ALTOS


1º - BURJ KHALIFA NO DUBAI


2º - SEARS TOWER EM CHICAGO

3º - TAIPÉ 101 EM TAIWAN


OS ARRANHA-CÉUS MAIS ALTOS DO MUNDO


1º - BURJ KHALIFA OU BURJ DUBAI - EMIRATOS ÁRABES UNIDOS - 828 metros - 160 andares

2º - SEARS TOWER - CHICAGO (EUA) - 527,3 metros - 108 andares

3º - TAIPÉ 101 - TAIWAN - 508 metros - 101 andares

4º - JOHN HANCOOK CENTER - CHICAGO (EUA) - 457,2 metros

5º - PETRONAS TWIN TOWERS - KUALA LUMPUR (MALÁSIA) 452 metros

6º - EMPIRE STATE BUILDING - NOVA IORQUE (EUA) - 448,7 metros

7º - JIM MAO TOWER - XANGAI (CHINA) - 420,5 metros

8º - INTERNATIONAL FINANCE CENTER - HONG KONG (CHINA)-- 415,8 metros

9º - CITIC PLAZA - CANTÃO (CHINA) 391,1 metros


A ORIGEM DO NOME DE CUBA

CRISTÓVÃO COLOMBO



A ORIGEM DO NOME DA ILHA DE CUBA

O nome da ilha de Cuba, nas Caraíbas, foi-lhe dado por Cristóvão Colombo, durante a sua viagem da descoberta do novo mundo, que teve lugar em 1492. Cristóvão Colombo deu o nome da sua terra natal, a vila de Cuba no Alentejo, à ilha das Caraíbas. Mas tratou-se de uma segunda escolha, pois o primeiro nome escolhido foi Joane, admite-se que em honra do Rei D. João II. Convém acrescentar que Cuba foi a quinta ilha descoberta por Cristóvão Colombo e que os nomes dados pelo valoroso almirante dos mares às quatro anteriores ilhas foram todos nomes portugueses. Cristóvão Colombo fez a viagem de descoberta da América ao serviço dos reis católicos de Espanha, devido ao facto do Rei D. João II de Portugal se ter recusado financiar essa expedição. Durante muito tempo os historiadores defenderam a tese de que Cristóvão Colombo era oriundo de Itália e mais precisamente de Génova, que era de origem humilde e que tinha o nome italiano de Cristoforo Colombo. Mas esta tese é inverosímil, pois não explica como é que um italiano de origem humilde tenha sido recebido pelo rei português D. João II e pelos reis católicos de Espanha. E também é inverosímil, devido ao facto do apelido Colombo não ser usado nessa época em Itália.
No entanto, recentemente, contrariando as teses em voga, o historiador português Mascarenhas Barreto perfilhou a tese muito mais verosímil de que o ilustre navegador teria nascido em 1448 em Portugal e que a terra da sua naturalidade teria sido a vila de Cuba, no Alentejo. E Mascarenhas Barreto ainda referiu que o nascimento de Cristóvão Colombo em Cuba se deveu ao facto de ser filho ilegítimo de D. Fernando, duque de Beja e segundo duque de Viseu e irmão do rei D. Afonso V, e da sua amante Isabel Sciarra da Câmara, filha do navegador português João Gonçalves Zarco, descobridor do arquipélago da Madeira. O local de nascimento escolhido foi Cuba, para fugir aos murmúrios e ao escândalo, dada a condição de filho ilegítimo de Cristóvão Colombo. Nascido numa família de navegadores, não é estranho que Cristóvão Colombo tenha iniciado a sua vida marítima aos 14 anos, nas caravelas portuguesas. Nascido numa família nobre, de sangue real, também não é estranho que tenha sido recebido por D. João II, seu primo, e pelos reis católicos. E também não é estranho que tenha posto o nome de uma terra portuguesa, a sua terra natal, à ilha de Cuba. Como acontece com muitas ilhas das Caraíbas, Cuba tem portanto um nome português.




CIVILIZAÇÃO MAIA


A PIRÂMIDE KUKULKAN EM CHICHEN ITZÁ


CIVILIZAÇÃO MAIA


A civilização maia é uma civilização pré-colombiana que se desenvolveu no México, na Guatemala, nas Honduras e no Belitze. Nós viajámos de Lisboa para Cancún e estivemos uma semana no México maia, na região conhecida precisamente pelo nome de Riviera Maia. O nome da cidade onde aterrámos, Cancún, é uma palavra maia que significa ninho de cobras. Mas a mais importante cidade maia do México é Chichén Itzá. Chichén Itzá significa à beira do poço do povo Itzá. Na cidade de Chichén Itzá visitámos a célebre pirâmide que foi eleita em Lisboa como uma das sete novas maravilhas do mundo.
No entanto, a pirâmide de Chichén Itzá chama-se realmente pirâmide de Kukulkan. Kukulkan éo nome maia de Quetzalcoátl, ídolo azeteca que consiste numa serpente emplumada. Em Chichén Itzá também visitámos o campo da bola maia, a praça das mil colunas, o templo dos guerreiros e o poço das oferendas.
Os maias chamavam cenotes aos poços e aos rios subterrâneos. O poço das oferendas de Chichén Itzá era o cenote sagrado da cidade.
Quanto ao jogo da bola maia, nós visitámos o campo do jogo da bola maia de Chichén Itzá, onde fotografámos um muro com baixos-relevos que mostram os sete jogadores de cada equipa e a maneira como o jogo se jogava. Os jogadores não podiam utilizar as mãos nem os pés. Só era permitido jogar com as partes laterais do corpo. O objectivo era introduzir a bola numa argola. O capitão da equipa vencida era morto e oferecido em sacrifício aos deuses maias. Era dado chocolate quente com uma droga, que era a bebida dos deuses, às pessoas que iam ser sacrificadas, para tornar a sua morte mais suportável.

MATEMÁTICA MAIA

Os maias desenvolveram o conceito de zero muitos séculos antes do velho mundo e usaram um conceito de numeração com base no número 20. As suas inscrições mostram que trabalhavam com somas até centenas de milhões.
Produziram observações astronómicas extremamente precisas e os seus diagramas dos movimentos da lua e dos planetas são superiores aos de qualquer outra civilização que tenha trabalhado sem instrumentos ópticos. O sistema de calendário dos maias era estável e preciso e era superior ao calendário gregoriano, muitas vezes reformado depois disso.

A ORIGEM DO NOME DO BIG BEN



A ORIGEM DO NOME DO BIG BEN

Big Ben, ao contrário do que muitos pensam, não é o nome do famoso relógio do Parlamento Inglês, nem tão pouco é o nome da sua torre. É o nome do sino, que pesa 13 toneladas e que foi instalado no Palácio de Westminster durante a gestão de sir Benjamin Hall, ministro de Obras Públicas da Inglaterra, em 1859. Por ser um sujeito alto e corpulento, Benjamim tinha a alcunha de Big Ben. Todos os dias, a rádio BBC transmite as badaladas do sino. O sino, fundido por George Mears em 1858, media quase 3 metros de diâmetro e pesava 13, 5 toneladas.
O nome do relógio é Tower Clock, ou Clock Tower, e é muito conhecido pela sua precisão e tamanho. Certa vez uma família de pássaros pousou no seu ponteiro e desregulou o relógio em cinco minutos.


A ORIGEM DO NOME
DA AMÉRICA
E
A ORIGEMDO NOME
DA VENEZUELA


AMÉRICO VESPÚCIO


Américo Vespúcio, Alonso de Ojeda e Juan de la Cosa foram os primeiros navegadores a explorar a costa da Venezuela em 1499. O navegador que dá o seu nome ao continente americano é o italiano Américo Vespúcio. Américo Vespúcio é considerado o grande descobridor da América. Mas isso não tem rigor histórico, pois Cristóvão Colombo foi o primeiro navegador a chegar à América. Américo Vespúcio chegou ao novo mundo alguns anos depois. E assim no dia 24 de Agosto de 1499 Américo Vespúcio e os outros navegadores seus companheiros chegaram ao lugar onde hoje é o Lago de Maracaibo e aí encontraram nativos cujas casas estavam construídas sobre estacas de madeira fixas no referido lago (palafitas). Américo Vespúcio achou aquelas construções semelhantes às da cidade de Veneza e por isso chamou a região de Venezuela, ou seja, pequena Veneza.
Por outro lado, Martin Fernández de Enciso
, um geográfo que acompanhava a expedição, afirma na sua obra Summa de Geografia (1519) que junto ao lago existia uma grande rocha plana, em cima da qual havia um povoado indígena conhecido como Veneciuela. Assim, o nome Venezuela até pode ser nativo e não estrangeiro. No entanto, a primeira versão permanece como a mais divulgada e aceite.





A ORIGEM DO NOME

THE BIG APPLE E DE OUTROS

NOMES DE NOVA IORQUE





Estivemos duas vezes em Nova Iorque e em ambas as vezes ouvimos falar da cidade como sendo The Big Apple (a grande maçã). Mas só muito mais tarde soubemos a origem do nome The Big Apple e as razões da atribuição deste nome a Nova Iorque.
E as razões são as seguintes. Na decada de 30, uns músicosde jazz usavam o nome de um nightclub do Harlem, The Big Apple, para se referirem a toda a vizinhança. E o nome eventualmente ficou conhecido em toda a cidade. The Big Apple ressurgiu no início da década de 70 e foi utilizada pela Agencia de Convenções e Turismo de Nova Iorque para a promoção do turismo, com grande sucesso.
Mas outros atribuem a origem do nome The Big Apple a uma coluna de corridas de cavalos de um jornal da cidade, o New York Morning Telegraph. A coluna foi escrita por John J. Fitzgerald nos anos trinta, referindo-se às corridas de cavalos de Nova Iorque como corridas arround The Big Apple.
Outros associam o nome The Big Apple a uma prostituta francesa que no início do século passado teria aberto um bordel na Bound Street, em Nova Iorque. Essa prostituta chamava-se Evelyn, em inglês Eve. E daí o nome The Big Apple, pois a maçã é o fruto do pecado, associado à prostituta, ao bordel e à cidade de Nova Iorque.
Jazz, corridas de cavalos e sexo estão na origem do nome The Big Apple. E assim de Nova Iorque se diz que há muitas maçãs, mas só uma grande maçã (there are many apples, but only a big apple).
As ruas e nomes de lugares em Nova Iorque reflectem a nacionalidade de seus colonizadores. Foram os holandeses que fundaram Nova Iorque, a quem deram o nome de Nova Amsterdão. E foram também os holandeses, que deram o nome ao bairro do Harlem, que também é um lugar perto de Amsterdão. E o nome do distrito de Brooklyn tem a sua origem em Breuckelen, uma pequena cidade na região de Utrech.
Quanto À palavra Manhattan evoluiu de Manhatta, nome indígena americano. Com efeito, o distrito de Manhattan foi comprado pelos holandeses aos índios em 1776 por uma ninharia.
Quanto ao Rio Hudson, deve o seu nome a Henry Hudson que lá chegou em 1609 e deu o nome ao rio. Quanto à designação actual da cidade, é uma homenagem ao duque de York, irmão do rei Carlos II de Inglaterra, marido da rainha portuguesa Catarina de Bragança.


A ORIGEM DO NOME
DE LOS ANGELES


LOS AMGELES

A cidade de Los Angeles foi fundada durante a ocupação espanhola. Efectivamente, houve um período de tempo em que os colonizadores espanhóis ocuparam o território em que actualmente se situa o Estado da Califórnia. Seguiram-se os mexicanos, que ocuparam apenas uma parte, a parte sul do actual Estado da Califórnia. Só muito depois, no fim da conquista do Oeste, é que os Estados Unidos invadiram o território e fundaram o respectivo Estado.
Durante a nossa viagem pelo Estado da Califórnia, as cidades mais importantes que visitámos foram S. Francisco, Los Angeles e Monterey. A cidade de Monterey também é importante, por ter sido a capital da Califórnia durante a ocupação espanhola. Los Angeles á a maior cidade da Califórnia e é uma das maiores cidades dos Estados Unidos. No entanto, não é a capital do Estado, a capita do Estado é Sacramento, uma modesta cidade situada no norte do território.
Quando fizemos o city tour de Los Angeles, parámos numa pequena igreja, aparentemente sem qualquer importância. Mas o guia disse-nos que o nome de Los Angeles tinha a sua origem naquela igreja. O nome da igreja é o seguinte: IGRJA DE SEÑORA Y DE LOS ANGELES DE PORCIÚNCULA. Ora o nome oficial da cidade é LA CIUDADE DE NUESTRA SEÑORA Y DE LOS ANGELES DE PORCIÚNCULA e derivou precisamente do nome da igreja. LOS ANGELES E LA são abreviaturas do nome oficial da cidade.

CURIOSIDADES
AMERICANAS

A América do Norte é uma confederação de estados, em que há uma grande diferença entre os diversos estados. Com efeito, os estados divergem em muitos aspectos e nomeadamente no seu tamanho, havendo estados enormes e estados minúsculos. E é assim que nós fizemos uma viagem de autocarro de cerca de mil quilómetros na costa oeste entre S. Francisco e Los Angeles dentro de um único estado, o estado da Califórnia.
Em contrapartida, na viagem que fizemos na costa leste entre Nova Iorque e Washington percorremos seis estados, os estados de Nova Iorque, Nova Jérsia, Delaware, Pensilvânia, Maryland e Virgínia. E repare-se que a distância que separa Nova Iorque de Washington é menos de metade da distância que separa S. Francisco de Los Angeles.



De uma maneira geral, os estados da costa leste são minúsculos e os estados da costa oeste são enormes. É o caso do estado da Califórnia, mas este estado nem sequer é maior estado da América do Norte. E esse estado também não é o Texas, como muita gente julga. O maior estado da América é o Alasca e é devido a ter comprado esse estado à Rússia que os Estados Unidos são a terceira maior nação em tamanho do mundo, logo a seguir à Federação Russa e ao Canadá

AIORES PAÍSES POR ÁREA

1º - RÚSSIA – mais de 17 milhões de kms. quadrados.

2º - CANADÁ – mais de 9 milhões de kms.quadrados.

3º - ESTADOS UNIDOS – mais de 9 milhões de kms. quadrados.
4º - CHINA – mais de 9 milhões de kms. quadrados.
5º - BRASIL – mais de 8 milhões de kms. quadrados.
6º - AUSTRÁLIA – mais de 7 milhões de kms. quadrados.
7º -ÍNDIA– mais de 3 milhões de kms. quadrados.
8º - ARGENTINA – mais de 2 milhões de kms. quadrados.
9º - CAZAQUISTÃO – mais de 2 milhões de kms. quadrados.
10º - SUDÃO– mais de 2 milhões de kms. quadrados.
11º - ARGÉLIA – mais de 2 milhões de kms. quadrados.
12º - CONGO – Mais de 2 milhões de kms. quadrados.
13º - GRONELÂNDIA – mais de 2 milhões de kms.quadrados.
14º - ARÁBIA SAUDITA – mais de 2 milhões de kms. quadrados.



A ORIGEM DO NOME DE
MONTEVIDEO,
CAPITAL DO URUGUAI


Montevideo




MONTE VI


Na nossa viagem por quase todos os países da América do Sul, com excepção da Colômbia e do Paraguai, um dos países que visitámos foi o Uruguai. Com efeito, já há muito tempo que desejávamos visitar esse país de criadores de gado e principalmente a sua capital, a cidade de MONTEVIDEO. Para esse efeito, aproveitámos a nossa estadia de vários dias em Buenos Aires para fazer uma visita à cidade de MONTEVIDEO, que fica na outra margem do Rio de la Plata.
A viagem de barco, no buquebus que faz a carreira entre Buenos Aires e Montevideo, demorou três horas, pois o Rio de la Plata tem cem quilómetros de largura, sendo o rio mais largo do mundo. E acresce a circunstância de MONTEVIDEO não ficar no mesmo meridiano de Buenos Aires, fica um pouco mais para oeste. Mais ou menos no mesmo meridiano fica Sacramento, uma cidade do Uruguai fundada por portugueses e ainda hoje com uma forte presença portuguesa. Em Buenos Aires tratámos logo de reservar um lugar num city tour de MONTEVIDEO.
E assim, quando chegámos a MONTEVIDEO, já tínhamos um autocarro turístico à nossa espera. E foi durante o city tour que a simpática e competente guia nos explicou qual a origem do nome de MONTEVIDEO. E a explicação é muito simples. A cidade de MONTEVIDEO tem vários montes (ou colinas) e todos esses montes são designados por um número: MONTE I, MONTE II, etc., etc. Ora um dos montes é o MONTE VI. E foi precisamente quando passámos no MONTE VI que a guia nos deu a explicação da origem do nome da cidade.
Com efeito, o nome da cidade deriva precisamente desse MONTE VI. Substituindo os algarismos romanos por letras, a palavra MONTE VI contém as sete primeiras letras do nome da cidade. Quanto às três letras finais, DEO, são as iniciais das palavras De Este para Oeste. Isto quer dizer que MONTEVIDEO era nesse tempo apenas um sítio de passagem para oeste, onde se pensava que existiam minas de prata. Mas actualmente já não é assim, hoje Montevideo é uma cidade lindíssima, com belíssimas praias e com belíssimas vistas sobre o Rio de la Plata, onde apetece ficar.


A VINGANÇA DOS INCAS
NA CATEDRAL DE CUSCO


A Praça de Amas de Cuco com a catedral
The Praça de Arma of Cusco with the cathedral

Cusco foi a capital incontestável do imenso império inca e ainda hoje éa mais genuína cidade inca da América do Sul andina. A palavra Cusco é uma palavra quíchua (língua inca) que significa o umbigo do mundo. Cusco é uma cidade perfeita que os invasores espanhóis descaracterizaram um pouco, sem no entanto a desfigurarem totalmente.


Foi a capital incontestável do imenso império inca e ainda hoje conserva o essencial da sua forma urbanística antiga. Então a sua Praça de Armas, com a característica forma de um puma, é a melhor prova do génio urbanístico da civilização inca. Os invasores espanhóis, comandados por Francisco Pizarro, destruíram os templos incas que lá encontraram e em seu lugar construíram quatro igrejas cristãs, entre as quais a catedral de Cusco.


E ainda se registou o episódio trágico e caricato da condenação à morte do último imperador inca, Atahualpa, por se ter recusado a converter-se ao cristianismo.E tudo isto aconteceu depois do imperador inca ter oferecido uma quantidade enorme de ouro e de prata aos espanhóis em troca da sua vida e da sua liberdade. s espanhóis ficaram com o ouro e com a prata, mas mantiveram a condenação de Atahualpa à morte e ainda o obrigaram a baptizar-se, para lhe darem uma morte por enforcamento, menos infamante do que a morte pela fogueira a que o tinham primeiramente condenado.
Felizmente que os pintores incas que intervieram na decoração da catedral de Cusco se vingaram, pintando a Virgem Maria com as formas da Pacha Mama, deusa inca da terra e da fertilidade, e pintando Judas com as feições do sanguinário conquistador espanhol Francisco Pizarro. E é claro que o maior valor da cultura e da religião inca acabou por vir ao de cima.
E é por isso mesmo que hoje a Praça de Armas de Cusco, não obstante as suas quatro igrejas, é bela por ser uma praça inca e não por ser uma praça cristã. E na própria catedral de Cusco que é aliás um dos edifícios mais belos da Praça de Armas, a cultura inca acabou por prevaleder, com Judas ostentando as feiçõess e o corpo de Francisco Pizarro e a Virgem Maria ostentando as feições e o corpo da Pacha Mama.

A ORIGEM DO NOME DAS FILIPINAS


Na velha sidade de Manila intramuros
In the old city of Maanila intranuros
As Filipinas são um país em que a língua oficial é o filipino e a língua estrangeira mais falada é o inglês. No entanto, o nome das Filipinas tem a sua origem em Espanha e na colonização espanhola, cujos vesttígios são aliás ainda bem visíveis na cidade antiga fortificada da capital do país, Manila, a denominada cidade intramuros, que nós visitámos na última viagem que fizemos ao continente asiático.
Com efeito, o nome das Filipinas tem a sua origem no rei Filipe II de Espanha, que também foi rei de Portugal, e deve-se ao facto da descoberta deste enorme país constituído por centenas de ilhaster tido lugar no reinado deste importante rei espanhol, que também foi um dos maiores reis de Portugal.


UM PORTUGUÊS FUNDA
E DÁ O NOME A UMA
CIDADE DO CHILE
VIÑA DEL MAR

Em Viña del Mar, com um relógio de flores
In Viñ del Mar, with a flowers watch
A cidade de Viña del Mar é a melhor estância turística do Chile. É muito conhecida em todo o mundo, devido aos seus jardins, ao seu relógio de flores, às suas belas praias e a um festival da canção que nela se realiza regularmente. Fica na costa do Oceano Pacífico, muito perto da cidade portuária de Valparaíso.
A cidade de Viña del Mar deve o seu nome à vinha que um português, José Francisco Vergara, possuía nesse local. A vinha situava-se junto ao mar e por isso o português lhe deu o nome de viña del mar. Depois vieram mais pessoas habitar para o local, que ficou para sempre conhecido como Viña del Mar. Viña del Mar tem na actualidade cerca de trezentos mil habitantes. O português José Francisco Vergara foi a primeira pessoa a viver nesse local e pode portanto considerar-se como o fundador da cidade E foi ele, com a sua vinha, quem deu o nome a Viña del Mar.


HERÓIS NACIONAIS SUL-AMERICANOS


VENEZUELA - SIMON BOLIVAR


EQUADOR - ANTÓNIO JOSÉ DE SUCRE


BOLÍVIA - GENERAL MURILLO


URUGUAI - JOSÉ ARTIGAS


CIDADES INCAS


QUITO (EQUADOR)


CUSCO (PERU)


MACHU PICCHU (PERU)


LA PAZ (BOLÍVIA)


COPACABANA (BOÍIVIA)



DEUSES INCAS
VIRACOCHA - DEUS SUPREMO

DEUS DO SOL

DEUS DA LUA

DEUS DO ARCO-ÍRIS

PACHAMAMA - MÃE-TERRA


TRÊS NÍVEIS

NÍVEL SUPERIOR - VIRACOCHA.

DEUS DO SOL, LUA E ARCO-ÍRIS

NÍVEL MÉDIO - IMPERADOR

NÍVEL INFERIOR - PACHA MAMA


TRAJE DAS MULHERS INCAS

NATIVE WOMEN WEARING

CHAPÉU DE FELTRO

SEMICIRCULAR FELT HAT

XAILE (PONCHO)

SAIA RODADA (WIDE SKIRT)


Em Copacabana, na Bolívia
In Copacabana, in Bolivia




Em Copacabana, com índios aymaras
In Copacabana, withe aymara indians




Na Igreja de Nossa Senora de Copacabana
In the Nossa Senora de Copacabana church


No Lago Titicaca - In the Titicaca Lake


CIDADE DE COPACABANA
NO LAGO TITICACA , NA BOLÍVIA

Copacabana é a principal cidade do do Lago Titicaca na Bolívia, de onde partem os barcos que fazem a visita à Ilha do Sol, uma ilha sagrada dos incas. Está localizada há 3.841 metros acima do nível do mar e a 155 Km, de La Paz. Faz fronteira com o Peru. O nome deriva da expressão "kota kahuana" do dialeto aymara, que significa "vista do lago".Em Copacabana está a igreja de Nossa Senhora de Copacabana, onde se encontra uma das imagens mais adoradas da Virgem Maria na Bolívia. O nosso guia em La Paz disse-nos inclusvamente que há inúmeras peregrinaçõesa a partir de La Paz com o objectivo de pagar promessas à Nossa Senhora de Copacabana.


RIO DE JANEIRO


Na Baía de Guanabara
In the Guanabara Bay


ORIGEM DO NOME DO RIO DE JANEIRO

No dia 20 de janeiro de 1502, dia de São Sebastião, os navegadores portugueses chegaram pela primeira vez ao local onde hoje se situa o Rio de Janeiro. Entraram naturalmente pelo porto do Rio e começaram por avistar a Baía de Guanabara. Acreditando que se tratava da foz de um grande rio, deram ao sítio o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, sendo esta a origem do nome da cidade. São Sebastião é uma homenagem ao santo padroeiro do dia da chegada dos navegadores e Rio de Janeiro é uma alusão a um suposto rio que na realidade é a Baía de Guanabara. Claro que o nome foi posto erradamente, pois a Baía de Guanabara não é um rio, é um braço de mar. Mas o nome ficou e o Rio de Janeiro é uma cidade sem rios com o nome de um rio. O núcleo urbano, contudo, só se constituiu passados muitos anos E o município em si só foi fundado em 1565 por Estácio de Sá.


BAÍA DE COPACABANA


Na Baía de Copacabana
In the Copacabana Bay


ORIGEM DO NOME DE
COPACABANANO RIO DE JANEIRO

O nome da baía de Copacabana, no Rio de Janeiro, tem a sua origem no nome da cidade de Copacabana, na Bolívia. Copacabana é a principal cidade do
Lago Titicaca, na Bolívia, de onde patem os barcos que fazem a visita à Isla del Sol, uma ilha sagrada dos Incas. Está localizada a 3.841 metros acima do nível do mar e a 155 Km, de La Paz. Faz fronteira com o Peru.O nome deriva da expressão kota kahuana do dialeto Aymara, que significa "vista do lago".Em Copacabana está a igreja de Nossa Senhora de Copacabana, onde se encontra uma das imagens mais adoradas da Virgem Maria.No século XIX uma réplica da imagem da Virgem Maria foi levada para o Rio de Janeiro, no Brasil, onde foi criada uma pequena igreja para a Nossa Senhora de Copacabana, construída por comerciantes espanhóis. O nome da igreja de Nossa Senhora de Copacabana foi-se difundindo e acabou dando o nome ao bairro de Copacabana. E também deu o nome à rua paralela à Avenida Atlântica, que se chama precisamene Rua de Nossa Senhora de Copacabana.

Domingo, Setembro 20, 2009

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ÚLTIMA VIAGEM: CRUZEIRO NAS CARAÍBAS 2

O NAVIO PACIFIC DREAM


COM O COMANDANTE DO NAVIO

COM DOIS AMIGOS, NA FESTA TROPICAL


COM A CAROLINA E A MARTA, NO RESTAURANTE


COM O PIRATA DAS CARAÍBAS, NO RESTAURANTE


COM O CRISTIANO E O MANUEL, NO RESTAURANTE

NA ÁREA DAS PISCINAS E DOS JACUZZIS

SANTA LÚCIA


NO PORTO DE CASTRIES


NO PORTO DE CASTRIES, COM O PACIFIC DREAM


NA MONTANHA DA FORTUNA


NA MONTANHA DA FORTUNA,
COM UM CASAL VENEZUELANO


NA REDUIT BEACH, COM O CASAL VENEZUELANO,
O MIGUEL, A CAROLINA, O BRUNO E A MARTA

MARTINICA


NO PORTO DE FORT-DE-FRANCE


NA PRAIA DE SALINAS


NA PRAIA DE SALINAS,
COM UMA AMIGA VENEZUELANA


NA PRAIA DE SALINAS, COM VANESSA,
UMA AMIGA VENEZUELANA


NA PRAIA DE SALINAS, COM
OITO AMIGAS VENEZUELANAS

GUADALUPE


NO PORTO DE POINT-À-PITRE


NO PORTO DE POINT-À-PITRE


NO PORTO DE POINT-À-PITRE,
COM DOIS BRASILEIROS


EM POINT-À-PITRE


SAINT MAARTEN


NO PORTO DE PHILIPSBURG, COM
O NAVIO FEEDOM OF THE SEAS


NO PORTO DE PHILIPSBURG, COM O NAVIO
DA ROYAL CARIBBEAN E O PACIFIC DREAM

EM PHILIPSBURG


EM PHILIPSBURG


NA PRAIA DE PHILIPSBURG

TORTOLA



NO PORTO DE ROAD TOWN, COM P PACIFIC DREAM


NUMA MONTANHA DE TORTOLA,
COM ASTURIANOS

NUMA MONTANHA DE TORTOLA


NUMA PRAIA DE TORTOLA


NUMA PRAIA DE TORTOLA, COM ASTURIANOS


ITINERÁRIO DO CRUZEIRO

UM SEGUNDO CRUZEIRO MARAVILHOSO NAS CARAÍBAS

O cruzeiro nas Caraíbas de que vos vamos falar neste artigo foi uma segunda escolha, pois a nossa ideia inicial era fazer um cruzeiro à Terra Santa. A nossa agência de viagens, a Berrelhas Turismo, de Viseu, insistiu, porém, connosco para que fizéssemos um segundo cruzeiro nas Caraíbas, com um itinerário diferente do primeiro. A zona das Caraíbas tem uma quantidade enorme de ilhas, havendo portanto a possibilidade de optar por vários trajectos diferentes. E foi isso que fizemos neste nosso segundo cruzeiro, em que apenas repetimos a ilha de Santa Lúcia. Voámos de Madrid para Santo Domingo, na República Dominicana, num Boing 747 da Pullmantur. O navio do cruzeiro saiu do porto de Santo Domingo no dia 21 de Novembro de 2009 e manteve-se durante um dia e meio em navegação no alto mar. Isso foi óptimo, pois assim tivemos tempo para conhecer o navio e para estabelecer relações de amizade com os restantes passageiros. Contrariamente ao que aconteceu nos cruzeiros anteriores que fizemos, o dia do comandante e o dia da festa tropical tiveram lugar nos dois primeiros dias de navegação. Foram dois dias muito animados, especialmente o dia da festa tropical, em que estivemos na discoteca do navio até à 1 e 30 da madrugada. E já agora convém referir que quando viajamos em cruzeiro normalmente deitamo-nos cedo, à volta da meia-noite.
O navio do cruzeiro foi o Pacific Dream, um navio de grande tonelagem, com capacidade para 1828 passageiros. Mas o número de passageiros que fizeram este cruzeiro foi apenas de 670, não chegando portanto sequer a metade da capacidade do navio. A razão deste diminuto número de passageiros neste cruzeiro deve-se com certeza à época turística baixa e à crise económica mundial. O número de passageiros portugueses também foi diminuto, pois apenas viajaram 12 portugueses.
Mas apesar de todas estas circunstâncias, o cruzeiro foi maravilhoso. O tempo esteve sempre óptimo, com um sol esplendoroso e com muito calor. E as ilhas que visitámos são todas paradisíacas. A primeira ilha onde atracámos foi Santa Lúcia, uma antiga colónia britânica. Visitámos a ilha na companhia de três casais que tínhamos
conhecido no navio. Subimos a uma montanha muito alta, a Montanha da Fortuna, e depois fomos para a Reduit Beach, a melhor praia de Santa Lúcia. A ilha que visitámos a seguir foi a Martinica. Estranhamente ou talvez não, a Martinica continua a ser uma colónia francesa. Portugal foi odiado e atacado durante muitos anos por ter colónias e hoje aliás já não tem nenhuma. Mas a França tem três colónias nesta zona do mundo e ainda tem a Guiana francesa na América do Sul, a Ilha da Reunião no Oceano Índico e a Nova Caledónia no Pacífico. Na Martinica encontrámos oito venezuelanas à saída do navio, no porto de Fort-de-France, e fomos com elas para uma praia fabulosa, a praia de Salinas. Trata-se de uma praia selvagem, rodeada de palmeiras e coqueiros. A praia é enorme, tendo mais de cinco quilómetros de extensão. Passámos um dia maravilhoso com as oito venezuelanas que nos acompanharam, oito venezuelanas muito belas e muito simpáticas. E estabelecemos uma relação de grande cumplicidade com uma delas, a Vanessa, uma venezuelana de origem portuguesa, pois os pais dela nasceram em Aveiro. E ainda por cima a Vanessa falava a língua de Camões e era sem dúvida a mais bela de todas. A ilha que se seguiu foi Guadalupe, outra colónia francesa. Nesta ilha limitámo-nos a visitar a capital, Point-à-Pitre, uma cidade interessante, mas um pouco degradada.
Gostámos muito mais da ilha de Saint Maarten, que alberga uma antiga colónia holandesa e que tem também uma parte francesa. Informaram-nos que a parte francesa é muito interessante e que até tem uma praia de nudismo. Mas nós apenas visitámos a cidade de Philipsburg, que fica na parte holandesa e que tem uma linda praia urbana cheia de gente bonita, mesmo no centro da cidade. A última ilha que visitámos foi Tortola, uma antiga colónia britânica. Em Tortola servimos de guia a um grupo asturiano que não sabia falar inglês. O guia local dava informações em inglês e nós traduzíamos para a língua espanhola. Em Tortola visitámos a capital, Road Town, subimos a uma montanha muito alta com cerca de três mil metros de altura e ainda passámos uma hora numa das praias da ilha. Depois foi o regresso a Santo Domingo, na República Dominicana. E assim terminava em beleza o nosso segundo cruzeiro nas Caraíbas e o nosso terceiro cruzeiro no alto mar.

VIAGEM AÉRIA: MADRID-SANTO DOMINGO

DISTÂNCIA ENTRE MADRID E SANTO DOMINGO - 6000 QUILÓMETROS


Itinerário do Cruzeiro Estrela das Caraíbas

Embarque em Santo Domingo Embarque 20,00 Dom Navegação no alto Mar 2ªF Santa Lucía 09,00 20,00 3ªF Martinica 08,00 18,00 4ªF Guadalupe 08,00 18,00 5ªF Saint Marteen 08,00 18,00 6ªF Tortola 08,00 14,00 Sáb Santo Domingo 10,00 Fim do cruzeiro.

Navio do cruzeiro: Pacific Dream
Ano de lançamento: 1990
(renovado em 2009)
Capacidade 1.828 passageiros
Tonelagem: 46.811 Toneladas
Bandeira Malta
Comprimento: 208 metros
Largura: 29 metros
Velocidade máxima: 21,4 nós
9 convés de passageiros
Total cabinas: 721
Tripulação: 620 tripulantes
Total de passageiros no cruzeiro: 670
Passageiros portugueses:12
PREÇO: 1200 EUROS

Sexta-feira, Agosto 28, 2009

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CRUZEIRO NAS CARAÍBAS 1

ANTILHAS E GRENADINAS
MAPA DO CRUZEIRO

EM ORANJESTAD, CAPITAL DE ARUBA
NA ILHA DE CURAÇAO

NA ILHA DE CURAÇAO


NA SEAQUARIUM BEACH, NA ILHA DE CURAÇAO

NA SEAQUARIUM BEACH

NA ILHA MARGARITA, COM O NAVIO EM FUNDO

NA ILHA MARGARITA

NA ILHA MARGARITA


NUMA PRAIA DA ILHA MARGARITA

NO PORTO DE SAINT GEORGES, EM GRENADA,
COM O NAVIO OCEAN DREAM E UM VELEIRO


NA ILHA DE GRENADA, COM UMA GRENADINA

NA ILHA DE GRENADA, COM UMA GRENADINA

NA ILHA DE GRENADA


NA ILHA DE GRENADA

NA ILHA DE GRENADA

NA REDUIT BEACH, NA ILHA DE SANTA LÚCIA

NO PORTO DE CASTRIES,
NA ILHA DE SANTA LÚCIA

NA ILHA DE BARBADOS

NA PRAIA DE MALIBU, NA ILHA DE BARBADOS


NO NAVIO OCEAN DREEAM



NO PIANO BAR

NO PIANO BAR


NO PIANO BAR, COM UM DRAG QUEEN

NA FESTA TROPICAL, COM UMA BRASILEIRA

ITINERÁRIO DO CRUZEIRO



UM CRUZEIRO MARAVILHOSO NAS CARAÍBAS

Já viajámos por quase todo o mundo, já visitámos todos os continentes, mas nunca tínhamos feito um cruzeiro no mar. Certamente que a nossa visita ao Egipto incluiu um cruzeiro no Rio Nilo, entre as cidades de Luxor e de Assuão. Também é verdade que fizemos pequenos cruzeiros em alguns dos inúmeros países por onde andámos Mas um cruzeiro num rio é diferente de um cruzeiro no mar.
O cruzeiro de que vos vamos falar neste artigo foi a última viagem que fizemos e teve lugar nas Caraíbas. O ponto de partida foi o porto de Oranjestad, na ilha de Aruba. A ilha de Aruba fica a noroeste da Venezuela. O programa da viagem incluiu a parte aérea entre Madrid e Aruba. A viagem aérea e a viagem marítima foram organizadas pela Pullmantur, um operador turístico muito poderoso, pois possui aviões, navios e autocarros. O avião em que nos deslocámos foi um Boing 747 de dois andares, com capacidade para 400 passageiros. O voo entre Madrid e Aruba demorou um pouco mais de nove horas, devido a algumas trepidações no percurso, causadas por ventos contrários de 180 quilómetros à hora. Chegámos a Aruba ao fim da tarde. À nossa espera no aeroporto de Aruba estavam inúmeros autocarros que rapidamente nos transportaram para o nosso navio, o Ocean Dream. No Ocean Dream viajavam 979 passageiros, dos quais 95 eram portugueses, cerca de dez por cento do total dos passageiros, uma quantidade muito apreciável de gente lusa, o que aliás motivou que os anúncios aos turistas fossem feitos em espanhol, em inglês e também em português. Os tripulantes do navio eram 477, o que dá uma relação de um tripulante para cada dois passageiros. Essa relação não é a ideal, pois os navios mais modernos, com mais automatismos, só precisam de um tripulante para cada três passageiros.
Não obstante não ser um dos navios mais actualizados, o Ocean Dream é um navio enorme, com dez andares e com mais de duzentos metros de comprimento. A sua tonelagem é de 35000 toneladas e sua velocidade máxima é de 19 nós. Tem piscinas, ginásio, restaurantes, bares, tem uma discoteca e um casino e tem ainda uma enorme sala de espectáculos. Entre os bares do navio, nós gostámos particularmente do Piano Bar, um bar muito belo totalmente decorado com teclas de piano.
Quanto às ilhas que visitámos, são todas ilhas tropicais fabulosamente belas. A ilha donde partimos, Aruba, é uma antiga colónia holandesa. Fazia parte das Antilhas. Mas separou-se, sendo actualmente um país independente. Tem belas praias, frequentadas por gente muito rica. No que respeita ao turismo, é uma das ilhas mais caras das Caraíbas, assemelhando-se às Maldivas e a outras paradisíacas ilhas, só ao alcance de algumas bolsas. A primeira ilha onde desembarcámos, Curaçao, também é uma antiga colónia holandesa, mas permanece integrada nas Antilhas, sendo a sua capital, Willenstad, também a capital das Antilhas. A cidade de Willenstad é muito colorida, pois as casas têm cores muito berrantes, onde predominam o verde, o vermelho e o amarelo. Depois da visita panorâmica à ilha e à cidade de Willenstad, fomos a uma praia maravilhosa, a Seaquarium Beach. É uma praia privada, onde se pagam três dólares para entrar. Mas é uma praia muito agradável, com uma areia muito branca e um mar muito calmo, que forma uma piscina natural, onde se pode nadar sempre com pé.
A terceira ilha que visitámos foi a Ilha Margarita, que é território da Venezuela. Como a praia mais próxima ficava muito perto do porto onde o nosso navio atracou, passámos o dia inteiro na praia. Estavam nessa praia muitos venezuelanos jovens, que ficaram muito contentes quando lhes dissemos que a nossa pátria era Portugal. Fizeram muitos elogios a Portugal e enalteceram a amizade entre o presidente venezuelano Hugo Chavez e o primeiro-ministro português, José Sócrates. Entre os jovens venezuelanos, encontrava-se uma moça de cerca de quinze anos, a Andrea, que ficou toda a tarde a conversar connosco na praia e que chorou quando se despediu de nós com um beijo muito carinhoso na nossa face. E quando já ia a alguma distância ainda nos disse: Adios António. Foi um dia muito feliz, passado numa praia maravilhosa, com gente que gosta muito de Portugal e com uma moça que gostou muito de nós.
A ilha por onde andámos a seguir, Grenada, foi uma colónia britânica, mas é actualmente um país independente. É sem dúvida a mais bela de todas as ilhas que nós visitámos. Em Saint George´s, a capital de Grenada, alugámos um táxi pela módica quantia de 20 dólares. O taxista conduziu-nos por toda a ilha e tirou-nos belas fotografias, que estão publicadas no post do cruzeiro do nosso blogue. No verdejante Grand Etang National Park de Grenada conhecemos uma bela garota grenadina, uma menina negra muito linda, com bananas e flores na cabeça. Se convidássemos essa moça a comer connosco num restaurante, não precisávamos de pedir a sobremesa.
Ainda visitámos mais duas ilhas, Santa Lúcia e Barbados. Em Santa Lúcia passámos o dia na praia de Reduit, uma praia enorme com mais de dois quilómetros de largura. Em Barbados percorremos a ilha de manhã e passámos a tarde na praia de Malibu, uma praia maravilhosa, conhecida a nível mundial.
Terminada a nossa visita a Barbados, navegámos durante um dia e meio em direcção a Aruba, a ilha donde tínhamos partido. E assim terminou em beleza o nosso maravilhoso cruzeiro nas Caraíbas.

BERRELHAS TURISMO - VISEU

27 de Março/2009-Partida de Madrid as 13h10 com chegada em Aruba as 16h55

ITINERARIO SAÍDA
Data
Escalas
Chegada
Partida

Sexta –Feira 27 Mar 2009
Oranjestad, Aruba

10:00 PM

Sabado 28 Mar 2009
Willemstad, Curacao
7:00 AM
2:00 PM

Domingo 29 Mar 2009
Margarita Island, Venezuela
11:00 AM
10:00 PM

Segunda-feira 30 Mar 2009
St. George's, Grenada
10:00 AM
6:00 PM

Terça –Feira 31 Mar 2009
Castries, St. Lucia
8:00 AM
6:00 PM

Quarta –Feira 01 Apr 2009
Bridgetown, Barbados
8:00 AM
6:00 PM

Quinta –Feira 02 Apr 2009
Em Navegação

Sexta –Feira 03 Apr 2009
Oranjestad, Aruba
8:00 AM

28 de Março /2009-Partida de Aruba as 17h45 chegada a Madrid as 7h45


Preço - 1200 EUROS

Terça-feira, Agosto 25, 2009

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CRUZEIRO DAS CIDADES BÁLTICAS

O NAVIO ZENITH

O CASINO MONTE CARLO DO NAVIO

O RENDEZ-VOUS LOUNGE DO NAVIO


UM BAR DO NAVIO


ITINERÁRIO DO CRUZEIRO


OS GRANDES ÍCONES DO CRUZEIRO

O NEPTUNO DE GDANSK


A PEQUENA SEREIA DE COPENHAGA


O CRUZEIRO

HELSÍNQUIA


EM HELSÍNQUIA



S. PETERSBURGO



À ENTRADA DO MUSEU HERMITAGE


NO MUSEU HERMITAGE

NO MUSEU COM O GUIA VADIM


NO MUSEU HERMITAGE


NO MUDEU COM O S. SEBASTIÃO DE PERUGINO


NO MUSEU COM A ESTÁTUA DE MIGUEL ÂNGELO
O RAPAZ ACOCORADO


NAS MARGENS DO RIO NEVA
COM O PALÁCIO DE INVERNO AO FUNDO


NAS MARGENS DO RIO NEVA


COM A ESTÁTUA DE PEDRO, O GRANDE


NA CATEDRAL DE S. PEDRO E DE S. PAULO


NA CATEDRAL DA RESSURREIÇÃO


NA CATEDRAL DE SANTO ISAAK

NA CATEDRAL DE SANTO ISAAK


TALIM



NO PORTO DE TALIM, COM O ZENITH


NUM PARQUE EM TALLINN


NUMA IGREJA DE TALIM


COM O GRUPO E A GUIA HELEEN


COM A GUIA HELEEN

NO CENTRO HISTÓRICO



ESTOCOLMO


NO PORTO DE ESTOCOLMO


EM ESTOCOLMO


NUM CRUZEIRO PELOS CANAIS
COM O MUNICÍPIO EM FUNDO


NUM CRUZEIRO PELOS CANAIS
COM O CENTRO HISTÓRICO EM FUNDO



GDANSK


NO CENTRO HISTÓRICO DE GDANSK


NO CENTRO HISTÓRICO CON O MUNICÌPIO


NA IGREJA DE SANTA MARIA

NO PORTO DE GDANSK,
ONDE TRABALHOU LECH WALESA


NO PORTO DE GDANSK



COPENHAGA





NO CENTRO HISTÓRICO DE COPENHAGA


NUM CRUZEIRO PELOS CANAIS


NO PARQUE DE ATRACÇÕES TIVOLI


NO TIVOLI



CRUZEIRO DAS CIDADES BÁLTICAS
(PRIMEIRA PARTE)

Já andámos por quase todo o mundo e já viajámos por todos os continentes com excepção da Antártida. Temos privilegiado o continente americano e o continente asiático e podemos afirmar com grande orgulho que já conhecemos a maior parte das nações desses continentes.
No que concerne ao nosso continente, o continente europeu, temos viajado muito pouco e apenas visitámos seis países, a Espanha, a França, a Grã-Bretanha, a Holanda, Itália e a Turquia. Este esquema de viagens obedeceu ao propósito de reservar as viagens para destinos mais próximos para mais tarde, para quando fôssemos mais velho, o que infelizmente, com setenta anos, é já hoje o nosso caso, embora graças a Deus ainda estejamos em forma.
Nesta conformidade, resolvemos fazer uma viagem de cruzeiro no Mar Báltico, em que visitámos algumas cidades europeias que ainda não conhecíamos. Como gostámos muito do cruzeiro da Pullmantur que fizemos em Abril nas Caraíbas decidimos voltar a utilizar os serviços desse prestigiado operador turístico, mas desta vez navegámos no Mar Báltico num navio muito maior e mais potente do que o Ocean Dream, o navio das Caraíbas. Trata-se de um navio, o Zenith, com 207 metros de comprimento e 29 metros de largura, com onze andares, com bares restaurantes, piscinas, jacuzzis, casino, etc. Na viagem que fizemos, o Zenith transportava 1630 passageiros, dos quais apenas onze éramos portugueses. O número de tripulantes era de 670, o que representa uma relação óptima de um tripulante para três passageiros.
A parte aérea da viagem começou em Madrid, num avião da Pullmantur com destino a Helsínquia. No aeroporto da capital da Finlândia tínhamos à nossa espera vários autocarros, que nos transportaram para o nosso navio, que se encontrava ancorado no porto de Helsínquia. O cruzeiro propriamente dito começou portanto em Helsínquia. Navegámos primeiramente rumo a S. Petersburgo, onde o navio esteve atracado durante dois dias e onde tivemos oportunidade de visitar a antiga capital da Rússia. Com efeito, S. Petersburgo foi a capital da Rússia desde o reinado do czar Pedro, o Grande, que foi o seu fundador no início do século XXVIII, até à revolução comunista de 1917.
No primeiro dia em que estivemos em S. Petersburgo passámos quase todo o tempo no Museu Hermitage, que é um dos maiores museus do mundo. Instalado nalgumas dependências do Palácio de Inverno, o Museu Hermitage ocupa dez prédios e trezentas e cinquenta e três salas e tem um acervo valiosíssimo de mais de três milhões de obras de arte, que abrange praticamente todas as épocas, estilos e culturas, desde as épocas primitivas, a época clássica, a Idade Média e o Renascimento até à arte contemporânea. Em relação à arte europeia, é de salientar a presença de artistas como Simone Martini, Leonardo da Vinci, Botticelli, Miguel Ângelo, Velázquez, Degas, Renoir, Matisse e Picasso, entre muitos outros. O guia que nos acompanhou, o Vadim, era um jovem russo muito culto, com quem mantivemos uma conversa muito interessante sobre as obras de arte expostas. E quando nos despedimos, em sinal de amizade, o Vadim deu-nos um grande beijo na face, que nós retribuímos com grande emoção. Enfim, foi uma vibrante despedida, com beijos castos e afectuosos, segundo o costume russo.
Nesse primeiro dia em S. Petersburgo ainda visitámos outras dependências do enorme Palácio de Inverno, um edifício realmente monumental, que foi a residência oficial de Catarina II e de todos os czares depois de Pedro, o Grande. E ainda passeámos na Avenida Alexandre Nevsky, um herói russo dos tempos medievais, cujas vitórias na batalha sobre o gelo e noutras célebres batalhas foram justamente enaltecidas num célebre filme épico do genial cineasta russo Sergei Eisenstein. E também deambulámos nas margens do Rio Neva e à beira dos inúmeros canais que fazem de S. Petersburgo a Veneza da Rússia.
No segundo dia da nossa estadia em S. Petersburgo, dedicámos o dia às catedrais da cidade dos czares, tendo visitado as catedrais da Ressurreição, de Santo Isaac e de S. Pedro e S. Paulo. A catedral da Ressurreição, construída pelo czar Alexandre III, é mais russa e a mais bela de todas, com os lindos ícones que povoam o seu interior e com as suas elegantes e monumentais cúpulas com remates em bolbo ou cebola. A segunda catedral que visitámos, a catedral de Santo Isaac, é inspirada na Basílica de S. Pedro do Vaticano, mas é diferente, pois repete a frontaria nos seus quatro lados. Nota-se aí o propósito de Pedro, o Grande, de injectar a arte e a cultura europeia no mundo algo primitivo da Rússia do início do século XVIII.
Quanto à catedral de S. Pedro e S. Paulo, é a mais antiga de todas. Instalada na fortaleza de S. Petersburgo com o mesmo nome, nela se encontram os túmulos de todos os czares russos desde Pedro o Grande até ao czar Nicolau II, que como se sabe foi barbaramente assassinado, juntamente com toda a família real, pelos comunistas, por ordem de Lenine, depois da revolução bolchevique de 1917.
Com a visita à catedral e à fortaleza de S. Pedro e S. Paulo, terminava a nossa visita a S. Petersburgo. Na segunda parte deste artigo, continuaremos a falar de S. Petersburgo e falaremos também de todas as restantes cidades bálticas que visitámos.

CRUZEIRO DAS CIDADES BÁLTICAS
(SEGUNDA PARTE)

Na primeira parte do nosso artigo sobre o cruzeiro das cidades bálticas falámos sobre a viagem e sobre as características do navio, o Zenith. Mas em relação às cidades que visitámos, apenas falámos de S. Petersburgo, que foi sem dúvida a mais rica das cidades bálticas em que estivemos. S. Petersburgo tem inúmeros monumentos muito importantes e por isso tivemos de nos alongar na descrição da cidade. Além do mais, os dois dias que passámos em S. Petersburgo foram dois dias maravilhosos, com um céu limpo esplendorosamente azul e com um sol forte e quente, muito semelhante ao sol que tínhamos deixado em Portugal.
A temperatura durante o dia, a rondar os vinte e cinco graus, deu para andar de manga curta e de calções. E à noite, após o jantar, ficávamos na popa do navio a contemplar as noites claras dessa cidade do norte da Rússia que Dostoiévski tão bem descreveu no seu romance Noites Brancas. Esse romance, o mais romântico de todos os romances de Dostoiévski, passa-se em S. Petersburgo e fala-nos das quatro noites de um sonhador. S. Petersburgo é realmente uma cidade de sonho. Quando o nosso navio começou lentamente a afastar-se do porto dessa cidade dos palácios, das catedrais, dos czares, dos canais e das noites brancas, apossou-se de nós uma grande tristeza, pois os dois dias que tínhamos passado em S. Petersburgo tinham sido dois dias de grande felicidade. Mas o cruzeiro tinha de prosseguir.
E o navio dirigiu-se para Talim, a capital da Estónia. A Estónia é um país que fazia parte da extinta União Soviética, mas hoje é um país independente e até é membro da União Europeia. Nota-se neste país um grande ódio à Rússia comunista, que o ocupou e subjugou durante décadas. Talim é uma cidade relativamente pequena, mas tem um centro histórico muito belo. Nesse centro histórico, gostámos especialmente da praça onde se situa o município e onde também se situa uma velha farmácia, que a guia nos disse ser a farmácia mais antiga do mundo.
A guia que nos acompanhou na visita a Talim, a Heleen, era uma rapariga muito nova, muito simpática e muito bela. Estava sempre muito bem disposta e tinha um riso contagiante. Usava calções muito curtos, à brasileira, que lhe realçavam a beleza das pernas. Era também portanto muito sexy. Os leitores podem ver imagens da Heleen no nosso blogue. À semelhança do que tinha acontecido em S. Petersburgo, em Talim também encontrámos um tempo excelente.
O pior aconteceu na cidade seguinte, em Estocolmo. Aí deparámos com muito frio e com muita chuva. Dadas as circunstâncias climáticas adversas, limitámo-nos a fazer um cruzeiro pelos canais da capital da Suécia, em que percorremos as 14 ilhas em que a cidade se espraia. Estocolmo é uma cidade ecologicamente exemplar, dividida fundamentalmente em três partes, em que a parte urbana ocupa um terço, a parte verde outro terço e os canais ocupam o terço restante.
Estocolmo foi a única cidade em que o tempo atmosférico não nos ajudou. Na cidade que visitámos a seguir, Gdansk, caíram apenas alguns aguaceiros fracos que não prejudicaram a nossa visita. Gdansk situa-se no norte da Polónia e é uma cidade muito relevante, pois tem um porto muito importante. É uma cidade que os alemães ocuparam durante muito tempo dando-lhe o nome de Dantzig. É que a Alemanha é um país interior e Gdansk funcionava como uma abertura para o mar. O guia que nos acompanhou em Gdansk, o Marius, disse-nos que nesta parte da Polónia ocupada primeiramente pela Alemanha e depois pela Rússia há um ódio enorme a esses países.
Em Gdansk visitámos o porto onde Lech Walesa trabalhou como estivador e operário. Posteriormente, Lech Walesa fundou o sindicato livre Solidariedade, que lutou contra o regime polaco de obediência soviética e conseguiu, com a ajuda do papa polaco João Paulo II, instaurar na Polónia um regime democrático. E o operário e sindicalista Lech Walesa foi o primeiro presidente da Polónia livre.
Gdansk, a cidade natal de Lech Walesa, é na realidade apenas uma parte de uma área metropolitana enorme, com cerca de oitocentos mil habitantes. O centro histórico de Gdansk é muito bonito, com as suas casas vetustas alinhadas nas margens do Rio Vístula e dos inúmeros canais que fazem de Gdansk a Veneza da Polónia. Também visitámos a principal igreja de Gdansk, a Igreja de Santa Maria. Contrariamente ao que acontece na Rússia e na Estónia, as igrejas polacas são quase todas católicas. A única excepção é precisamente Gdansk, em que há algumas igrejas protestantes, devido à ocupação alemã de que já falámos.
E o nosso cruzeiro terminou em Copenhaga, a capital da Dinamarca. Copenhaga é uma cidade com muitas ilhas, com muita água e com muitos canais. Começámos por visitar o seu palácio real, que é hoje a sede dos três poderes, executivo, legislativo e judicial. Em seguida fizemos um deslumbrante cruzeiro de uma hora pelos canais da cidade, em que passámos pela pequena sereia, o grande ícone de Copenhaga. Por fim, visitámos o Tivoli, que é o parque de atracções mais antigo do mundo. A nossa guia disse-nos que o cineasta Walt Disney esteve neste parque em 1941 e foi nele que se inspirou para criar a Disneylândia. É realmente um espaço de atracões absolutamente fabuloso, com carrosséis, rodas gigantes, pistas de diversões, cafés, teatros, restaurantes, etc., etc. Terminada a visita ao Tivoli de Copenhaga, regressámos ao navio e no dia seguinte voámos para Madrid, onde apanhámos o autocarro para Portugal. E assim terminava uma viagem culturalmente muito valiosa por algumas cidades maravilhosas do norte da Europa.

AGÊNCIA DE VIAGENS
BERRELHAS TURISMO - VISEU
OPERADOR TURÍSTICO - PULLMANTUR

SERVIÇOS PRÉ-CRUZEIRO

MÊS DE AGOSTO DE 2009

Sábado - 8 Madrid - Embarque 13,10

Sábado - 8 Helsínquia - Chegada 17,30

ITINERÁRIO DO CRUZEIRO

Sábado - 8 - Helsínquia - Embarque 20.30

Domingo - 9 - São Petersburgo - Chegada 11.00

Segunda - 10- São Petersburgo - Saída 19.00


Terça - 11 - Tallin (Estonia) -
09,00 16,00

Quarta - 12 - Estocolmo - 0
7,30 17,00

Quinta - 13 Gdansk
(Polónia) 14,30 20,00

Sexta - 14 - Copenhaga 14,30 20.00

Sábado - 15 - Copenhaga - 14.00 Desembarque. Fim do cruzeiro

SERVIÇOS PÓS-CRUZEIRO
Voo PLM6129

Sábado - 15 - Copenhaga - 18.40

Sábado - 15 - Madrid 22.00

PREÇO DO CRUZEIRO: 2200 EUROS
PREÇO DAS EXCURSÕES
BELEZAS DE S. PETERSBURGO: 69 EUROS
CATEDRAIS DE S. PETERSBURGO: 55 EUROS
O MELHOR DE TALLINN: 47 EUROS
CANAIS DE ESTOCOLMO: 55 EUROS
SENSAÇÕES DE GDANSK: 42 EUROS
O MELHOR DE COPENHAGA: 89 EUROS
TOTAL: 412 EUROS

Domingo, Agosto 23, 2009

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AVATAR

GLOBOS DE OURO
AVATAR FOI O GRANDE VENCEDOR

MELHOR FILME (DRAMA) - AVATAR
MELHOR REALIZADOR - JAMES CAMERON
MELHOR FILME MUSICAL OU COMÉDIA - A RESSACA,
DE TODD PHILIPPS
MELHOR ACTOR (DRAMA) - JEFF BRIDGES,
EM CRAZY HEART
MELHOR ACTRIZ (DRAMA) - SANDRA BULLOCK,
EM THE BLIND SIDE
MELHOR ACTOR (COMÉDIA) - ROBERT DOWNEY JUNIOR,
EM SHERLOCK HOLMES
MELHOR ACTRIZ (COMÉDIA) - MERYL STREEP
EM JULIE E JULIA
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - CHRISTOPH WALTZ,
EM SACANAS SEM LEI
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - MO NIQUE,
EM PRECIOUS
AVATAR




AVATAR


Avatar é uma obra-prima cinematográfica de cinco estrelas. É o grande vencedor dos globos de ouro, pois ganhou na categoria de melhor filme e de melhor realizador (James Cameron). Avatar é também o grande favorito na corrida para os óscares. Estamos a falar de um fabuloso filme de ficção científica, que consideramos situar-se num altíssimo nível, muito próximo de 2001 Odisseia no Espaço, de Solaris e de Blade Runner. Além disso, é um marco inovador na história do cinema, em termos de tecnologia cinematográfica, com o seu formato inédito 3D digital. O seu realizador é James Cameron, o renomado cineasta que dirigiu o filme Titanic, campeão dos óscares e das bilheteiras, e várias outras obras-primas do cinema. James Cameron deu-se ao luxo de criar uma língua nova, a língua navi, para os habitantes do planeta Pandora, o planeta distante situado numa galáxia longínqua em que se passa a acção do filme. É portanto um filme de visão obrigatória, que recomendamos vivamente aos visitantes do nosso blogue e a todos os cinéfilos em geral.

António Rocha


AVATAR


AVATAR é um filme épico de ficção científica escrito e dirigido por James Cameron. Os principais intérpretes são Sam Worthington, Zoë Saldaña, Sigourney Weaver e Stephen Lang. O filme foi produzido por Lightstorm Entertainment e distribuído pela 20th Century Fox. O filme concentra-se num conflito épico em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três gigantes gasosos fictícios orbitando Alpha Centauri. Em Pandora, os colonizadores humanos e os nativos humanóides, os Na'vi, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa.[3] O título do filme refere-se aos corpos humano-Na'vo geneticamente modificados e remotamente controlados usados pelos personagens humanos do filme para interagir com os nativos.James Cameron trabalhou no filme Avatar desde 1994, tendo escrito um roteiro de 114 páginas, Este é o seu primeiro filme após o Titanic. As filmagens deveriam ter-se iniciado logo após Titanic e o filme teria sido lançado em 1999. Ele afirmou que se Avatar for bem sucedido, realizará duas sequências do filme. O filme foi lançado em formatos 2D tradicional e 3D. A crítica diz que Avatar é uma inovação em termos de tecnologia cinematográfica devido ao seu desenvolvimento com visualização 3D e gravação com câmeras que foram feitas especialmente para a produção do filme. O orçamento oficial do filme foi de U$ 237 milhões e as receitas mundiais no primeiro fim-de-semana de estreia foi de US$ 232.180.000, o sétimo maior da história do cinema e o maior para um filme original, que não é adaptação ou sequência Em menos de um mês Avatar superou um bilião de dólares de receitas (o quinto filme a alcançar essa cifra), e é actualmente a quarta maior bilheteira da história do cinema.

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

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VISEU DE ROADRUNNER - THE CITY OF ROADRUNNER

A VERDADEIRA VIAGEM, OU AS VERDADEIRAS DESCOBERTAS, NÃO CONSISTEM EM ENCONTRAR NOVAS PAISAGENS, MAS SIM EM ARRANJAR NOVOS OLHOS.
MARCEL PRUST


IGREJA DA MISERICÓRDIA


PRAÇA DE D. DUARTE - ESTÁTUA DO REI


PRAÇA D. DUARTE


RUA DIREITA



RUA DA PAZ


ROSSIO


ROSSIO

SANTA CRISTINA - BISPO ALVES MARTINS


SANTA CRISTINA


VISEU


Viseu é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Viseu, na Região Centro e subregião de Dão-Lafões, com 68.000 habitantes. É sede de um município com 507,10 km² de área, com 34 freguesias e 98 167 habitantes segundo os últimos dados do INE de 2006. O município é limitado a norte pelo município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste por São Pedro do Sul. Segundo um estudo da DECO de 2007, Viseu é a melhor cidade, entre as 76 do estudo, para se viver em Portugal.Segundo a lenda da cidade, em pleno processo de Reconquista, um membro de um grupo de guerreiros chegado à cidade pelo lado oriental, onde se intersectam os rios Pavia e Dão, perguntou: «Que viso (vejo) eu?». Desta pergunta, nasceria o nome da cidade. No entanto, entre os anos 712 e 1057, intervalo da ocupação árabe, Viseu era conhecida por Castro Vesense — Vesi significado "visigodo".Outra lenda, mais verosímil e referida no brasão da cidade, sugere que teria vivido na região um rei de nome D. Ramiro II (provavelmente Ramiro II de Leão) que, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, por quem se apaixonou. Tal foi a paixão que se apoderou do rei, que este raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria às mãos dos soldados do rei Ramiro.As origens de Viseu remontam à época castreja e, com a Romanização, ganhou grande importância, quiçá devido ao entroncamento de estradas romanas de cuja prova restam apenas os miliários (passíveis de validação pelas inscrições) que se encontram: dois em Reigoso (Oliveira de Frades), outros dois em Benfeitas (Oliveira de Frades), um em Vouzela, dois em Moselos (Campo), um na cidade (na Rua do Arco), outro em Alcafache (Mangualde) e mais dois em Abrunhosa (Mangualde); outros mais existem, mas devido à ausência de inscrições, a origem é duvidosa. Estes miliários alinham-se num eixo que parece corresponder à estrada de Mérida (Espanha), que se intersectaria com a ligação Olissipo-Cale-Bracara, outros dois pólos bastante influentes. Talvez por esse motivo se possa justificar a edificação da estrutura defensiva octogonal, de dois quilómetros de perímetro — a Cava de Viriato.Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região. Depois da ocupação romana da península, seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no séc. VI. No séc. VIII, foi ocupada pelos muçulmanos, como a maioria das povoações ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e muçulmanos. De destacar a morte de D. Afonso V de Galiza e Leão, rei de Leão e Galiza, no cerco a Viseu em 1027 morto por uma flecha oriunda da muralha árabe (cujos vestígios seguem a R. João Mendes, Largo de Santa Cristina e sobem pela R. Formosa). A reconquista definitiva caberia a Fernando Magno, Rei de Leão e Castela depois de assassinar em 1O37 o legítimo Rei Bermudo III (filho de Afonso V) vencedor da batalha de Cesar em 1035 (segundo a crónica dos Godos).Mesmo antes da formação do Condado Portucalense, Viseu foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique que, em 1123 lhe concedem um foral. O segundo foral foi-lhe concedido pelo filho dos condes, D. Afonso Henriques, em 1187, e confirmado por D. Afonso II, em 1217.Já no séc. XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu foi atacada, saqueada, e incendiada pelas tropas de Castela e D. João I mandou erigir um cerco muralhado defensivo — do qual resta pouco mais que a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, para além de escassos troços de muralha — que seriam concluído apenas no reinado de D. Afonso V — motivo pelo qual a estrutura é conhecida pelo nome de muralha afonsina — já com a cidade a crescer para além do perímetro da estrutura defensiva.No séc. XV, Viseu é doada ao Infante D. Henrique, na sequência da concessão do título de Duque de Viseu, cuja estátua, construída em 1960, se encontra na rotunda que dá acesso à rua do mesmo nome.No séc. XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de Viseu, e assiste-se a uma expansão para actual zona central, o Rossio que, em pouco tempo, se tornaria o ponto de encontro da sociedade, e cuja primeira referência data de 1534. É neste século que vive Vasco Fernandes, um importante pintor português cuja obra se encontra espalhada por várias igrejas da região e no Museu Grão Vasco, perto da Sé.No séc. XIX é construído o edifício da Cãmara Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte do comércio e construções medievais.

Quinta-feira, Agosto 20, 2009

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VISEU CEMITÉRIO DE ARQUITECTOS E OUTROS TEXTOS

MERCADO 2 DE MAIO

MERCADO 2 DE MAIO

PAVILHÃO MULTIUSOS


LAJES DA CAVA DE VIRIATO


LAJES DA CAVA DE VIRIATO

PRAÇA DO ROSSIO


VISEU
CEMITÉRIO DE
ARQUITECTOS

Já tínhamos em Viseu algumas nulidades urbanísticas e arquitectónicas. Em primeiro lugar cumpre referir o novo Mercado 2 de Maio, um espaço cheio de vida que o Arquitecto Siza Vieira transformou num autêntico cemitério sem campas nem sepulturas, isto é, num espaço frio e morto.
Com efeito, o Arquitecto Siza Vieira, em vez de revitalizar o espaço do antigo Mercado 2 de Maio, projectou uma obra medíocre e irrealista, com todas as consequências daí inerentes, tendo nomeadamente causado um imenso prejuízo no que se refere ao aproveitamento para fins comerciais do próprio Mercado 2 de Maio e também das ruas adjacentes. E assim, um mercado que funcionava em pleno no tempo da antiga praça passou a funcionar deficientemente, com algumas lojas com pouca clientela e com algumas tascas e com alguns bares, que só dinamizam o espaço nas noites de Verão. Mas também as ruas contíguas, que eram intensamente comerciais, como era o caso da Rua do Comércio, da Rua Direita e da Rua Formosa, foram paulatinamente perdendo o intenso movimento que as animava em todos os dias úteis da semana. E essa desertificação alargou-se a todo o centro histórico da cidade de Viseu. Por outro lado, o novo Mercado 2 de Maio resultante do projecto de Siza Vieira é um descomunal buraco vazio e nessa medida é um enorme atentado à beleza do espaço urbanístico envolvente, com especial relevo para a Rua do Comércio e para a Rua Formosa, sem dúvida os arruamentos mais belos da cidade de Viseu.
Em segundo lugar cumpre referir o Pavilhão Multiusos, do Arquitecto Manuel Salgado, uma obra pesadona com pouco uso e com pouca utilidade, que mais parece um gigantesco contentor do que uma obra nobre de arquitectura. É aliás uma obra que em nada beneficia o espaço da Feira de São Mateus, onde está inserida. É precisamente o contrário que acontece, pois a Feira de São Mateus, que já não tinha o espaço junto às margens do Rio Pavia, teve de emagrecer ainda mais devido à construção do Pavilhão Multiusos.
Já tínhamos portanto o novo Mercado 2 e Maio e o Pavilhão Multiusos.
Agora temos também a pavimentação do antigo passeio superior da Cava de Viriato, com uma sucessão de lajes separadas por intervalos enormes, conforme se pode ver na imagem que ilustra este texto. O autor de tal disparate, o Arquitecto Gonçalo Byrne, devia ter dado uma volta pelo excelente passeio pedonal junto ao Rio Pavia, pois aí teria encontrado muitas lajes, todas devidamente ajustadas. Bastava ao arquitecto copiar o que aí foi feito para fazer uma obra aceitável no passeio superior da Cava de Viriato. Mas em vez disso o Arquitecto Gonçalo Byrne pôs-se a inventar e fez evidentemente uma grande asneira. O projecto total da Cava de Viriato, que é globalmente muito bom, foi elaborado pelo já referido Arquitecto Gonçalo Byrne, um arquitecto conhecido no país e no estrangeiro. Não se compreende, portanto, que o Arquitecto Gonçalo Byrne tenha projectado para o passeio superior da Cava de Viriato uma sucessão de lajes com intervalos enormes, que são uma autêntica ratoeira e que são consequentemente um perigo para os adultos e para as crianças, que neles podem partir uma perna ou um pé. A não ser que tenha na família médicos ortopedistas, não se compreende que o Arquitecto Gonçalo Byrne tenha feito um projecto destes para o passeio superior da Cava de Viriato. Mas a verdade é que Siza Vieira e Manuel Salgado também projectaram em Viseu obras medíocres que não valem nada.






O NOVO MERCADO 2 DE MAIO

Nas nossas inúmeras deambulações pelas ruas e pelas praças de Viseu, gostamos de nos misturar com o povo e sentir o seu hálito, o seu respirar, o seu suor e o seu perfume barato. E nesses sucessivos actos de amor com as gentes da nossa urbe, procuramos sorver esse panteísmo existencial que Walt Whitman, o célebre poeta norte-americano que Fernando Pessoa e Garcia Lorca tanto amaram, tão bem descreveu nos seus poemas à flor da pele e à flor do sexo.
Nesses enlaces prolongados com a nossa cidade, também procuramos ouvir o que dizem as pessoas, quais as suas opiniões sobre isto ou sobre aquilo, procuramos enfim apalpar e sentir o espírito dos viseenses, os seus anseios, as suas aspirações, ou mais simplesmente, as suas críticas e as suas queixas.
E foi assim que aqui há uns tempos, estando nós a contemplar pela centésima vez o novo Mercado 2 de Maio, umas pessoas nossas conhecidas que passavam na Rua Formosa aproximaram-se de nós e disseram-nos com ar convicto, apontando para o local: Isto parece o cemitério do Prado do Repouso.
No entanto, não escutámos só essa opinião, pois na Rua Formosa passa muita gente e ouvem-se as mais dispares opiniões sobre o sítio em causa, desde os comentários sobre as magnólias que estão a secar ou sobre os estabelecimentos que estão com as portas fechadas ou que só abrem para a Rua do Comércio; ou ainda sobre a iluminação rasteira, que no Mercado 2 de Maio mais parece a luz lúgubre de um filme de terror com cadáveres ao luar em noivados sepulcrais.
Há ainda outras pessoas que não se perdem em divagações cinéfilas e dizem muito sinteticamente que o novo Mercado 2 de Maio é uma autêntica merda. Mas o mais engraçado é que, mais recentemente, íamos nós a subir a Rua Direita, numa manhã de Sábado com muita gente a circular, fomos ultrapassados por umas pessoas que iam a afirmar, alto e bom som, que o Siza Vieira tinha construído um cemitério novo em Viseu.
Escusado será dizer que nós concordamos inteiramente com estas opiniões e também achamos que o novo Mercado 2 de Maio, tal como está, é um espaço morto, um verdadeiro cemitério. Um espaço que, pelos vistos, só serve e mal para nele se realizarem meia dúzia de espectáculos por ano e ainda por cima no sítio errado, pois esse sítio, a antiga Praça do Peixe, além de frio e ventoso, não permite à maior parte dos espectadores uma visão correcta, pois o terreno onde o palco se encontra situado não tem qualquer inclinação.
Numa das poucas noites deste último Verão em que houve animação no novo Mercado 2 de Maio, à saída de um espectáculo que lá tinha tido lugar, uma pessoa nossa amiga, com conhecimentos de arquitectura, perguntou-nos se tínhamos gostado do espectáculo e nós respondemo-lhe que não tínhamos visto espectáculo nenhum, só tínhamos visto umas cabeças a mexerem-se e pouco mais.
A pessoa em questão, que tinha desfrutado o espectáculo nas mesmas condições, também era de opinião que o palco estava no sítio errado e até acrescentou que o sítio mais apropriado para colocar um palco naquele lugar seria na parte de baixo do novo Mercado 2 de Maio, junto ao pórtico principal, com os espectadores virados para a Rua Formosa, pois aí o terreno tem alguma inclinação.
Por tudo isto se vê que a obra foi pensada apressadamente e deficientemente projectada ou então o Arquitecto Siza Vieira não se dignou descer do seu elevado pedestal e tomar em atenção e tentar corrigir este lamentável erro urbanístico. Tal como as coisas estão, com uma animação deficiente durante um curto período e sem qualquer vida durante a maior parte do ano, não seria realmente má ideia transformar todo aquele espaço num cemitério, o que seria facílimo e não subverteria grandemente o projecto de Siza Vieira.
Bastaria edificar uma capela no sítio onde está o palco e substituir as magnólias, outra ideia infeliz do arquitecto, por uns ultra-românticos e funéreos ciprestes, que são árvores mais apropriadas para um cemitério. Transformado em cemitério, o Mercado 2 de Maio teria enfim alguma utilidade. E com esta pequena alteração, viria ao de cima a verdadeira vocação de Siza Vieira, que é projectar espaços mortos.

OBRAS NO PRAÇA DO ROSSIO EM VISEU

As obras que tiveram lugar recentemente na Praça da República, mais conhecida por Rossio, foram objecto de várias críticas, a maior parte das quais desfavoráveis às obras em causa. Apesar de estarmos de acordo com a maior parte dessas críticas desfavoráveis, a nossa opinião não é tão radical e pensamos mesmo que essas obras trouxeram também coisas positivas. Entre essas coisas positivas, há que salientar em primeiro lugar a iluminação do painel de azulejos que limita a praça nos lados sul e leste. Trata-se de um painel de azulejos muito apreciado pelos viseenses e pelos turistas. Assim iluminado, também pode ser visto de noite em todo o esplendor das suas formas e das suas cores.
A outra coisa positiva que as obras recentes no Rossio trouxeram à praça viseense foi a iluminação da Câmara Municipal de Viseu. Situada no lado oeste da praça, o edifício onde funciona a autarquia viseense é um nobre edifício neo-clássico, construído no século XIX, quando o Rossio era um mero logradouro fora das muralhas e se chamava Passeio de D. Fernando. A iluminação frontal e lateral do edifício da Câmara veio dar-lhe à noite outro destaque e outra beleza, especialmente na Primavera e no Verão, em que a Câmara está escondida pelas frondosas árvores, com copas enormes, que povoam o Rossio.
A iluminação do painel de os azulejos e a iluminação da Câmara Municipal são portanto as coisas positivas que as recentes obras trouxeram ao Rossio.
Já em relação aos candeeiros que foram postos no Rossio, não podemos de maneira nenhuma concordar com a sua colocação, pois são muito mais feios do que aqueles que lá estavam. Além de emitirem menos luz que os anteriores, são demasiado altos para uma praça fechada, com muitas árvores e que ainda por cima é relativamente pequena. Com efeito, o Rossio não é a Praça da Concórdia, na cidade de Paris, ou a Praça de Tiananamen, na cidade de Pequim. Nessas praças, que são praças enormes e abertas, teriam pleno cabimento os candeeiros do Rossio e porventura candeeiros até maiores. Mas no Rossio esses candeeiros demasiado altos têm um aspecto verdadeiramente horroroso. Ainda por cima são mais que muitos e têm cinco lâmpadas cada um. Felizmente que durante o dia ninguém os vê, pois estão escondidos pelas árvores. Mas durante a noite são um autêntico desastre. Parecem horrorosos fantasmas a passearem numa praça que era muito bela e que agora, com tais candeeiros, de tornou muito feia.

Terça-feira, Agosto 18, 2009

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CINE CLUBE DE VISEU

COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS DO
CINE CLUBE DE VISEU

No 30º aniversário do Cine Clube de Viseu
In the 30º aniversary of the Viseu club of cinema
No 30º aniversário do Cine Clube de Viseu,
com o Ricardo Pais, o Armando e o Alex
No 30º aniversário do Cine Clube de Viseu

O LIVRO CINE CIDADE


A PROPÓSITO DO LIVRO CINE CIDADE


Teve lugar na loja FNAC do Palácio do Gelo, no dia 30 de Novembro de 2008, o lançamento do livro Cine Cidade. Este livro, da autoria de Fernando Giestas, é uma edição do Cine Clube de Viseu e tem como propósito narrar a história dos cinquenta anos do Cine Clube de Viseu. O livro fala dos filmes apresentados pelo Cine Clube, das salas onde esses filmes foram exibidos e fala também dos protagonistas que intervieram na história do Cine Clube.
No capítulo referente aos protagonistas, aparece o Zé Fernandes, que é o grande mentor e ditador do Cine Clube de Viseu, cuja sigla, CCV, também significa Comité Central de Viseu. Embora fosse de recear o pior, apesar de tudo foi com grande espanto que lemos algumas páginas deste livro editado pelo Cine Clube de Viseu. Nessas páginas aparece com algum destaque um professor primário licenciado pela Universidade da Via Rápida de Mangualde, que se chama Joaquim Alexandre, mas que é mais conhecido por Alex.Esse indivíduo é dirigente do Cine Clube de Viseu e foi director do jornal do Cine Clube, Argumento.
Acontece que esse Alex, na qualidade de director do Argumento, censurou e proibiu a publicação de um artigo meu nas páginas do jornal do Cine Clube, porque nesse artigo eu criticava as escolhas do Cine Clube no que concerne à programação de cinema do Auditório Mirita Casimiro, escolhas essas que estavam a desertificar o auditório e que aliás levaram ao encerramento temporário do mesmo.
Agora esse Alex tem o descaramento de dizer no livro Cine Cidade que foi ele o censurado, pois com a sua proibição do meu artigo ele já não teve possibilidade de publicar um desmentido. O que eu digo a esse Alex é que não é conveniente brincar com a liberdade de imprensa, pois a liberdade de imprensa é uma coisa séria e por isso deve ser discutida apenas por gente democrática e não por gente cínica e antidemocrática como é o caso do Alex.
Outra frase que aparece no livro e que merece destaque é do Zé Fernandes e nela esse sinistro dirigente do Cine Clube de Viseu até se gaba de me ter excluído dos corpos gerentes do Cine Clube, dizendo que ou ficava ele ou ficava eu, eu António Rocha, evidentemente.
Mas eu agora digo ao Zé Fernandes que não sou nem nunca fui contra o cinema americano nem contra os Estados Unidos da América e que também não sou nem nunca fui adepto do terrorismo ou simpatizante de meios violentos e sangrentos de combate político.
E que consequentemente trabalhar com o Zé Fernandes no Cine Clube está fora de questão. Pode portanto o Zé Fernandes estar descansado que eu nunca mais voltarei a ser dirigente do Cine Clube de Viseu nem com ele, Zé Fernandes, nem com a gente que o rodeia, gente essa que ele controla e manipula a seu bel-prazer.


SOMBRAS E CLARIDADES
NOS CINQUENTA ANOS
DO CINE CLUBE DE VISEU


O Cine Clube de Viseu vai comemorar durante o próximo ano cinquenta anos de existência. Trata-se de uma instituição que foi importante tanto sob o ponto de vista político como sob o ponto de vista cultural. Criado durante a vigência do regime fascista, o Cine Clube de Viseu foi durante os primeiros anos da sua existência uma entidade divulgadora daquilo que na altura se considerava o bom cinema.
É certo que, consultando agora a programação dessa época, se vê que muitos dos filmes exibidos nessa altura não passavam de películas pretensiosas ou de banais mediocridades. Enfim, os critérios de qualidade e os gostos variam conforme as épocas e as circunstâncias sociais e políticas. Mas a principal característica do Cine Clube de Viseu era o facto de ser uma associação de pessoas antifascistas, que assim combatiam, com as armas da cultura, o regime ditatorial português.
Quando entrámos para o Cine Clube de Viseu, ainda no nosso tempo de estudante, não percebíamos nada de cinema. Mas é óbvio que o fizemos porque sabíamos que íamos encontrar nessa associação pessoas democráticas como nós. A nossa opção, como a da maior parte das pessoas que entraram para os cine clubes nessa altura, era um opção principalmente política.
E essas pessoas, que assistiam às sessões do cine clube no Cine Rossio de boa memória, eram antifascistas, mas não eram sequer pessoas revolucionárias, muito longe disso. Eram, pelo contrário, pessoas que pertenciam à chamada alta sociedade viseense e que não abdicavam sequer dos seus lugares marcados nas sessões de cinema comerciais normais. Podemos dizer que era um clube de cinema elitista, formado na sua maioria por doutores, numa altura em que um curso superior tinha um valor que hoje já não tem.
Posteriormente, nós entrámos numa direcção do Cine Clube de Viseu, ainda no tempo da ditadura. Era uma direcção presidida pelo Dr. João Lima, de que faziam parte, entre outros, o Jorge Teixeira, o Dr. Sá Correia e o Humberto Liz. Este último é uma figura importante, pois foi o fundador e o principal impulsionador do cine clube durante muito tempo. Ainda nos lembramos do primeiro filme por nós escolhido e exibido, a fabulosa obra-prima do genial realizador George Cukor, As Girls. Bons tempos, em que o cine clube ainda exibia filmes americanos!
Foi uma sessão muito concorrida, para a qual convidámos o Governador Civil do distrito, o Presidente da Câmara da cidade de Viseu e outras individualidades. Enfim, os tempos ainda eram de ditadura, mas o governo de Marcello Caetano prometia uma abertura que depois não se concretizou. Claro que na altura em que integrámos a direcção do Cine Clube de Viseu nós já percebíamos bastante de cinema, embora não tivéssemos ainda frequentado a Escola Superior de Cinema do Conservatório de Lisboa.
Era aliás uma época propícia à divulgação do bom cinema, com as pessoas fortemente interessadas em filmes polémicos e proibidos de grande qualidade, alguns dos quais a censura aos poucos ia deixando exibir. Efectivamente, com Marcello Caetano a censura tornou-se gradualmente menos repressiva e os cine clubes obviamente também lucraram com o clima de abertura em que então se vivia.
Convém ainda acrescentar que no tempo do fascismo os cine clubes eram dirigidos em moldes democráticos e não nos consta que houvessem expulsões e purgas. Infelizmente, com o advento da liberdade é que as coisas se complicaram no que concerne à democraticidade do funcionamento dos cine clubes.
O processo aliás é fácil de explicar, no que respeita ao Cine Clube de Viseu. Dentre as pessoas de esquerda que formavam o seu núcleo dirigente, as mais moderadas foram banidas ou foram-se afastando. Também foram afastadas pessoas de uma certa esquerda, como foi o caso do Dr. Perfeito Lopes, uma pessoa muito culta, que foi um brilhante presidente durante os anos conturbados do PREC. À divisa antifascista dos tempos da resistência seguiu-se a divisa comunista e, após a derrocada do comunismo, seguiu-se um anti-americanismo feroz e, a nível interno, uma política pidesca de controlo e de censura.
E daí que numa recente entrevista a um jornal local um dirigente do Cine Clube de Viseu se tenha gabado de não exibir filmes de Hollywood nas suas sessões. E daí que o cine clubista Joaquim Alexandre, mais conhecido por Alex, na altura em que era director do jornal do cine clube, o Argumento, nos tenha proibido a publicação de um artigo bastante crítico em relação aos critérios de exibição de filmes no Auditório Mirita Casimiro, critérios esses que por sinal levaram à desertificação da sala e ao fim da colaboração entre o cine clube e a direcção do Centro Cultural Distrital de Viseu, entidade proprietária do Auditório Mirita Casimiro.
Enfim, por termos pretendido exprimir a nossa opinião e exercer consequentemente o nosso direito à liberdade de imprensa no jornal do cine clube, a direcção do cine clube afastou-nos dos cargos que desempenhávamos e posteriormente os dirigentes de então até mudaram as fechaduras para evitar que continuássemos a frequentar a sede. Mas nós não fomos o único cine clubista expulso, houve inúmeros casos de purgas no Cine Clube de Viseu, como foi o caso do João Carvalho, do Jorge Humberto, do Dr. Fernando, do Sousa, do Duarte, do Morim, do Prof. Albuquerque e de muitos outros.
E é assim, com todo este negro passado de ilegalidades, de atropelos à liberdade e de censura que os actuais dirigentes do cine clube pretendem comemorar os cinquenta anos da instituição. Nós até gostaríamos de colaborar, pois amamos muito o Cine Clube de Viseu, mas falam mais alto as humilhações que nos infligiram e o dever de solidariedade para com todos os camaradas cine clubistas injustamente banidos. E é pena que todos estes actos vergonhosos tenham acontecido nesta veneranda instituição, pois o Cine Clube de Viseu já foi um farol e uma luz que nos alumiou e que nos amparou durante os longos anos da tenebrosa noite fascista.

Viseu, 7 de Agosto de 2004

Domingo, Agosto 16, 2009

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CINEMAS E TEATROS ANTIGOS DE VISEU

TEATRO AVENIDA



TEATRO VIRIATO


CINE ROSSIO



CINEMAS E TEATROS ANTIGOS DE VISEU
(PRIMEIRA PARTE)

Neste artigo vamos falar de três salas de cinema que já desapareceram. Em duas delas, o Teatro Avenida e o Teatro Viriato, também tinham lugar espectáculos de teatro. O Teatro Viriato ainda existe, mas funciona num edifício novo. Nos anos da nossa infância e da nossa adolescência, as salas de espectáculos enchiam-se em todas as sessões e ir ao cinema ou ao teatro era sempre uma festa.
Dada a sua extensão, temos que dividir este artigo em duas partes. Hoje vamos falar do Teatro Avenida e do Teatro Viriato. No próximo número deste jornal, falaremos do Cine-Rossio.

TEATRO AVENIDA

O Teatro Avenida é uma das salas de espectáculos dos nossos sonhos e dos nossos devaneios, pois foi nele, na sua plateia e nos seus camarotes, que começámos a amar o teatro, a música e o cinema, desde a mais tenra idade. Embora desconfortável segundo os padrões actuais, era uma das melhores salas de espectáculos do país e nela actuaram as maiores companhias de teatro de revista e de teatro dramático e cómico, com os melhores actores desse tempo, tais como João Villaret, António Silva, Vasco Santana e muitos outros. E no palco do velho Avenida também actuaram algumas companhias brasileiras, entre as quais cumpre salientar aquela que apresentou a sensacional revista Fogo no Pandeiro, com piadas e vestes ousadas para o tempo. A revista Fogo no Pandeiro foi um grande êxito de público e de bilheteira, mas causou um enorme escândalo na cidade. Na área da música erudita cumpre destacar o inolvidável concerto que o jovem grande maestro Pierino Gamba, um genial adolescente italiano de calções, um autêntico Mozart da batuta, deu no Teatro Avenida, com a sala completamente cheia e com os espectadores em delírio. Mas também vimos muito cinema no Teatro Avenida e até nos lembramos de que uma vez, quando era projectado no ecrã o filme Sissi, um filme sobre a romântica imperatriz da Áustria, interpretado pela lindíssima Romy Schneider, na altura precisa em que o nome Sissi aparecia em grande letras no genérico do filme, um gandulo dos camarotes gritou muito alto chichi e começou a mijar na plateia. Enfim, o Teatro Avenida também era às vezes um Cinema Paraíso.


TEATRO VIRIATO

O Teatro Viriato é a outra sala de espectáculos dos nossos sonhos e dos nossos devaneios, já que começámos a frequentá-la, na companhia da nossa mãe, quando tínhamos à volta de quatro, cinco anos, pois nessa altura não havia classificação etária. Mas também íamos algumas vezes ao Viriato, acompanhados por colegas da escola e do liceu, e nessa eventualidade ocupávamos os antigos camarotes de segunda ordem, que funcionavam como a geral do Teatro Avenida e custavam a módica quantia de dez tostões.
Éramos como Les Enfants du Paradis do belíssimo filme do célebre realizador francês Marcel Carné, nessa busca jamais mitigada de um enlevo de imagens que nos devolvesse a cinzenta realidade da nossa infância e juventude, amordaçada pelo salazarismo, na embalagem de luxo da sétima arte.
E uma vez aconteceu, quando era projectado no velho Viriato um filme histórico passado na antiga Roma, numa sequência em que uma formosa aristocrata completamente nua tomava um banho de imersão em leite de burra, ouvirmos um frequentador dos camarotes altos do teatro gritar alto e bom som que dali se via tudo. Claro que isso não era verdade, a imagem do cinema é plana, via-se a mesma coisa da plateia e dos camarotes, mas o dito espirituoso teve o condão de transformar um filme histórico num filme cómico.
Foi no Teatro Viriato que teve lugar a primeira projecção cinematográfica em Viseu. Isto deveu-se a uma iniciativa do Senhor Luciano, um comerciante muito conhecido na cidade que era proprietário de uma cervejaria que se situava mesmo em frente do teatro e que tinha o nome sugestivo de Cervejaria Cinema.

CINEMAS E TEATROS ANTIGOS DE VISEU
(SEGUNDA PARTE)


No último número deste jornal, falámos do Teatro Avenida e do Teatro Viriato. Hoje vamos falar do Cine Rossio, terminando assim o nosso artigo sobre os cinemas e teatros antigos de Viseu.

CINE ROSSIO


O Cine Rossio foi inaugurado na década de cinquenta do século passado, com o filme O Preço da Juventude, de René Claire, uma película francesa que não deixou rasto, pois não encontrámos a ela qualquer referência na monumental Enciclopedie du Cinema, de Roger Boussinot. A fotografia que ilustra este artigo foi tirada precisamente no dia da inauguração do cinema e a comprová-lo lá está, numa frontaria novinha em folha, o cartaz anunciando o filme referido.
Ao contrário do que acontecia com o Teatro Avenida e com o Teatro Viriato, o Cine Rossio só exibia filmes. E fazia-o com algum critério, distribuindo os filmes durante a semana por géneros cinematográficos, sendo a terça-feira normalmente contemplada com os westerns e o domingo com os filmes considerados mais sérios. Normalmente os filmes apenas permaneciam um único dia em cartaz, mas também podia acontecer que certos filmes, como O Maior Espectáculo do Mundo ou o ET, permanecessem em cartaz uma semana ou mais. Mas a regra era cada filme só ficar um único dia. Quando foi criado o Cine Clube de Viseu, as suas sessões tinham lugar no Cine Rossio e nós ainda nos lembramos de assistir a essas sessões, quando ainda estudante, fortemente motivados pelo nosso amor precoce ao cinema e pelo nosso antifascismo de sempre. Convém desde já esclarecer que os associados do Cine Clube de Viseu dessa época eram quase todos antifascistas. Esses cineclubistas aproveitavam a actividade cineclubista para combater o regime ditatorial português. Não obstante a sua opção democrática, esses cineclubistas eram gente da alta sociedade viseense e tinham lugares marcados nas sessões de cinema comercial, lugares que mantinham nas sessões do Cine Clube de Viseu. Essas sessões eram normalmente à Segunda-feira, dia em que o Cine Rossio disponibilizava a sua sala para as sessões do Cine Clube de Viseu. Como é natural, toda a actividade política antifascista do Cine Clube de Viseu aconteceu até à revolução de Abril. Após a revolução democrática portuguesa, o Cine Clube de Viseu perdeu uma das razões principais da sua actividade e entrou numa rápida decadência. Hoje limita-se a uma actividade residual no que respeita à exibição de filmes. E no que concerne ao aspecto político e doutrinário, é para o cine clube ponto de honra combater ferozmente o cinema americano e os Estados Unidos da América. A longa colaboração entre o Cine Rossio e o Cine Clube de Viseu terminou no tempo do PREC e ainda motivou uma acesa polémica por causa da exibição do fabuloso filme O Couraçado Potemkin, do genial cineasta russo Sergei Eisenstein.
Quanto ao Cine Rossio, depois do 25 de Abril, no panorama da exibição comercial do cinema passou a haver um dia reservado aos filmes pornográficos, anteriormente proibidos pelo regime fascista, com sessões às quartas-feiras, muitíssimo concorridas, pois a fome era muita depois de meio século de censura e de consequente abstinência.
Escusado será dizer que o Cine Rossio era em certos dias um autêntico Cinema Paraíso, com bocas foleiras repetidas até à exaustão pelos frequentadores da segunda plateia, que deixavam escandalizadas as pessoas de fora da cidade que vinham a Viseu ver cinema e que com certeza ficavam com a convicção de que Viseu era uma cidade de bêbedos, de marginais e de arruaceiros.
Isto para já não falar das cenas eventualmente chocantes que tinham também lugar na plateia, a coberto da semi-obscuridade da sala, durante a exibição dos filmes, pornográficos ou não, com carícias e beijos dos espectadores mais ousados às meninas que se sentavam ao seu lado ou então da parte dos namorados que iam ao cinema para curtir uma cena de amor e não para olhar para o ecrã. Mas as salas de cinema nesse tempo eram assim: podiam-se mandar umas bocas e até apalpar uma moça; e às vezes, quando o filme era bom, até se via com atenção do princípio ao fim.

Textos publicados no jornal VIA RÁPIDA

Sábado, Agosto 15, 2009

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FÓRUM DE VISEU

FÓRUM DE VISEU
FÓRUM DE VISEU

O EXCELENTE FÓRUM DE VISEU
UM MAGNÍFICO ESPAÇO DE CONVÍVIO E DE NEGÓCIOS

No dia 12 do passado mês de Setembro o Fórum de Viseu comemorou o seu terceiro aniversário com um desfile de moda que foi um enorme êxito. Com efeito, essa passagem de modelos, em que estiveram representadas as lojas de moda do Fórum de Viseu, atraiu uma multidão de inúmeros espectadores, a qual encheu completamente o espaço exterior entre os dois edifícios que constituem o Fórum de Viseu. Aliás, estas enchentes acontecem em todos os espectáculos organizados pelo Fórum de Viseu, como é o caso nomeadamente dos concertos de música rock, que têm lugar todos os anos em Agosto. De resto, o Fórum de Viseu atrai sempre muita gente e não só nos dias em que há concertos ou desfiles de moda. Os meses em que o Fórum atrai mais pessoas são os meses de Julho, de Agosto e de Setembro. Nesses meses há muitos turistas e há muitos emigrantes em Viseu e nos núcleos urbanos próximos da cidade. Com efeito, o Fórum de Viseu não é visitado apenas por gente da cidade e do concelho, é também visitado por pessoas que vivem nas cidades e nas vilas à volta de Viseu. Nesta conformidade, é normal vermos no fórum pessoas que vivem nos distritos da Guarda, de Aveiro e de Coimbra e até outras que habitam bem mais longe. E num período que abarca a segunda quinzena de Agosto e os primeiros vinte e um dias de Setembro decorre em Viseu a Feira de S. Mateus, que tem lugar paredes-meias com o fórum. Essa feira centenária atrai imensa gente e muita dessa gente também visita o Fórum de Viseu.
Na altura em que a feira está em plena actividade, quando nos deslocamos a pé para o Palácio do Gelo, há muitos automobilistas que nos abordam e que nos perguntam
onde fica a Feira de S. Mateus e alguns também nos perguntam onde fica o Fórum de Viseu. No dia da etapa da última volta a Portugal em bicicleta que teve a sua chegada a Viseu a cidade foi invadida por uma enorme multidão que nós calculamos em mais de cinquenta mil pessoas. E uma parte substancial dessa multidão também invadiu o Fórum de Viseu, pois o fórum situa-se muito perto do local onde estava instalada a meta, na Avenida da Europa. Com efeito, o fórum beneficia largamente da sua invejável situação no centro da cidade. E não beneficia somente nos meses de Verão, pois nos meses do Outono, do Inverno e da Primavera também têm lugar eventos importantes perto do Fórum de Viseu, por exemplo no Pavilhão Multiusos, que fica no espaço da Feira de S. Mateus. Esse é o caso das semanas académicas, que atraem muita gente ao Pavilhão Multiusos e trazem consequentemente muitas pessoas ao fórum.
E na época do Natal e do ano novo o Fórum de Viseu aparece todos os anos profusamente iluminado, atraindo
os consumidores normais e os compradores de prendas de Natal e atingindo um dos seus melhores períodos de movimento e de negócios.
Mas é nos meses de Verão que o Fórum de Viseu se torna particularmente atraente, pois o seu espaço exterior é muito aprazível nos dias luminosos e calorentos da estação estival. Nós costumamos passar algumas tardes no espaço exterior do fórum. Normalmente sentamo-nos nos bancos de pedra situados em frente das lojas viradas para o Rio Pavia. É um local privilegiado para apreciar o enorme movimento que tem lugar no fórum nos meses de Verão. É também um óptimo ponto de observação para saber quais as lojas do fórum que vendem mais. Basta reparar nos sacos de plástico com compras que as pessoas trazem das lojas para saber quais as lojas que têm maior volume de negócios.
Além disso, esses bancos de pedra têm óptimas vistas, pois o picadeiro exterior do fórum no Verão assemelha-se a uma passerelle da moda, já que se passeiam no local muitas mulheres bonitas, elegantes e bem vestidas que bem poderiam seguir a carreira de modelos, se fosse essa a sua opção. É claro que as lojas do grupo Inditex, com a Zara à cabeça, têm uma grande influência em tudo isto, pois são lojas modernas de vestuário com design sofisticado e nessa medida atraem as pessoas que gostam de vestir bem, de acordo com a moda, que como se sabe muda todos os anos. Mas não são só as lojas do grupo Inditex que trazem gente ao fórum. O fórum tem outras lojas de moda, tem também duas excelentes livrarias, a Bertrand e a Pretexto, e tem ainda outro tipo de lojas. Tem ao todo sessenta e três lojas. Tem também um amplo espaço de restauração, com dezassete restaurantes, tem ainda seis óptimas salas de cinema da Lusomundo e tem finalmente o Feira Nova, que é um excelente supermercado.
Para além de tudo isto, o fórum é um espaço realmente acolhedor, onde as pessoas gostam de ir para passear e para conviver e não só para fazer compras. O Fórum de Viseu continua portanto de vento em popa e nem a inauguração do Palácio do Gelo, que teve lugar em Abril, o afectou grandemente. É certo que o Palácio do Gelo é um centro comercial gigantesco, situado num edifício fabuloso, que é uma autêntica catedral. Tinha, portanto, todas as condições para trazer grandes problemas ao fórum. Mas a verdade é que o Fórum de Viseu se aguentou muito bem. O facto de ter dimensões mais pequenas até parece que o favorece, pois torna-o mais acolhedor. E tem a vantagem de se situar no centro da cidade de Viseu.
PRINCIPAIS LOJAS DO FÓRUM
PISO 0 - SUPERMERCADO PINGO DOCE, ELECTRICK E NEW CODE.
PISO 1 - LOJAS DE MODA ZARA, PULL AND BEAR, BERSHKA, STRADIVARIUS, OYSHO, MASSIMO DUTTI , C& A, ANA SOUSA, SACOOR, THROTTLEMAN, LANIDOR E PERFUMES & COMPANHIA.
PISO 2 - LIVRARIA BERTRAND, LOJAS DE MODA LANIDOR, TOMMY HILFIGER, GIOVANNI GALLI, SALSA, SPORT ZONE, ZIPPY, NATURA E TIFFOSI.

Quarta-feira, Agosto 12, 2009

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CENTRO CIRÚRGICO DE COIMBRA

CENTRO CIRÚRGICO DE COIMBRA

DR. ANTÓNIO TRAVASSOS

CENTRO CIRÚRGICO DE COIMBRA

AGRADECIMENTO


Venho por este meio agradecer publicamente ao Dr. António Travassos, à Dra. Isaura Regadas, ao Dr. Ilídio Faria, ao Eng. Robert van Velze, à Senhora Dona Ana Maria, à Sandrina e aos enfermeiros Bruno e Alexandre todas as atenções reebidas no Centro Cirúrgico de Coimbra.


António Rocha


ENSAIO SOBRE A VISÃO
DO DR. ANTÓNIO TRAVASSOS
Ver é um milagre que, ao longo da evolução das espécies, se tem adaptado de forma progressiva às necessidades dos seres. Ver é sentir mais... ouvimos melhor se virmos os movimentos dos lábios de quem fala. Sentimos melhor o gosto se virmos os alimentos ou um doce... Sentimos melhor o tacto se virmos aquilo em que tocamos. Sentimos melhor um cheiro se virmos algo que entrou pelos nossos olhos e de que gostamos. Ver é um privilégio da vida que um dia pode atenuar-se ou extinguir-se.
Nenhum de nós seria feliz na cidade ficcionada por José Saramago no “ Ensaio sobre a Cegueira”. Nenhum de nós será feliz se um dia tiver um grave problema de visão. Muitos dos nossos antepassados cegaram por doenças, hoje, raras. Quantos marinheiros tiveram problemas graves de visão pela falta de vitamina A? Quantas pessoas chegaram ao fim da vida só com percepção de luz por uma simples catarata? Quantas crianças perderam visão porque tiveram sarampo?
“Passos de gigante”
Hoje, estas e muitas outras doenças são prevenidas ou têm tratamento. No século XX, a Medicina deu passos de gigante que nos permitem viver mais e com melhor qualidade de vida. A Oftalmologia, como ramo da ciência médica, diferenciou-se. E é, actualmente, uma das especialidades mais tecnológicas e exigentes. A noção de ver bem, até há poucos anos proporcionada pelas próteses oculares, óculos ou lentes de contacto, foi ultrapassada pela noção de qualidade de visão.
Ver bem implica ter boa acuidade visual, ter bons campos visuais, boa visão cromática e boa sensibilidade ao contraste. A complexidade dos diagnósticos e dos tratamentos tornou a Oftalmologia numa especialidade muito mais exigente e diferenciada. Más práticas, por impreparação ou negligência, deverão ser banidas pelas leis do Estado ou pela selecção natural que os utentes melhor informados possam vir a realizar.
Num futuro próximo, tudo será mais complexo e também mais simples. A investigação médico-oftalmológica será necessariamente mais elaborada, será mais objectiva porque estará mais próxima da matemática e da física. Os doentes não serão observados de forma subjectiva. Os algoritmos encarregar-se-ão de interagir para conduzirem a diagnósticos exactos. Os médicos Oftalmologistas tratarão os doente de forma objectiva, quase perfeita, mas, paradoxalmente, deverão continuar a fazer ciência subjectiva na transcendência da relação humana.
Glaucoma: 100 mil doentes diagnosticados em Portugal
Dia após dia, a visão de 100 mil portugueses vai-se apagando, em virtude de um “ladrão sorrateiro” que dá pelo nome de glaucoma. Trata-se de uma doença de foro oftalmológico que afecta as fibras nervosas do nervo óptico e que começa por “danificar” a visão periférica. Para Carlos Nunes da Silva, oftalmologista no Hospital dos Covões, em Coimbra, e coordenador do Grupo Português de Glaucoma, “um dos grandes problemas no diagnóstico é que esta patologia só dá sintomas em fase avançada”.
Quer isto dizer que, quando o doente procura o oftalmologista, porque começa a perder a visão, “pelo menos 50% das fibras ópticas [estruturas responsáveis pela transmissão da informação visual ao cérebro] já estão destruídas. Este responsável alerta para a probabilidade de os doentes cegarem “aos 40 ou 50 anos”, caso o diagnóstico não seja efectuado precocemente.
Uma dos problemas registados nesta matéria é a baixa adesão do doente à terapêutica, que consiste na aplicação de gotas (colírios) nos olhos. Segundo o Dr. António Travassos, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, “só 30 a 40% dos doentes cumprem rigorosamente as prescrições aconselhadas”. Para este especialista não faz sentido protelar o diagnóstico, já que as ferramentas actualmente desenvolvidas, nomeadamente estudos da visão cromática, permitem “detectar mais precocemente as alterações do glaucoma”.

© 2007 Jornal do Centro de Saúde

Segunda-feira, Agosto 10, 2009

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VIAGEM A ISRAEL

ISRAEL


Mapa de Israel - Israel map

CAPITAL – JERUSALÉM
ÁREA - 21.000 KMS. QUADRADOS
POPULAÇÃO – 8 MILHÕES
LÍNGUA – HEBRAICO E ÁRABE
MOEDA – NOVO SHEQEL

UMA VIAGEM INOLVIDÁVEL

A ISRAEL

JERUSALÉM

Em Jerusalém - In Jerusalem

Em Jerusalém - In Jerusalem

Em Jerusalém - In Jerusalem

No muro das Lamentações - In the Wailling Wall

Subindo ao monte Gólgota,
percorrendo as estações da cruz
Going up to the Golgota hill,
covering the stations of the cross

Subindo ao monte Gólgota
Going up to the Golgota hill

Subindo ao monte Gólgota
Giong up to the Golgota hill

Na igreja do Santo Sepulcro
In the Saint Tomb church

Na igreja do Santo Sepulcro
In the Saint Tomb church


Na igreja do Santo Sepulcro
In the Saint Tomb church

Na igreja do Santo Sepulcro
In the Saint Tomb church


Ma igreja do Santo Sepulcrop
In the Saint Tomb church

BELÉM


Na praça da Natividade - In the Nativity sqare


Ma praça da Natividade - In the Nativity square
Na igreja da Natividade - In the Nativity church

Na igreja da Natividade - In the Nativity church


Na igreja da Natividade - In the Nativity church

Na igreja da Natividade, no sítio onde
Jesus nasceu, marcado por uma estrela
In the Nativity church, in the place
where Jesus was born, with a star


UMA VIAGEM INOLVIDÁVEL A ISRAEL

COM VISITAS A JERUSALÉM E A BELÉM

No terceiro e quarto dia da nossa estadia em Hurgada, nos dias 8 e 9 de Abril, fizemos uma viagem inolvidável a Israel, onde visitámos as cidades santas de Jerusalém e de Belém. Embora não tenhamos nenhuma religião nem acreditemos em Deus nem na divindade de Jesus Cristo, sentimos uma grande emoção nesta viagem à Terra Santa. O grupo que viajou connosco era composto por polacos (a grande maioria), por checos, por eslovacos e por um português, que era este vosso amigo. Éramos cinquenta peregrinos ao todo. Viajámos de avião de Hurgada para Sharm El Sheikh, uma viagem que demorou apenas meia hora. E tal como Moisés, tivemos que atravessar o Mar Vermelho. Com efeito, Sharm El Sheikh fica na outra margem do Mar Vermelho, mas pertence ao Egipto, sendo aliás uma estância turística ainda mais conhecida do que Hurgada, devido a aos ataques terroristas que nela tiveram lugar.De Sharm El Sheikh até Jerusalém, percorremos os seiscentos quilómetros que separam as duas cidades num autocarro, tendo viajado de noite e tendo demorado oito horas na viagem.

Partimos de Sharm El Sheikh à meia-noite e chegamos a Jerusalém às oito horas da manhã. Começámos por ver a cidade de Jerusalém do alto de um miradouro.A cidade de Jerusalém, capital do Estado de Israel, é uma cidade com mais de setecentos mil habitantes, a maioria dos quais são judeus. É uma cidade ondulante, com muitas colinas. Algumas dessas colinas são conhecidas por todos aqueles que se interessam pela história das religiões, como é o caso do Monte Gólgota, do Monte das Oliveiras e do Monte do Templo. E para os católicos ou para aqueles que, como nós, embora actualmente sem religião, tiveram uma educação católica, Jerusalém é uma cidade comovedora, pois nela ainda hoje se sente a presença constante de Cristo.Iniciámos a visita a Jerusalém pela velha cidade cristã, tendo em seguida subido ao cimo do Monte Gólgota. Gólgota é uma palavra aramaica que significa crâneo e no tempo da crucificação de Cristo o local situava-se fora das muralhas de Jerusalém.

Começámos o nosso percurso da via dolorosa pelo sítio do tribunal de Pôncio Pilatos onde Cristo foi condenado à morte e percorremos a pé todas as catorze estações da cruz, tais como o colocar a cruz no ombro, o encontro de Jesus com a Sua mãe, o episódio de Verónica a secar com um pano o suor que escorria do rosto de Jesus, etc., etc. Os caminhos por onde Cristo passou são hoje ruas estreitas cheias de estabelecimentos comerciais, mas essas ruas não perderam a magia dos antigos caminhos que o filho de José e de Maria percorreu com a cruz. Chegámos enfim ao cimo do Monte Gólgota, ao local onde Cristo foi crucificado, que se encontra dentro da Igreja do Santo Sepulcro. Com efeito, as quatro últimas estações da cruz encontram-se no interior da Igreja do Santo Sepulcro.

É uma igreja monumental, absolutamente fabulosa, onde visitámos o local da crucificação e o sepulcro de Cristo. À volta do Santo Sepulcro estão dispostos em círculo seis locais de culto, destinados a seis diversos rituais cristãos, tais como o católico, o abissínio, o copta, o assírio, etc.A Igreja do Santo Sepulcro foi mandada construir pelo imperador romano Constantino e por sua mãe Santa Helena, no ano de 335. Como se sabe, Constantino foi o primeiro imperador a autorizar a prática da religião cristã no império romano. A primitiva igreja, com o nome de Igreja da Ressurreição, esteve de pé durante trezentos anos, tendo sido destruída pelo rei persa Cosroes II. Mas foi reconstruída por Godofredo de Bolhão, comandante da primeira cruzada, no princípio do ano mil. E foi esse edifício, reconstruído pelos cruzados, que nós visitámos.Em Jerusalém visitámos o bairro cristão, o bairro muçulmano, o bairro arménio e o bairro judeu, onde nos demorámos algum tempo no célebre Muro das Lamentações, que é a única parte que resta do templo que Jesus conheceu e frequentou. É um local de culto sagrado para os judeus, onde os crentes da religião judaica fazem as suas orações.

Mas Jerusalém não é uma cidade sagrada apenas para os cristãos e para os judeus. Efectivamente, para os muçulmanos Jerusalém é a terceira cidade mais sagrada do mundo, logo a seguir a Meca e a Medina, pois o profeta Maomé foi levado desde Meca até Jerusalém numa viagem nocturna, conhecida como Isra, para o local onde hoje está a Cúpula da Rocha, tendo depois ascendido ao céu. Terminada a visita a Jerusalém, que durou toda a manhã, fomos de tarde para Belém. Belém, que fica a cerca de dez quilómetros de Jerusalém, é uma cidade que está sob o controle da autoridade palestiniana. É o local de nascimento de Jesus e do Rei David, reis da mesma estirpe, mas o reino de Jesus não é um reino terreno.

Em Belém visitámos a Basílica da Natividade, mandada construir pelo imperador romano Justiniano no século VI. E no interior da basílica, numa gruta debaixo do coro, estivemos no sítio exacto onde Cristo nasceu, marcado por uma estrela.E depois foi o regresso a Hurgada, onde só chegámos depois da meia-noite, devido a problemas na fronteira com o Egipto. E já na ida tínhamos tido problemas na entrada em Israel. Foram vinte e sete horas contínuas de viagem, mas valeu a pena. Visitámos Jerusalém e Belém e ainda ficámos a conhecer o deserto judeu e o Mar Morto. Foram realmente vinte e sete horas ao mesmo tempo estafantes e deslumbrantes de peregrinação aos lugares onde Jesus Cristo nasceu e viveu e onde, emocionados, recordámos em Belém o Seu nascimento e em Jerusalém os trágicos episódios finais da a Sua vida.


DATA DA VIAGEM; 9 e 10 DE ABRIL DE 2007

PREÇO DA VIAGEM: 250 EUROS

(TOUR A PARTIR DE HURGARDA)

   
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